[EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Annie em Sex Dez 26, 2014 1:16 pm

Esquila teu ** sdkljfhlkasdfh u.u vai ver a Esquila u.u vou te dar uns tapas u.u

Mesmo que aí troquem o "e" pelo "i" não seria iNstante, porque instante é algo relacionado com momento, e tals. E isso é uma fic, português por favor, obg u.u

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Gabriel em Sab Dez 27, 2014 3:24 pm

O Gena está de parabéns pelos escritos, apesar do "instante" e alguns termos não muito fluidos.
(E de o personagem dele ser o pica das galáxias)

Retirando a questão da alta tecnologia que já foi sanada, deixo a minha ressalva: SEUS DESGRAÇADOS INFAMES, ESGOTANDO TODO O ESTOQUE DE CERVEJA DO MUNDO!!

Ahh, e, mais uma coisinha: há humanos sobrevivendo fora do zoológico? falo isso por conta da fã/prostituta/who que estava na suíte presidencial do Seven.

Na verdade, duas coisas: não acho necessário retratar a luta do Limbo, já que acontece dois dias antes do primeiro post e todos já sabem, agora, da rivalidade entre a Agatha, Seven e Damon. O resultado da luta pode ser revelado em referências em capítulos posteriores. A não ser que essa batalha virtual seja muito importante e tenha algo revelador. Fora isso, só acho que deixará a narrativa demasiadamente longa.

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Netuno em Sab Dez 27, 2014 4:10 pm

Gabriel escreveu:O Gena está de parabéns pelos escritos, apesar do "instante" e alguns termos não muito fluidos.
(E de o personagem dele ser o pica das galáxias)

Retirando a questão da alta tecnologia que já foi sanada, deixo a minha ressalva: SEUS DESGRAÇADOS INFAMES, ESGOTANDO TODO O ESTOQUE DE CERVEJA DO MUNDO!!

Ahh, e, mais uma coisinha: há humanos sobrevivendo fora do zoológico? falo isso por conta da fã/prostituta/who que estava na suíte presidencial do Seven.

Na verdade, duas coisas: não acho necessário retratar a luta do Limbo, já que acontece dois dias antes do primeiro post e todos já sabem, agora, da rivalidade entre a Agatha, Seven e Damon. O resultado da luta pode ser revelado em referências em capítulos posteriores. A não ser que essa batalha virtual seja muito importante e tenha algo revelador. Fora isso, só acho que deixará a narrativa demasiadamente longa.

Esse "instante" me persegue. EU SEI QUE TÁ ERRADO, MUNDO Razz , mas isso é porque bem aqui falam mais "instante" que "estante", e acabei pegando esse mal hábito. Se bem que o corretor tinha detectado isso, e eu deveria ter corrigido. Da próxima vez, irei dar mais atenção a isso.

Sobre o Seven ser o pica das galáxias e realmente é kkk, eu irei dar uma nerfada nele no próximo capítulo que postarei, fazendo com que ele pareça bem mais crível, embora, esclareço, por razões históricas, em um x1 mano a mano, ele é mais forte que os outros líderes do acampamento, mas não é invencível, a começar que, no próximo capítulo...

Spoiler:
Ele não irá ganhar a batalha no Limbo

Entre outros motivos.

Embora a fã/prostituta/who, que era uma fã, já que descartada a ideia da profissão mais antiga do mundo, estava dentro do abrigo, na suite presidencial nao tão presidencial assim do Seven. Ela não estava fora. Mas, no prólogo, no primeiro parágrafo, falo sobre algo que estava acontecendo fora do zoológico, em que monstros com a mínima inteligência estava criando humanos para comê-los mais tarde, para, desta forma, esses monstros não entrarem em extinção também. Então existe sim humanos fora do abrigo, com certeza, que as vezes as forças de exploração salvam, na verdade, talvez uma vez, e estava rastreando outra, agora não sei dizer ao certo se há mais semideuses fora do zoológico.

E na batalha virtual, bem, ela é muito importante e terá algo muito revelador, mas, devido a reflexão que fiz sobre exatamente deixar a narrativa muito extensa, pensei, por fim, em seguir a dica da Nath Safadenha. No começo, pensei em transformar os dois POVs anteriores da Mi Amore e do Att plantador de soja em uma espécie de Flashforward/Prolepse, mas acabei pensando melhor e, para dar seguimento a história, no próximo POV meu, até essa parte muito importante que terá algo muito revelador será retratada em flashbacks/analepses do Seven. Então no próximo cap. ele já estará nesse ataque, mas irá lembrar de pontos chaves que estão relacionados ao porquê da invasão ocorrer, já que tem o velocino de ouro para a proteção, e porque agora, já que poderiam atacar bem antes e a muito tempo. São aspectos, creio qeu, importantes para dar profundidade a invasão e, também, ao personagem Seven, que está envolvido mais outra pessoa nessas questões.

Bem Abestado, esperando seu cap.

Inté Wink

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Att em Dom Dez 28, 2014 1:06 am

Ordem de postagem atual:
Nat
Att
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Larissa Tortorelli
River
Gabriel

os outros autores se apresentem tbm kkk, vamos tentar fazer todos postarem antes de retornar aos povs again

Att
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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Aly Chase em Dom Dez 28, 2014 7:42 pm

Para de me chamar assim que o único safado aqui é você, Gean pancadaaaa

Sobre o texto: eu achei muito bem escrito, como já é de costume vindo de você, apesar dos apesares já comentados (erros de português). E bem, acho que explicou todas as dúvidas anteriores e em outras respostas explicou as que eu tinha também, então acho que é isso. 

Sobre o seu personagem, eu acho que fui a única pessoa que gostou dele, mesmo se parecendo bastante com você e isso é uma pequena coisa que me irritou nele. Mas fora isso, eu gostei mesmo dele (acho que foi o jeito com crianças).

E, sou a próxima da fila depois destes então, Att. ˆˆ

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por River em Ter Dez 30, 2014 11:22 pm

O personagem do Gena é tão idêntico a ele que me faz querer chorar shuahusa Eu curti o Seven, eu gosto do Gena, pq não gostaria dele hahahaah e o jeito com as crianças foi bem fofo mesmo

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Att em Sex Jan 09, 2015 1:45 pm

"damon"
well if ya, lookin for me, i'm probably in metropolis i, i do this for the love so this is non-profit shit i'm, i'm boardwalkin', so you can call this monopoly obviously, my approach to music ain't moderate as, my mascoma spins, i am the anomaly i love all my haters, cause my haters
 As coisas no Limbo eram quase reais, mas não enganavam. Damon não sabia como explicar, mas pelo menos no seu caso conseguia distinguir o mundo real da construção feita pelas mentes semideusas. Todos os seus sentidos eram tomados perfeitamente simulando a realidade, mas ainda assim conseguia ver através dessa farsa. O motivo? Bom, pelo menos nesse mundo irreal ele tinha controle. Controle sobre a natureza. Ele era o mestre daquilo tudo.

Sempre que mergulhava no Limbo e aparecia em meio aos destroços ao mesmo tempo que os outros líderes do abrigo de imediato era bombardeado com as informações que recebia das plantas ao seu redor. Todas sussurravam. Todas queria obedecê-lo. Não era tão caótico como o mundo lá de fora apesar de fisicamente New York ainda fosse uma mistura de selva e concreto.

Era bom demais para ser verdade. E era assim que sabia que aquilo não era real mesmo desejando que fosse. Essa percepção era um alivio para que não pirasse de vez e se entregasse a simulação, mas também matava suas esperanças.

Tinha tido uma conversa com Alicia assim que o projeto foi concluído e os lideres votaram para decidir como usariam tal tecnologia. Tinha sido contra o uso dela. Argumentava que perderiam tempo e energia desnecessários só para fazer um tipo de exibição de poder para criar um tipo de guerra fria entre os humanos e semideuses.

A velha politica de “nos obedeçam, pois nós somos basicamente deuses e podemos fazer matar vocês se quisermos” e coisas assim não era do seu agrado. No fim a maioria ganhou e Damon não discutiu mais a questão.

O assunto que o levou a Alicia foi a leve suspeita. Ela e sua equipe tinham afirmado a perfeição do Limbo e sua capacidade de imitar nossa realidade. Isso foi o que criou a suspeita de que talvez... só talvez...

Mas era muito “Matrix” e a garota assegurou que não tinha como estarem dentro de uma simulação sem saberem. Damon confiou nas palavras dela, porém tinha uma boa capacidade para ler as pessoas e pelas expressões dela ela parecia estar tentando convencer a si mesma tanto quanto tentava convencer ele.

Talvez fosse só a paranoia. A verdade é que tinha aprendido a gostar do Limbo. Seus poderes ganhavam extensões quase divinas ali onde a magia eram só alguns dados. Os humanos não sabiam disso. Não precisavam saber. A menos que Smith ou outro soltasse a informação.

Graças aos deuses tinha conseguido chutar aquela praga de seu esquadrão de caça. Os outros que se virassem com ele.

Agora tinha que se focar na exibição. Os outros estavam se movendo. Estavam começando a se direcionar para conflitos e Damon tinha o seu próprio para resolver. Um conflito chamado Agatha. A filha de Zeus mais irritante do universo. E graças aos deuses que não existem muitas mais.

Enquanto ia em direção ao local de encontro pensou em talvez fazer um contorno e se livrar dos outros lideres antes de encontrar Agatha. Isso levantaria a confiança do povo dele não é? Pelo menos eles teriam algum medo de iniciarem conflitos com ele.

Não. Ia se livrar dela. E ai eles veriam o que acontecia quando ousavam começar conflitos com ele...

A expectativa fez com que acionasse seu arsenal sem querer. Era uma das outras coisas que lembrava a ele que estava em um mundo irreal. Só de estender seus braços cópias de suas armas apareceram se encaixando em suas mãos. O chicote, Drussila. A espada com uma lâmina em formato de foice, Alexa.

Só podiam invocar a arma uma vez no inicio do jogo. Depois se perdessem ela teriam de ir atrás dela a menos que ela voltasse magicamente ou coisa do gênero.

O chicote de imediato se enrolou em seu braço dando um sinal de vida. A foice não. Claro. Era uma história difícil de explicar, mas Drussila tinha tal nome não por sua escolha, mas por ser realmente seu nome.

A história envolvia ninfas, maldições, traições e muito sangue. O que realmente importava era que agora tinha um chicote que de certa forma era vivo e que ele era muito útil quanto precisava caçar. Um presente de sua mãe. O único.

Continuou avançando pelos destroços do Limbo. Alguns dos outros líderes estavam começando a se aproximar uns dos outros apesar de provavelmente não saberem disso. Só mais uma vez ficou tentando a ir atrás dos outros antes de pegar a filha de Zeus, mas temia que talvez o Sétimo fosse atrás dela e ele não iria deixar ele vencer dessa vez. De forma alguma.

Ele não estava buscando apenas vencer o argumento naquela discussão. Seu grupo perdia a moral e precisavam sem respeitados. O povo do abrigo tinha uma política bem simples de como trata-los. Se tinham comida eram os salvadores do universo, quase deuses. Se não estavam tendo resultados eles eram a escória e eram basicamente ignorados até que chegassem com novos suprimentos.

E isso fazia com que todos no grupo ficassem mais irritados e mais famintos com cada caçada. Tinha perdido Dewan, o filho de Apolo, e Mavis, a filha de Kratos. Os dois tinham pedido para saírem do grupo bem em frente a todos e Damon sabia que pelo menos metade dos caçadores restantes desejavam se juntar aos desertores.

Prometeu que faria os dois morrerem de fome assim que conseguisse alguma caça. Todos sabiam que não deviam irritá-lo. Ele era o responsável por manter as áreas de cultivo férteis (uma das poucas formas de magia que ainda era capaz no mundo mortal) junto com suas duas outras meio irmãs e algumas proles de Dionísio.

Se quisesse podia convencer os outros a não alimentarem aqueles dois...

Quando recebeu a imagem empática de Drussila notou as risadas da arma. Ela estava se divertindo com seus pensamentos de ódio. Ela adorava causar destruição.

Balançou a cabeça e se livrou da raiva. Eles tinham o direito de sair. Não eram obrigados a se arriscarem dessa forma e tinham todo o direito de buscarem outras tarefas quando era claro que não tinham caça alguma para encontrar.

A culpa não era realmente sua se não tinha caça. Alguma coisa estava errada com os animais. E não podia dispor de humanos em seu grupo como a maioria dos outros no abrigo afinal humanos não podiam realmente se aventurar fora do abrigo.

Lembrava-se da experiência. Cinco mortais. Três homens por volta de quarenta anos que diziam estar buscando o alimento para suas crianças. Um rapaz de vinte e poucos anos que não conseguia nem levantar uma espada. E Lyra. Uma garota. Uma mortal que realmente sabia lutar.

Todos morreram quando encontraram aquele maldito monstro. Não foram as únicas baixas, mas depois disso nenhum dos outros mortais quis sair dos abrigos e Damon foi obrigado a confortar os filhos e esposas de cada um daqueles homens.

Por sorte os outros não tinham família viva para lamentar suas mortes. Por sorte não é?

Parou um pouco antes do ponto de encontro. Drussila enrolada em seu braço usando seus espinhos intencionalmente. A espada em sua mão apesar de não estar em pose de combate. A mente atenta ao fluxo de informações que recebia das plantas.

Estranhou só um pouquinho pequenas imagens aleatórias que estavam vindo na sua mente. Devia ser algum tipo de atualização no programa. Eram as fúrias. Cervos. Hidras. Muito sangue. Escuridão. Os arquivos deviam estar testando alguma simulação nova para treinamento contra monstros ou coisa do gênero.

Uma Sala do Perigo. Provavelmente ririam se soubessem que ele costumava ser um fã assíduo dos mutantes da Marvel antes de tudo aquilo. Antes de descobrir seu legado. Provavelmente teria sido algum tipo de nerd, mas não teve chances de ter uma vida muito normal antes de ir ao acampamento.

Se focou mesmo no que importava. Seus oponentes.

A assinatura que suspeitava ser do Sétimo estava criando algum tumulto. Não se focou nela. Prometeu que daria uma surra no ego do filho dos mares depois que resolvesse suas questões com Agatha.

E Agatha. Ela estava no ponto de encontro esperando por ele. As plantas sentiam. Ela tinha a espada. Aquela maldita espada que já tinha sido tópico de alguma de suas discussões.

Se aproximou sorrindo. O sorriso que costumava usar quando se aproximava de uma presa. Não entendia muito bem o motivo para estar usando esse sorriso, mas no geral confortava a presa antes que de ser morta impiedosamente.

Sentia que estava no humor para provocação. Eles tinham tido uma longa discussão e Damon já tinha saído do seu estado natural de calma e compreensão.

- Ei, Pichu! - Gritou para a garota anunciando a sua presença fazendo ela entrar imediatamente em posição ofensiva. O apelido comparando a garota ao rato elétrico era só uma parte bônus para irritá-la. - Favamos sobre o quê mesmo? Má distribuição ou algo assim não é?

Manteve seu tom brincalhão e acenou com Alexa em mãos. Queria provocar. Ela merecia. Estava muito cansando de tantas discussões que ela vivia criando sempre discordando dele em basicamente qualquer questão.

Provavelmente a única coisa sobre a qual entravam em acordo era o fato de que ambos odiavam o Sétimo. Mas isso não é lá grande coisa. Apesar de ser popular com crianças, mortais e cavalos o semideus não atraia muita simpatia de nenhum dos outros que não fossem do seu grupo. Ele era privilegiado demais. Não era de confiança.

Ele se lembrava do outro filho de Poseidon que conheceu brevemente antes da derrota. Ele tinha sido aquele que arruinara o Olimpo perdendo para
Cronos. Uma coisa típica para filhos dos três grandes. Eles começaram a Segunda Guerra Mundial. Eles causavam o Apocalipse. Só faziam merda.

E Agatha estava no grupo. Ela não era confiável. E era muito temperamental.

- Oi Gloom! - Ela gritou em resposta. Se sentiu insultado não só pela comparação ao pokemon, mas também pelo fato de que ela conhecia o anime. Ele cheirava muito bem, obrigado. E pelo menos se dignava a comparar ela com um pokemon fofinho tipo um Pichu. – Sim. Falávamos sobre você e sua má distribuição de alimentação da caça! Quer dizer. Isso quando tem alguma caça não é?

O comentário fez com que pegasse nos nervos. Ela sabia que a luta deles estavam sendo transmitida e que todos iriam ouvir aquilo. Mais uma vez. Não era sua culpa se não tinha nada para ser caçado.

Drussila estava rindo e apertando o braço dele de propósito. Era o equivalente empático dela a dizer “Mate!”.

- Isso não foi nada educado. Que tal falar sobre o trabalho da sua guarda? - Fiquei uns bons vinte metros longe dela. Vários escombros e carros entre nós. Podia ouvir o que ela dizia, mas não ousaria me aproximar mais. O negócio ali era a exibição mesmo. – Ei. Espera. A é. Vocês não tem trabalho! Eu mato todos os monstros antes que cheguem aqui lembra?

Isso não era bem uma verdade.  Eliminava muitos monstros antes que chegassem ao abrigo, mas as duas guardas eram muito importantes. Talvez tivesse feito algum desafeto por conta dessa frase, mas não voltaria atrás, queria irritar a filha de Zeus.

Esperava que não odiassem ele mais que o normal devido a esse conflito. No geral após as noites de Limbo todos estavam de bom humor e encaravam os lutadores como se fossem estrelas rindo de suas mortes e gritando o nome do vencedor.

Damon não venceu numerosas vezes, mas sabia a sensação. Era legal. Mas tinha se sentido algum tipo de brinquedo. De atração. Todos estavam admirando ele por ter matado os outros na arena. E depois os ânimos entre os grupos refletiam quem tinha matado quem e quem tinha sido vitorioso.

Tinha comprado uma briga com a guarda quando disse aquilo, mas ela já tinha iniciado tudo quando citou a falta de caça como se isso fosse falta de habilidade dele e dos voluntários que arriscavam suas vidas para alimentar todos no abrigo.

Ainda esperava uma réplica engraçada por parte de Agatha. Parte do show não é? Mas ela não veio. Foi ai que sentiu os pelos do corpo se arrepiarem a claridade iluminou o que restava de metal de um carro prateado ente os dois.

Não teve tempo para gritar nenhuma praga em grego. Só para acionar seus poderes e erguer uma barreira de raízes em sua volta bem na hora em que o raio ia atingir o carro a sua frente.

Não ela não tinha mirado nele. Ou talvez o raio tivesse ido atrás da coisa de metal gigante mais próxima. O que importa é que quando se faz algo assim os carros antigos tem uma certa tendência e a explodirem devido ao combustível não utilizado que ainda tem em seus tanques.

As raízes não foram o bastante para absorver a explosão e o raio ao mesmo tempo e se sentiu sendo arremessado para todos os lados. Tinha formado um casulo de raízes para sua proteção e isso foi o que o prendeu enquanto o chão começou a ruir engolindo ele e as suas raízes.

Ouviu muita mais que apenas uma explosão e se perdeu um pouco em um estado de insanidade. Estava voando. Não. Estava caindo. Sua audição estava danificada devido a outras luzes e explosões subsequentes que podiam ser só sua imaginação.

Só por um segundo ele estava vendo uma fúria mais uma vez. Voando em direção a ele. E sentia raiva de Agatha. Muita raiva.

Mas tudo desapareceu quando sentiu o impacto com a água mal cheirosa. E por todos os deuses. Tinha de ser água.

Não sabia se esse era o plano de Agatha. Mas a combinação de explosão do carro com as ruas maltratadas e apodrecidas tomadas por raízes não deu muito certo. Só sabia que caiu no esgoto pós apocalíptico e adivinhem só. Ele não é melhor que o esgoto normal!

Quando ele voltasse teria uma intensa discussão para que o paladar, o olfato fossem retirados do programa Limbo. Aquilo era real demais. Parecia ser real demais. A dor não era tanta por ser diminuída no programa, mas os sentidos ainda eram fortes e isso fez com que engasgasse e vomitasse no esgoto. E o vomito do Limbo era realístico. Tinha encontrado até a sopa que tinham servido no almoço.

Tinha se ferido. Alexa ainda estava em suas mãos. Tinha apertado a espada contra o corpo e cortado a si mesmo no processo aumentando os danos que tinha levado quando mergulhou direto no buraco criado pela explosão.

Seu hp (sim, isso existia ali) estava no 65%. Os danos não tinham sido tão ruins por ter caído na “água” e pelo menos o casulo de raízes não tinha deixado que fosse pego na explosão e no raio que teriam matado ele de uma forma bem memorável que Smith narraria uma centena de vezes.

Como Agatha ainda não estava ali tentou organizar seus pensamentos. Seus ouvidos estavam apitando. Sentia dor. O corte que causou em si mesmo era superficial e não estava drenando sua energia. Fora sua concentração o maior dano tinha sido ser humilhado em frente a todos.

Humilhado em frente a todos.

Isso fez com que recobrasse os seus sentidos e lembrasse que estava em uma simulação assistida por todo o abrigo. Ele tinha um objetivo. Vencer. Precisava mais do que tudo de uma vitória para que lembrassem quem de fato tinha criado aquele abrigo em primeiro lugar.

Se levantou. Drussila estava até calada percebendo a sua raiva. A única saída ali era o buraco pelo qual tinha caído e ainda não tinha nenhum sinal de Agatha. Será que ela achava que tinha vencido o ataque? Que pensasse. Ela se arrependeria por aquele ataque para sempre se dependesse de Damon.

Erguendo os braços chamou algumas raízes que começaram a se desenrolar se estivando para que pudesse alcança-las. Criar raízes do nada seria muito mais cansativo, mas por sorte o mundo era uma selva pré histórica gigantesca diminuindo a energia que seria necessária.

Criar aquele casulo protetor já tinha sido cansativo em si, mas Damon tinha energia o bastante para mais uma demonstração de força antes que partisse para a luta de verdade.

Era assim que dividia as coisas. As vezes entrava no Limbo apenas para lutas demonstrativas arremessando carros com raízes ou coisas do gênero. Se perdia muito mais nessa exibição de poder do que na luta em si e por isso já tinha perdido várias vezes.

Não diria que venceu todas as vezes que veio para lutar de verdade, afinal Poseidon por alguma razão tinha tido a grande ideia de dar a vida ao Sétimo que parecia ser meio imbatível como se ego desse um bônus de luta ali no Limbo causando várias derrotas para o lado de Damon.

Pelo menos tinha vencido algumas vezes. E foram memoráveis. As pessoas tinham gostado.

Quando as raízes terminaram de puxá-lo Damon usou Alexa para içá-lo para cima pelo resto do caminho. Esperava se esconder em alguma lugar para um ataque surpresa, mas não havia nenhum lugar para se esconder

Parecia que uma guerra tinha se desenvolvido ali. Plantas destruídas e queimadas e os destroços de vários carros. Aquilo que tinha ouvido como ecos de explosão deviam ser de fato explosões dos carros que estavam a sua volta provavelmente causados por uma reação em cadeia do primeiro carro que foi atingido pelo raio.

Agatha estava parada com suas espada em mãos. Tinha uma expressão muita estanha e parecia não estar realmente vendo Damon. Ela devia ter voado ou algo assim, pois não tinha muitos ferimentos apesar de estar meio acabada.

Damon não disse nada. Só esperou que ela finalmente visse que eles estava ali com suas espada em mãos e que não estava nenhuma brincadeira. Assim que os malditos olhos dela se focaram nele percebeu a evocação de uma risada.

- Deuses! - A risada da garota quebrou o silêncio. Isso até fez com Damon se perguntasse se as explosões tinham chamado os outros para a o local, mas ninguém aparecia nas raízes. – Agora você é mesmo um Gloom!

O comentário fez com Damon desse seu olhar assassino. Não o olhar de caçador. O olhar de “vou te matar” mesmo que dava para os monstros quando estava em batalha.

- Acabou o show! – Gritou.

Com um movimento de suas mãos a pilha de raízes menos danificada mais próxima se ergueu e Damon usou o que restava de sua “mana” para que elas se lançassem contra a filha de Zeus em um ataque certeiro como um chicote gigantesco,

Drussila aprovou.

Agatha tentou escapar, mas o impacto das raízes foi bem mais forte e Damon estava realmente concentrado. As raízes acertaram a garota em cheio e ela foi arremessada para a direita voando contra o chão.

Damon quase sentiu pena.

Quase.

Era uma simulação no fim das contas não era?

Damon sentiu sua energia diminuindo drasticamente. Não ligou. Pegou Alexa. A lamina estava suja com o esgoto e isso fez com que se sentisse ainda mais irritado.

- Hora de lutar de verdade princesa. – Disse, muito mais para si mesmo referindo se ao fato de que a garota era filha do rei dos deuses. Drussila ansiava por uma luta, mas Damon queria cortar.

Se aproximou rapidamente com a espada em mãos. Não queria dar tempo para ela se recuperar. Não estava de humor para shows e para exibições de poder. Ia finalizar isso de uma vez.

Se adiantou com Alexa e sua lâmina curva. Ia atacar contra o pescoço da forma como se acostumou a atacar quando o assunto eram monstros. Teria acertado se a garota não tivesse se virando, com sua espada em mãos e uma fúria assassina nos olhos.

- Não me chame assim! – Ela gritou. Damon não respondeu. A garota usou sua espada aparando o golpe de Damon e ele sentiu o impacto. Como se algo estivesse errado com aquela espada. Ele sabia o que tinha de errado, mas não era isso. Ela tinha usado a espada como condutora.

O choque fez com que recuasse e soltasse Alexa no chão. Logo Agatha estava em pé segurando a espada e avançando. Ela ainda tinha energia para atacar com pequenos raios.

Com a espada fora de cogitação Damon ordenou a Drussila. O chicote se desenrolou de imediato como o ser vivo que era e com um movimento do braço Damon tentou acertar Agatha para aparar o ataca que estava vindo.

A garota não perdeu tempo. Sua espada além  de estranha tinha algum efeito estranho que fazia com que ela parecesse se mover muito mais rapidamente do que o normal. Era como se espadas fantasmas estivessem ali ao mesmo tempo em que ela ataca dificultando saber onde devia contra atacar.

Ela cortou Drussila sem esforço impedindo que ela criasse danos. O chicote murmurou na mente de Damon pedindo para matar ela assim que possível e pela primeira vez Damon estava concordando. Queria terminar aquilo o mais rápido possível.

O chicote cresceu novamente se recuperando do ataque como a arma costumava fazer, mas nesse meio tempo Damon precisou se levantar corretamente e se jogar para lado antes que Agatha afundasse a lâmina da espada em seu pescoço como parecia estar tentando fazer.

Se levando com pressa agarrou sua própria espada, Alexa, e tentou se virar a tempo para impedir o próximo ataque da garota. Uma tentativa bastante fracassada.

Assim que se virou Agatha atacou suas mãos fazendo com que quase derrubasse a espada mais uma vez. Precisou se jogar para longe dela quase caindo sentando no chão. Sentiu algo acertando suas costas. Tinha se jogado em cima de algum destroço de carro ou coisa do gênero.

Pensou em algo para dizer, mas nada vinha a mente. Alexa na mão esquerda, a que não era muito boa com lutas. Agatha estava parada a sua frente com a fúria assassina de sempre.

- Última palavras? – Ele perguntou tentando parecer simpático. Tentou comprar tempo. Ela tinha que aceitar.

Isso. Tempo.

Agatha não reagiu. Ainda estava com a espada em mãos e se aproximava. O máximo que fez foi levantar a sobrancelhas em uma cara de desdém como se já esperasse essa tática em uma tentativa tão clara de desespero.

O plano era uma loucura. Se ele falasse aquilo.... Mas por outro lado precisava muito dessa vitória. E estava irritado. Muito irritado. E todos estavam sempre brigando e exigindo dele como se eles não tivessem que fazer o próprio trabalho.

Lá vai.

- Engraçada essa espada sabe. O que Cronos disse quando te deu ela mesmo? - Gritou.

 Foi a frase certeira. Ela congelou o ataque bem no meio com os olhos arregalados como se não acreditasse que de fato Damon tinha revelado as origens da espada para todos no abrigo.

Aproveitando um momento ergueu o braço. Drussila acompanhou e se enrolou de imediato nos pés de Agatha e usando sua força Damon puxou a garota que foi ao chão sem dar muito problemas.

Se levantando correu quase cambaleando para atacar Agatha. Ela ainda estava olhando para ele em choque, mas estava pegando sua espada para cortar Drussila e se movimentar corretamente.

- Desculpa. - Foi a única coisa que conseguiu dizer.

Puxando Drussila arrastou Agatha para longe da espada. A garota gritou provavelmente se ferindo no processo. No desespero tentava usar raios para atacar Drussila, mas o material do chicote era uma mistura de bronze celestial e de arvores vivas, era imune a esse tipo de coisa.

- Vá para o Hades! - Ela gritou e tentou se libertar agarrando o chicote. Não foi uma boa ideia. Drussila tinha espinhos para esse tipo de situação.

Curvada sobre o chicote tentando se libertar. Damon sentiu pena, mas sua mãos desceu e a espada curva em formado de foice acertou o pescoço da garota em cheio derramando muito sangue digital.

No último segundo ela liberou mais um pequeno raio e Damon sentiu. Doia, doía como deveria doer um raio. Mas não estava ligando para isso. Só queria acabar com aquela luta de uma vez por todas.

- Te vejo lá. - Respondeu, mas ela provavelmente não ouviu. Seu corpo começou a se dissolver em pequenos focos luminosos mostrando que estava saindo do programa do Limbo.

Quando ela acordasse tentaria mata-lo de verdade. Com toda certeza.

Não que tivesse prometido não mencionar sobre a espada e sobre o fato de ela pertencer a Cronos ou pelos menos ter os vestígios de seu poder. Drussila tinha contado isso a ele. Damon enganou a garota e ela contou o resto.

Podiam até fingir que foi uma mentira bem contada, mas a reação dela tinha denunciado a verdade. Os mortais não sabiam sobre a situação, mas os semideuses saberiam que isso significava que de alguma forma a semideusa tinha feito algum trato com o rei dos titãs.

Aquele que por acaso tinha causado o fim do mundo.

Cansado demais para pensar Damon se ajoelhou no chão e tentou recuperar suas energias. Era algo que não fazia pois matava as plantas a sua volta, mas ali as coisas eram digitais então isso não seria um problema.

Enquanto se concentrava só conseguia receber mensagens empáticas de Drussila. Era uma sensação de euforia unida a imagem de Agatha sucumbindo.

“Mais. Mais Sangue.”

Era isso que queria dizer.
episódio 001
genko @ sa!

Att
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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Gabriel em Sab Jan 10, 2015 12:32 pm

O Damon está provando ser um completo 'passa-perna' descarado e sem escrúpulos e tô vendo que a Aghata vai ser a mais odiada nessa história.

Esse capítulo foi loooooonngoo; gostei do desfecho da batalha, mas esse negócio de zerar maná com uns poucos truques é meio complicado 
Percebi uns errinhos de concordância de número (singular/plural), então fique atento a isso nas próximas pq são errinhos simples e ancestrais que retiram pontos no ENEM, auhsuahsuahs (ainda tô meio afetado).

Também percebi que surgirão alguns segredinhos/revelações sobre essas visões no Limbo... o que será? Uma atualização simplesmente não deve ser... Vamos esperar então.

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Netuno em Sab Jan 10, 2015 9:45 pm

E aew Att Wink

Malz pela demora para a crítica, mas lá vamos nós.

A história ficou massa, como falei antes. Por que?

1) Os detalhes ficaram na dose certa, sem ser demasiado, e foi no rumo da melhor forma de forçar a imaginação do leitora fantasiar em sua mente o que está lendo, porém, devo ressaltar, detalhar batalhas, embora fala-se por aí que é uma parte legal da escrita, na minha opinião, é a mais difícil de se escrever de uma boa forma, devido a descrição de movimentos corporais, limitando-se a coisas simples e que, por vezes, acabam se repetindo. Não sei dizer ao certo se seu capítulo fugiu completamente deste tabu, mas a dinâmica da batalha (raios, carros explodindo, chão desmoronando, mudança de ambiente brusca), utilizando o ambiente para fazer parte da batalha como um personagem neutro foi uma ótima sacada. Só senti falta de eles serem detalhados antes da batalha começar, nem que fosse para deixá-los subentendidos, pois a única coisa que temos antes é que era a cidade de Nova York, não o local da batalha em si. Deu impressão que esses elementos apareceram do nada na cena. Isso não é algo muito grave, talvez seja mais da minha visão da história do que algo geral. Considere uma dica.
Em suma, os detalhes ficaram bons.

2) O Damon agora se tornou um pouco mais crível. Se no começo só se sabia que ele era um líder de grupo que sentia nostalgia do passado, e depois acabei por caracterizá-lo como tranquilo e taciturno, agora vc deu, por meio das atitudes do personagem (melhor forma de caracterizar o personagem, na minha opinião), defeitos que o fazem ainda mais humano, dando um pequeno vislumbre de como o personagem é internamente. Tinha cobrado isso no seu primeiro capítulo, nem que fosse de forma tímida, pois bem, ao menos agora você o fez, e isso tornou Damon mais cativante e um personagem que alguns dos que lerem podem criar uma certa empatia.

Agora os defeitos da história está mais no cerne do que qualquer outra coisa. Fiz isso para ser somente uma batalha para dar tempo para eu escrever o resto, e isso em si era um problema, porque a rivalidade dos três líderes de grupo já estavam demonstradas, não tendo necessidade de intensificar isso numa luta. No mais, o que essa história acrescenta na trama? Basicamente nada. E isso é mais culpa minha do que sua, e deveria ter visto isso antes. Foi bom você ter aproveitado para dar mais complexidade para o Damon. Fora isso, acho que o  cáp. teve mais prós do que contras.

Bem, acho que é isso. Vou ver se termino o meu capítulo.

PS: A Agatha, com certeza, será a personagem mais odiada da história kkkk

Inté Wink

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Gabriel em Sab Jan 10, 2015 11:32 pm

Netuno escreveu:
2) O Damon agora se tornou um pouco mais crível. Se no começo só se sabia que ele era um líder de grupo que sentia nostalgia do passado, e depois acabei por caracterizá-lo como tranquilo e taciturno, agora vc deu, por meio das atitudes do personagem (melhor forma de caracterizar o personagem, na minha opinião), defeitos que o fazem ainda mais humano, dando um pequeno vislumbre de como o personagem é internamente. Tinha cobrado isso no seu primeiro capítulo, nem que fosse de forma tímida, pois bem, ao menos agora você o fez, e isso tornou Damon mais cativante e um personagem que alguns dos que lerem podem criar uma certa empatia.


Ou antipatia. Não gosto do Damon, nem da Aghata, nem do Seven. ausausdhuayshfduayshfuhasf
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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Netuno em Sab Jan 10, 2015 11:55 pm

Gabriel escreveu:
Netuno escreveu:
2) O Damon agora se tornou um pouco mais crível. Se no começo só se sabia que ele era um líder de grupo que sentia nostalgia do passado, e depois acabei por caracterizá-lo como tranquilo e taciturno, agora vc deu, por meio das atitudes do personagem (melhor forma de caracterizar o personagem, na minha opinião), defeitos que o fazem ainda mais humano, dando um pequeno vislumbre de como o personagem é internamente. Tinha cobrado isso no seu primeiro capítulo, nem que fosse de forma tímida, pois bem, ao menos agora você o fez, e isso tornou Damon mais cativante e um personagem que alguns dos que lerem podem criar uma certa empatia.


Ou antipatia. Não gosto do Damon, nem da Aghata, nem do Seven. ausausdhuayshfduayshfuhasf
Odeio todos eles.

Repetindo, ALGUNS dos que lerem. Mas não gotô de nenhum, Abestado?!?!
Então você vai torcer pro lado darkness da força. DARK RULES. Talvez o seu personagem vira um Luke da vida... Twisted Evil

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Pichu em Dom Jan 11, 2015 2:13 pm

O que deve dizer sobre esse capitulo? Adorei! Gosto de como o Damon se transforma completamente pelo fato da Agatha provocá-lo.

Não vão odiar a Agatha, vão amá-la, depois que ela salvar o traseiro de vocês. Estou ansiosa pela continuação e como se seguirá a batalha que foi deixada em stand-by.

 Gabs, se você não gosta de nenhum deles, acho que não vai gostar de ninguém HSUAHSUAHSUAHSUAHSUAHS ETA GAROTO EXIGENTE! 

Sinto dó da minha própria personagem que vai ser linchada pelo resto do acampamento. Vamos ver como vai desenrolar.

No aguarde, ;*

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por River em Ter Jan 13, 2015 3:34 am

Bem, eu nunca faço críticas muito longas, porém acho que ta na hora de eu tomar vergonha na e começar a fazer isso, então vai lá.
Uma dúvida, o Seven foi chamado de Sétimo propositalmente ou outra coisa?

Como o Gabriel falou, foi um capítulo bem longo, e apesar da minhas pausas constantes de ler culpa da minha progenitora não olimpiana me gritando, não o achei cansativo, na verdade me prendeu bastante, eu realmente queria saber o que estava para acontecer.

Netuno escreveu:Deu impressão que esses elementos apareceram do nada na cena. Isso não é algo muito grave, talvez seja mais da minha visão da história do que algo geral.
Considere uma dica.
Pelo menos para mim não pareceu que os elementos surgiram do nada, era como se fosse algo de se esperar no ambiente, porém provavelmente é pelo fato de eu já estar ambientalizada com cenário por saber dos planos da fic e tudo mais, mas não tenho certeza, talvez seja o que o Gena falou, depende da visão geral de cada leitor.

Eu realmente gostei bastante da forma que você narrou a luta usando o ambiente a sua volta, foi algo muito esperto a se fazer, eu, em particular, tenho muita dificuldade em descrever lutas por conta do que o Gena disse, os movimentos e tal, talvez nem seja algo muito grande, mas eu sinto que sou fraca nessa área e da forma que o senhorzinho fez me fez enxergar de outra forma e ver que talvez não seja tão complicado assim.

Os errinhos de concordância eu realmente não me liguei, pois estava entretida demais na história para isso, talvez eu leia novamente para tentar percebê-los, não é algo tão grave, pelo menos não por aqui, já no enem... hahaha

Sobre o personagem, eu gosto ou não do Damon muito mais agora, confuso isso, eu sei. Como eu comentei um dia numa conversa no chat, eu já tinha uma opinião formada sobre o Seven, uma mais ou menos sobre a Agatha, porém eu não fazia ideia do que pensar sobre o Damon e nesse capítulo você já me deu algo o que cogitar, ainda não sei se gosto ou não dele, talvez seja nulo, avaliarei através dos capítulos seguintes, porém eu já tenho uma base para isso, o que antes não existia.
Por hoje é só ou eu falaria por anos e anos aqui, um dos motivos o qual eu evitava me aprofundar nas críticas, mas trabalharei nisso, pois sei o quanto críticas são boas, sendo elas positivas ou não.

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Att em Ter Jan 13, 2015 12:23 pm

brigado pessoal

vou ver esses erros depois, sorry kkk Me distrai e escrevi em outra pessoa e ai tive de arrumar e não sei se foi esse o problema. E fora isso mil desculpas pelo capitulo gigantesco, mas queria ter certeza de que falaria tudo.

Sobre as descrições, vou tentar melhorar sim. Pelo menos na minha cabeça
usei as descrições do primeiro capitulo de como o mundo estava então as raizes e os carros eram meios basicos

De qualquer forma, obrigado todos que leram. E não odeiem o Damon. Ele estava sobre bastante pressão ai e estava muito irritado com todos cobrando a caça dele e por ai vai. ELe é uma boa pessoa. Só não irritem dele <3

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Netuno em Sab Jan 17, 2015 6:57 pm

E aew pessoinhas maléovolas? Tudo di boas? ^-^

Seguinte, esse capítulo aqui não é algo voltando para o presente. Aconteceu logo após os acontecimentos do POV de Damon. Eu fiz um capítulo bem feitinho voltando ao presente (que já está pronto), porém, ele deixava muitos furos, que deveriam ser preenchidos por flashbacks. Guarde bem esse nome. Esses flashbacks que eu imaginei poderem ser feitos rapidamente, pasmem, não dava para fazer rapidamente. Só o "presente" deu 11 páginas no word, sem NENHUM flashback ainda colocado no meio da narrativa (ao todo eram três, cada um com sua importância). Então pensei: "Ok, só boto o presente mesmo, e mais tarde irei explicando esses flashbacks", mas daí me veio a cabeça que, se o foco se tornaria a máquina do tempo, não seria mais tão importante voltar a falar do abrigo, e isso acabaria por deixar os tais furos que prejudicariam o futuro da história em si. Então eu peguei o primeiro flashback (que é logo após os eventos narrados por Damon), na verdade o rascunho dele, e irei postar agora. Serei sincero, nele falta detalhes, e fiz de maneira meio preguiçosa, mas eu não queria deixar a fic mais um tempo sem postar nada, portanto, irei postar esse negoço, apesar de todas as evidentes falhas. Só para não deixar a história parada. Irei postar o próximo flashback ainda amanhã, um por dia, até chegar no presente, porém, quase sem nenhuma revisão, para chegarmos logo ao presente, mesmo que, pela quantidade, ninguém realmente leia. É mais por questão de honra mesmo Razz . Malz por não ter ido ao presente logo, mas acho que é pro bem da história.  Bem, aí está ele no template, e logo abaixo está no spoiler. E pela primeira vez, acho que é pequeno Razz Enjoy it  Wink

Se7en
Após ouvir “Engraçada essa sua espada. O que Cronos te disse quando te deu ela mesmo?”, Seven socou a parede de entrada da escura garagem em que se escondia, no tal prédio com pouso para helicópteros, da última avenida ao Oeste. Ele não entendia. Como Damon, o cara mais tranquilo do mundo, iria se estressar ao ponto de ferrar com uma parceira de acampamento? Seven formou punhos com as mãos, forte o suficiente para sentir as unhas encravando-se na pele.

Seu punho acabou por tocar a Placebo, a sua máscara. A Muramasa se tornava bastante mais útil quando usava a máscara, pois a magia estava realmente contida nela. Sem ela, era uma katana qualquer coberta com cobre celestial. Com a Placebo, ela se tornava praticamente um ser vivo. O efeito dado a katana baseava no fato de seus cortes obterem algo do tipo anti-coagulante, o mesmo da saliva de sanguessugas ou de morcegos. Todos seus cortes eram limpos, pois uma boa parte do sangue da consequência do corte, a lâmina sugava para seu interior, e sabe-se lá o que acontecia com ele. Era como se ela necessitasse de circulação sanguínea de verdade, e buscava isso nos cortes. A grande desvantagem encontrava-se neste exato ponto. No início, a Muramasa se tornava uma extensão do corpo de Seven, como se fosse um membro novo, um terceiro braço, que depende desta circulação. Funcionava como uma espécie de mutualismo, onde dois seres vivos têm vantagens na relação. A Muramasa obteria sangue, e Seven obteria sua habilidade anti-coagulante. Porém, o coração de Seven batia rápido demais, e o cansaço vinha mais rápido do que o habitual. Se sentia cada vez mais aliviado após os cortes. Após um tempo, a quantidade de sangue sugada era o suficiente para ambos os “seres vivos”, e nesse momento o cansaço desaparecia e ele sentia-se em sua total capacidade.

Por isso o nome Muramasa, pois recorre-se a história de um ferreiro japonês de mesmo nome, do século XIV, no período Muromachi. Reza a lenda que, todos os usuários das espadas por ele fabricadas, ficavam loucos e propensos a explosões violentas, em busca de sangue.

O problema não era o sentimento de cansaço originado da Muramasa. Não exatamente. O problema, segundo Seven, era a Placebo. Afastou sua mão dela, e neste momento um rápido clarão de luz se acendeu em suas costas, na garagem abaixo do prédio. Quando olhou para o ponto de qual emanava a luz, agora fraca, percebeu uma garota composta de luz o observando fixamente. Ela entrou dentro do prédio. Seu sentimento de raiva foi se desvanecendo e dando lugar ao de curiosidade. O plantador de soja pode esperar. Perseguiu a garota.

****
Sua mente alternou entre a realidade virtual e a realidade “real”, como se estivesse alternando entre dois slides repetidamente. Numa estava no pouso para helicópteros, observando numa espécie de foto em que Damon se recuperava com sua magia de concentração, sentado como um indiano num yoga, e de olhos fechados. Faltava somente o aaaauuuummmmm. No outro, via o teto da sala em que estava imerso e escutava os aparelhos que media o batimento cardíacos emitindo um barulho irritante, e ali estava a sofrer de um ataque epiléptico, dentro da cabine de imersão. Uma crise corpórea. Isto prosseguiu até conseguir fixar-se completamente dentro do Limbo.

Seven ainda tentava compreender o que tinha acontecido naquela sala, com aquela menina, e na cabine de imersão cerebral. Lembrou-se que ainda estava ensandecido de raiva por Damon ter ferrado com uma parceira. A batalha entre os dois foi relativamente rápida. Seven não teve vontade de usar o efeito da Muramasa naquele momento. Damon disse que, por orgulho, também não utilizaria Drussila, e acabou por ganhar, talvez devido a vantagem de HP e MP. Ou por merecimento próprio, pois, apesar de Seven ter sofrido uma emboscada de Kalel aliado a Alicia e Alexander para acabar com a sequência de vitórias (Seven os venceu mesmo que tenha perdido 85% de HP e 95% de MP no embate), e um contratempo com uma menininha de luz e suas bizarrices, em contrapartida a Damon, que venceu somente de Agatha, o jogo ali era de sobrevivência, não mata-mata. E levando em consideração este aspecto neste jogo em questão, Damon fora melhor.

Depois da desconexão, Seven vestiu a Placebo, pois precisava despir-se de todas as suas emoções para os eventos que planejou vir a seguir.

De volta a sala principal, Noah o acompanhou e foi falar diretamente com Alicia, que monitorava o Limbo. Damon, um pouco abatido, o esperava ao lado da escadaria que levava para fora do prédio de ciências aplicadas, não sabia se para provocar ou somente conversar sobre como foi o embate. Seven se aproximou silenciosamente, com a inexpressiva máscara.

- Sétimus - falou Damon - tá tudo bem ter perdido depois de...

Já próximo, Seven deu um murro no rosto de Damon, completamente desprevinido. O filho de Deméter calou-se e concentrou na nova batalha. Tentou levantar a guarda, e deu certo, resistindo como um belo de um broquel ante a saraivada de socos impiedosos dados por Seven. Noah subiu as escadarias que dava para o térreo do prédio de Ciências Aplicadas, chamar alguns líderes de grupos que estavam esperando os outros dois na espécie de biblioteca. "O Seven e o Damon estão brigando aqui dentro!", escutou-se do alto da escadaria. Noah desceu agora com Alexander, Sophia e Kalel em seu percalço. Estes e o restante dos componentes das Ciências Aplicadas ali presentes, incluindo a Alicia, fizeram um círculo ao redor do confronto.

Com um chute na guarda de Damon, este acabou-se por cair numa mesa, que, num efeito dominó, quebrou vários computadores. Damon, em tom de revanchismo, levantou-se e ficaram girando em um certo momento, um mirando o outro. Damon acabou por encostar levemente numa cadeira, e percebeu poder utiliza-la para se defender. Seven fingiu um recuo, para Damon vir com um determinado impulso no corpo que se somaria a força nos braços usados na cadeira, num potente golpe. Antes que o impulso fosse aplicado, com as duas mãos seguradas na cadeira, que posicionava-se atrás das costas de Damon, para um melhor arranque, Seven foi cauteloso o suficiente para aproveitar a guarda aberta e resultar num combo de cotoveladas na sua face, isto fez com que soltasse ambas as mãos da cadeira para tentar-se defender. Com Damon agora zonzo, Seven puxou o pé do adversário para trás, como se fosse virá-lo ao contrário, e caiu numa altura considerável para fazê-lo permanecer no chão, numa queda derradeira.

- Tudo isso foi porque você perdeu numa mera batalha do Limbo – Disse numa voz meio rouca, adoentada, fraca. Cuspiu sangue – alguém tem que aprender humilda..
- Se você acha que ganhar após a tal revelação de possível traição, em que todos devem ter ido para o Arsenal defecar pela boca, e que fuder com a vida da Agatha é uma vitória, bem, meus parabéns campeão.

Damon o encarou com desprezo.

- Ah, e bem vindo de volta a vida real – Seven disse

Alicia interrompeu o sermão, enquanto o restante da platéia debandava-se.

- Seven, explique-me o que aconteceu lá no Limbo, em seu server – digitava algo no computador

Seven deu de ombros, e começou a subir as escadas. Damon também levantara-se com dificuldade. Andou mais rápido para a saída, esbarrando em Seven. Seven não se importou e continuou andando, mas foi interrompido novamente, agora por Noah.

- Alguém tentou te matar hoje, dentro do Limbo. É daquele código binário incluído.
- Aparentemente era um vírus, que se auto excluiu. Você conhece alguém que iria querer te matar, Seven? Claro, além do Zelda que acabou de sair.
- Tecnicamente é Link - corrigiu Noah
- Pff... os dois são gnomos. Acho que deu pra entender, princeso.

Seven ignorou aquela questão. Os únicos que teriam motivação seria Annie, Vince e William... Refletiria sobre isso mais tarde. Agora tinha uma coisa importante para fazer. Deixou-os para trás e encaminhou-se para o Arsenal. Na sala de entrada, separado por pouco, estavam os humanos, dentre eles o Cientista Louco, Jerry, fomentador de uma revolução. Alguns componentes dos grupos de guarda, tanto de Kalel quanto da acusada, situavam-se em pontos estratégicos para qualquer alvoroço. Adrian encontrava-se no meio de uma fala em que defendia Agatha de todas as acusações. Agatha, por sua vez, ficava calada, resignada em seus pensamentos.

Seven abriu caminho no meio da multidão. Adrian parou no meio de seu discurso. Foi direto ao ponto.
- Agatha, o que Damon disse é verdade? - disse, de uma maneira monocórdica.

A platéia humana prestava atenção, absorta.

- Sim, mas você acha que se eu realmente fosse uma traidora, eu estaria aqui dentro passando fome por causa daquele retardado, ou estaria junto aos titãs, vivendo do melhor?

Nenhum dos dois, provavelmente. Estaria morta, pois titãs, acreditava ele, não deveriam ser cumpridores de promessas.

- Acredito em você. Porém, você irá se livrar desta arma de Cronos e será rebaixada da liderança de guarda e irá para uma área que não poderá demonstrar qualquer ameaça. É sensato.

Agatha indignou-se.

- Quem é você, Seven, para achar que manda aqui?

Seven retirou Muramasa, que emanou seu clarão escalarte, demonstrando que seu efeito havia se ativado, e pôs a lâmina da katana grudada ao pescoço de Agatha.

- Você tem até o pôr do sol para entregar a arma, caso contrário será expulsa do Abrigo.

Agatha cuspiu na máscara de Seven.

- Vá em frente, me mate, se tiver coragem.

Foi em questão de segundos. Seven distanciou Muramasa do pescoço de Agatha, e desceu a lâmina para degolá-la. No meio do caminho, Adrian com seu facão a parou. Ambos continuaram fazendo forças contrárias. As duas lâminas tremiam uma contra a outra. Adrian contraia todos os músculos da face, trincava os dentes, demonstrando utilização de força. Seven, com a Placebo, estava ilegível. Agatha estava paralisada.

- Mano, todos nós decidiremos sobre Agatha na próxima assembleia. O Damon e, aparentemente, você, também estarão no rol de discursões.

Seven guardou a Muramasa. A platéia humana murmuravam entre si, até Jerry, o cientista louco, exigir algo.

- Não há nada pelo que decidir. Ela tem que ser expulsa!

E a plateia apoiou, em uníssono. Seven encarou eles por um instante, e as coisas se esfriaram.

Enquanto abria novamente caminho pela multidão, Adrian pediu.

- Vá para minha sala hoje de noite. Temos muito o que conversar.

A máscara o satisfazia de certa forma, mas agora tornara-se definitivamente uma maldição. Se a tinha evitado por um tempo, lembrara-se da razão. Os papéis de controle estavam se invertendo.

Seven saiu, sem confirmar e nem declinar o pedido.
## words for SOMEONE




Spoiler:

Após ouvir “Engraçada essa sua espada. O que Cronos te disse quando te deu ela mesmo?”, Seven socou a parede de entrada da escura garagem em que se escondia, no tal prédio com pouso para helicópteros, da última avenida ao Oeste. Ele não entendia. Como Damon, o cara mais tranquilo do mundo, iria se estressar ao ponto de ferrar com uma parceira de acampamento? Seven formou punhos com as mãos, forte o suficiente para sentir as unhas encravando-se na pele.

Seu punho acabou por tocar a Placebo, a sua máscara. A Muramasa se tornava bastante mais útil quando usava a máscara, pois a magia estava realmente contida na máscara. Sem ela, era uma katana qualquer coberta com cobre celestial. Com a Placebo, ela se tornava praticamente um ser vivo. O efeito dado a katana baseava no fato de seus cortes obterem algo do tipo anti-coagulante, o mesmo da saliva de sanguessugas ou de morcegos. Todos seus cortes eram limpos, pois uma boa parte do sangue da consequência do corte, a lâmina sugava para seu interior, e sabe-se lá o que acontecia com ele. Era como se ela necessitasse de circulação sanguínea de verdade, e buscava isso nos cortes. A grande desvantagem encontrava-se neste exato ponto. No início, a Muramasa se tornava uma extensão do corpo de Seven, como se fosse um membro novo, um terceiro braço, que depende desta circulação. Funcionava como uma espécie de mutualismo, onde dois seres vivos têm vantagens na relação. A Muramasa obteria sangue, e Seven obteria sua habilidade anti-coagulante. Porém, o coração de Seven batia rápido demais, e o cansaço vinha mais rápido do que o habitual. Se sentia cada vez mais aliviado após os cortes. Após um tempo, a quantidade de sangue sugada era o suficiente para ambos os “seres vivos”, e nesse momento o cansaço desaparecia e ele sentia-se em sua total capacidade.

Por isso o nome Muramasa, pois recorre-se a história de um ferreiro japonês de mesmo nome, do século XIV, no período Muromachi. Reza a lenda que, todos os usuários das espadas por ele fabricadas, ficavam loucos e propensos a explosões violentas, em busca de sangue.

O problema não era o sentimento de cansaço originado da Muramasa. Não exatamente. O problema, segundo Seven, era a Placebo. Afastou sua mão dela, e neste momento um rápido clarão de luz se acendeu em suas costas, na garagem abaixo do prédio. Quando olhou para o ponto de qual emanava a luz, agora fraca, percebeu uma garota composta de luz o observando fixamente. Ela entrou dentro do prédio. Seu sentimento de raiva foi se desvanecendo e dando lugar ao de curiosidade. O plantador de soja pode esperar. Perseguiu a garota.

****
Sua mente alternou entre a realidade virtual e a realidade “real”, como se estivesse alternando entre dois slides repetidamente. Numa estava no pouso para helicópteros, observando numa espécie de foto em que Damon se recuperava com sua magia de concentração, sentado como um indiano num yoga, e de olhos fechados. Faltava somente o aaaauuuummmmm. No outro, via o teto da sala em que estava imerso e escutava os aparelhos que media o batimento cardíacos emitindo um barulho irritante, e ali estava a sofrer de um ataque epiléptico, dentro da cabine de imersão. Uma crise corpórea. Isto prosseguiu até conseguir fixar-se completamente dentro do Limbo.

Seven ainda tentava compreender o que tinha acontecido naquela sala, com aquela menina, e na cabine de imersão cerebral. Lembrou-se que ainda estava ensandecido de raiva por Damon ter ferrado com uma parceira. A batalha entre os dois foi relativamente rápida. Seven não teve vontade de usar o efeito da Muramasa naquele momento. Damon disse que, por orgulho, também não utilizaria Drussila, e acabou por ganhar, talvez devido a vantagem de HP e MP. Ou por merecimento próprio, pois, apesar de Seven ter sofrido uma emboscada de Kalel aliado a Alicia e Alexander para acabar com a sequência de vitórias (Seven os venceu mesmo que tenha perdido 85% de HP e 95% de MP no embate), e um contratempo com uma menininha de luz e suas bizarrices, em contrapartida a Damon, que venceu somente de Agatha, o jogo ali era de sobrevivência, não mata-mata. E levando em consideração este aspecto neste jogo em questão, Damon fora melhor.

Depois da desconexão, Seven vestiu a Placebo, pois precisava despir-se de todas as suas emoções para os eventos que planejou vir a seguir.

De volta a sala principal, Noah o acompanhou e foi falar diretamente com Alicia, que monitorava o Limbo. Damon, um pouco abatido, o esperava ao lado da escadaria que levava para fora do prédio de ciências aplicadas, não sabia se para provocar ou somente conversar sobre como foi o embate. Seven se aproximou silenciosamente, com a inexpressiva máscara.

- Sétimus - falou Damon - tá tudo bem ter perdido depois de...

Já próximo, Seven deu um murro no rosto de Damon, completamente desprevinido. O filho de Deméter calou-se e concentrou na nova batalha. Tentou levantar a guarda, e deu certo, resistindo como um belo de um broquel ante a saraivada de socos impiedosos dados por Seven. Noah subiu as escadarias que dava para o térreo do prédio de Ciências Aplicadas, chamar alguns líderes de grupos que estavam esperando os outros dois na espécie de biblioteca. "O Seven e o Damon estão brigando aqui dentro!", escutou-se do alto da escadaria. Noah desceu agora com Alexander, Sophia e Kalel em seu percalço. Estes e o restante dos componentes das Ciências Aplicadas ali presentes, incluindo a Alicia, fizeram um círculo ao redor do confronto.

Com um chute na guarda de Damon, este acabou-se por cair numa mesa, que, num efeito dominó, quebrou vários computadores. Damon, em tom de revanchismo, levantou-se e ficaram girando em um certo momento, um mirando o outro. Damon acabou por encostar levemente numa cadeira, e percebeu poder utiliza-la para se defender. Seven fingiu um recuo, para Damon vir com um determinado impulso no corpo que se somaria a força nos braços usados na cadeira, num potente golpe. Antes que o impulso fosse aplicado, com as duas mãos seguradas na cadeira, que posicionava-se atrás das costas de Damon, para um melhor arranque, Seven foi cauteloso o suficiente para aproveitar a guarda aberta e resultar num combo de cotoveladas na sua face, isto fez com que soltasse ambas as mãos da cadeira para tentar-se defender. Com Damon agora zonzo, Seven puxou o pé do adversário para trás, como se fosse virá-lo ao contrário, e caiu numa altura considerável para fazê-lo permanecer no chão, numa queda derradeira.

- Tudo isso foi porque você perdeu numa mera batalha do Limbo – Disse numa voz meio rouca, adoentada, fraca. Cuspiu sangue – alguém tem que aprender humilda..
- Se você acha que ganhar após a tal revelação de possível traição, em que todos devem ter ido para o Arsenal defecar pela boca, e que fuder com a vida da Agatha é uma vitória, bem, meus parabéns campeão.

Damon o encarou com desprezo.

- Ah, e bem vindo de volta a vida real – Seven disse

Alicia interrompeu o sermão, enquanto o restante da platéia debandava-se.

- Seven, explique-me o que aconteceu lá no Limbo, em seu server – digitava algo no computador

Seven deu de ombros, e começou a subir as escadas. Damon também levantara-se com dificuldade. Andou mais rápido para a saída, esbarrando em Seven. Seven não se importou e continuou andando, mas foi interrompido novamente, agora por Noah.

- Alguém tentou te matar hoje, dentro do Limbo. É daquele código binário incluído.
- Aparentemente era um vírus, que se auto excluiu. Você conhece alguém que iria querer te matar, Seven? Claro, além do Zelda que acabou de sair.
- Tecnicamente é Link - corrigiu Noah
- Pff... os dois são gnomos. Acho que deu pra entender, princeso.

Seven ignorou aquela questão. Os únicos que teriam motivação seria Annie, Vince e William... Refletiria sobre isso mais tarde. Agora tinha uma coisa importante para fazer. Deixou-os para trás e encaminhou-se para o Arsenal. Na sala de entrada, separado por pouco, estavam os humanos, dentre eles o Cientista Louco, Jerry, fomentador de uma revolução. Alguns componentes dos grupos de guarda, tanto de Kalel quanto da acusada, situavam-se em pontos estratégicos para qualquer alvoroço. Adrian encontrava-se no meio de uma fala em que defendia Agatha de todas as acusações. Agatha, por sua vez, ficava calada, resignada em seus pensamentos.

Seven abriu caminho no meio da multidão. Adrian parou no meio de seu discurso. Foi direto ao ponto.
- Agatha, o que Damon disse é verdade? - disse, de uma maneira monocórdica.

A platéia humana prestava atenção, absorta.

- Sim, mas você acha que se eu realmente fosse uma traidora, eu estaria aqui dentro passando fome por causa daquele retardado, ou estaria junto aos titãs, vivendo do melhor?

Nenhum dos dois, provavelmente. Estaria morta, pois titãs, acreditava ele, não deveriam ser cumpridores de promessas.

- Acredito em você. Porém, você irá se livrar desta arma de Cronos e será rebaixada da liderança de guarda e irá para uma área que não poderá demonstrar qualquer ameaça. É sensato.

Agatha indignou-se.

- Quem é você, Seven, para achar que manda aqui?

Seven retirou Muramasa, que emanou seu clarão escalarte, demonstrando que seu efeito havia se ativado, e pôs a lâmina da katana grudada ao pescoço de Agatha.

- Você tem até o pôr do sol para entregar a arma, caso contrário será expulsa do Abrigo.

Agatha cuspiu na máscara de Seven.

- Vá em frente, me mate, se tiver coragem.

Foi em questão de segundos. Seven distanciou Muramasa do pescoço de Agatha, e desceu a lâmina para degolá-la. No meio do caminho, Adrian com seu facão a parou. Ambos continuaram fazendo forças contrárias. As duas lâminas tremiam uma contra a outra. Adrian contraia todos os músculos da face, trincava os dentes, demonstrando utilização de força. Seven, com a Placebo, estava ilegível. Agatha estava paralisada.

- Mano, todos nós decidiremos sobre Agatha na próxima assembleia. O Damon e, aparentemente, você, também estarão no rol de discursões.

Seven guardou a Muramasa. A platéia humana murmuravam entre si, até Jerry, o cientista louco, exigir algo.

- Não há nada pelo que decidir. Ela tem que ser expulsa!

E a plateia apoiou, em uníssono. Seven encarou eles por um instante, e as coisas se esfriaram.

Enquanto abria novamente caminho pela multidão, Adrian pediu.

- Vá para minha sala hoje de noite. Temos muito o que conversar.

A máscara o satisfazia de certa forma, mas agora tornara-se definitivamente uma maldição. Se a tinha evitado por um tempo, lembrara-se da razão. Os papéis de controle estavam se invertendo.

Seven saiu, sem confirmar e nem declinar o pedido.


Última edição por Netuno em Sab Jan 17, 2015 8:59 pm, editado 1 vez(es)

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Pichu em Sab Jan 17, 2015 7:48 pm

Por que, por que sempre é a pessoa mais legal que se ferra? SHAUSHAUHSUAHUSHA

tirando isso, ficou bom, curto, mas ficou bom de qualquer forma, estava numa ansia de ler que li em uns 4 minutos. -socorro-

certamente, Agatha faria todas essas ações, mas devo alertar que ela não vai se livrar da espada em hipótese alguma. ;D to ansiosa pelo proximo capitulo.

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Att em Sab Jan 17, 2015 9:59 pm

agatha devia entregar a arma, só acho u.u

curti o capitulo em si, mais curto que o normal, mas deus pra entender tudo sim

de qualquer forma, ainda acho o Seven muito egomaníaco, mas acho que isso ainda pode ser arrumado com mais algumas derrotas XD

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Netuno em Dom Jan 18, 2015 7:46 pm

Bem, acho que amanhã eu termino minha parte e passo pra a Larissa Tortorelli. Bem, como prometido, a outra parte Wink

Se7en - Instrospecção
Seven havia passado a tarde toda dormindo em seu quarto pessoal. Depois que conseguira retirar a máscara, fora a primeira ideia que viera. No dia seguinte teria que fazer uma excursão com seu grupo de exploração, então a tarde depois do Limbo foi feito para descansar, na lógica, mas isto era mentira, pois deveria estar na ouvidoria do setor 7, na jaula dos pandas vermelhos, recebendo reclamações dos humanos como:

- Eu acho que ouvi alguma coisa uivando/gritando/berrando/rosnando noite passada. Daí a patroa tá preocupada... – Reclamação número um
- Seven, não dá para você expandir os limites do nosso abrigo não? – Reclamação velada número dois
- Seven, eu fui roubado(a)! – Reclamação que deveria ser para a guarda, número três
- Seven, você está explorando os lugar direito? Tá faltando alimento e água boa pra tomar pra minha família – Reclamação número quatro


Seven as escutava tediosamente, de olhos semicerrados, com uma das mãos segurando um dos lados da bochecha para não despencar na mesa. Tinha desenvolvido uma técnica infalível, na qual era necessária somente uma resposta pra qualquer tipo de reclamação, cobrança e até mesmo pergunta.

- Estaremos identificando o problema. Obrigado pela visita - Sentia orgulho de si mesmo por tamanha perspicácia nesta única frase.

Sempre fugia destas obrigações chatas, ou ao menos tentava. Hoje tinha uma justificativa. Passou esse trabalho para o Vince.

Foi acordado por Violeta, sua irmã, que carregava seu bebê e meio-sobrinho de Seven, quando o sol se escondia no horizonte. Ela estava fatiando alguma carne de caça já assada, numa das fogueiras que se fazia fora do Arsenal.  

- Está bem? - Perguntou Violeta

Seven virou a cabeça para o outro lado do travesseiro, resmungou algum som em um tom anasalado, e voltou a tentar a dormir.

-  Acorda minino – Violeta deu uns tapas em Seven que, tentando escapar dos golpes, pediu uma trégua, disse que estava com sono, perguntou se alguém tinha falado do quanto ela estava bonita, acabou por cair da cama – o Adrian tá aqui e quer conversar com você

O quarto de Seven tinha três cômodos. O quarto, a sala e o banheiro, cada um deles juntos formava uma lata de sardinha. Mas isto por si só era tratamento vip, por incrível que pareça. Adrian o esperava na sala, que se traduzia numa única mesa e duas cadeiras diferentes, sendo uma de madeira e outra de fio. As partes de carne já estavam em cima da mesa, sem qualquer prato ou talher. Adrian estava de pé.

- Antes que diga qualquer coisa, não sabia se você iria matar de vez a Agatha, já que o sol se pôs, então...

Seven nem se lembrara disto. Agora que as coisas se acalmaram, nem se importava com seja lá o que acontecia no Abrigo. Queria relaxar um pouco.

- Começou errado, maninho – Seven disse, e já emendou – Poké bom, temos que lutar eu sei.
- Cadeia não pegarei – continuou Adrian – sem flagrante não há prisão
- Poké bom – agora Seven se exaltou – conseguir escapar, consegui escapar
- Pokébom – Adrian finalizou a música tema de Pokémon com sua voz barítona.

Eles tinham visto essa música em algum vídeo na internet, que comparava a premissa de Pokémon a de uma briga de galos. E como ela é proibida, a temática da música na vida real seria a desta brincadeira. Por isso e por outros motivos Seven preferia Digimon, já Adrian era o oposto, gostando mais de Pokémon.

- Eu não sou paga pra ouvir essas coisas – Violeta caçoou. Mudou de assunto - Como foi o dia hoje, Seven?
- Normal - agradecia a bênção de dizer mentiras de vez em quando
- Fiquei sabendo por Adrian que você quase matou Agatha, e você ainda diz que foi um dia Normal?!
- Cá entre nós... é a Agatha... quem nunca?

Violeta ignorou a brincadeira.

- Você estava com a máscara quando você fez aquilo com a Agatha?
-  Estava – Seven respondeu como se aquilo já estivesse de estar subentendido. Já tinha roubado seu meio-sobrinho e jogava ele para o alto e o segurava na queda
- Entendi. E toma cuidado com o b... – Seven fez que sim com a cabeça - Você vai pedir desculpas pra ela, nem que tenha que te obrigar. Me dá ele aqui, antes que ele se machuque – Violeta pegou a criança de volta – Eu vou deixar os dois cavalheiros aqui. Acho que tem muito o que conversar. Se cuidem, garotos.

Violeta foi para o seu dormitório, que ficava no mesmo prédio do Arsenal, porém, como ela era somente um componente do grupo de saúde de Abigail, dormia num mesmo quarto que era dividido entre vários semideuses, mas, diferentemente dos humanos, ao menos tinha um teto sobre as cabeças onde dormir. Adrian já partiria para o assunto sério, mas foi interrompido por Seven.

- Porque está tão pálido? É por causa da Abigail?
- Não, não é isso...
- Eu ouvi por aí que você ralou o joelho só pra ter justificativa pra ir falar lá com ela, pra ela te passar um metiolate – Seven disse, em meio a sorrisos maliciosos
- Eu não... quem te disse isso?!?
- Eu tenho meus contatos – lembraria de agradecer ao Edward, um filho de Afrodite que desde criança diz pertencer ao lado rosa da força. Sabia de todas os casos amorosos dentro do abrigo. Era concorrente direto de Smith.
- Ela é bonita, mas aí é que tá o problema. Acho que ela nunca prestou atenção em mim, e sei lá, não sei se ela gosta de Country, de um alternativa rock...
- Toca o saxofone – Seven estava despertando o seu lado romântico. Nesses momentos falava com uma voz incorporada, tentando se aproximar a de um locutor de rádio da meia noite, na sessão de romance – Adrian se aproxima de Abigail, e para ela, toda Lolita, diz “você... Óhhh.. você, amor de minha vida, você é minha. Venha cá, que eu quero...”
- PARA! – Adrian exigiu, prometendo um “você me paga” em seu olhar – Eu sei o que você está tentando fazer...
- Sim, estou lhe dando dicas de como conquistar sua fêmea. Como eu tenho beleza, não preciso recorrer a estes truques

Adrian soltou uma gargalhada das boas.

- Se dependesse da beleza, nós dois estaríamos marcados para o resto de nossas vidas. Acho que o lado bom de sermos os últimos homens no fim do mundo é que nós nos tornamos automaticamente mais atraentes

Seven seguiu o comboio de risos.

-  Fale por você, pinguim – Seven disse, ironicamente – que livro é esse que você está carregando no seu bolso? – Seven estava atrasando ao máximo a parte séria da conversa.
- É um livro sobre Apolo. Aqui fala sobre as coisas que ele fez, tipo jogar uma peste no acampamento dos gregos para libertar Crisei, filha de um sacerdote dele, Esfolou vivo um sátiro que o desafiou num concurso de música, guiar a flecha de Paris no calcanhar de Aquiles... entre outras. Diz também que depois de matar Píton, virou o senhor dos Delfos. Mas enfim, isso não importa tanto. Quero saber o que aconteceu com você...
- Esse Deus me parece maléovolo – Adrian encarou Seven. Não queria que ele tentasse fugir mais uma vez. Seven suspirou e começou a falar – Aquilo foi um teatro, para acalmar a multidão de humanos.
- Acho que essa era a única desculpa viável. Deve ter pensado nela a tarde inteira, e seria até boa se não fosse uma péssima estratégia, porque agora o tal profeta e o resto dos revoltados devem pensar que ganharam mais um soldado chamado Seven para o exército da salvação.

É, acho que terei de falar a verdade.

- Estou perdendo o controle. Era isso que queria ouvir?
- Não é questão de querer ou não – Adrian se moveu desconfortavelmente na cadeira de madeira que estava sentado – Fala pra essa sua outra personalidade que os tempos mudaram. Não parte-se do pressuposto inquisitório que a Agatha é culpada até que se prove contrário. Agora é in dubio pro reu.
- Vou fingir que entendi – Seven lembrou-se que tinha carne a sua frente, e comeu o pedaço já frio
- E não é só isso, fiquei sabendo que você bateu no Damon também após a partida acabar.
- Tá bem informado. Mas o gnomo mereceu.
- Hoje com certeza foi um dia tumultuado, pois segundo a Alicia, parece que alguém tentou lhe assassinar ainda dentro do Limbo.

Seven se retirou para pegar um galão de água dentro de seu quarto e acabar com a sua sede. Adrian não tinha tocado na carne.

- Quer? – Seven ofereceu água. Adrian educadamente dispensou, com um “Não, obrigado”. Prosseguiu – Eu vi uma coisa bastante estranha por lá, antes de eu ter os ataques epilépticos.

Adrian prestava atenção. Seven voltou a se sentar.

- Era uma garota, digo garota mas na verdade ela deveria já ser uma adulta, mais ou menos da idade da Violeta.
- Vinte e quatro anos de idade, é?
- Mais ou menos isto. Ela era ruiva e estava toda vestida de branco, não sei explicar melhor. Ela me levou para uma sala dentro do prédio que admito, não quis entrar de começo, mas fiquei curioso.

“Nesta sala tinha vários cadáveres vestidos com roupas de soldados romanos, espalhados em seus dois extremos, meio que amontoados. No centro, tinha praticamente um trono de pedra com somente um cadáver, iluminado pela luz que vinha de uma janela. O resto da sala era mal iluminado por esta mesma luz. Eu persegui esta garota até aí, mas quando cheguei nesta sala, ela havia desaparecido”.

“Decidi inspecionar um pouco melhor, e percebi que os cadáveres do lado esquerdo tinham escrito, tipo como se fosse talhado na carne mesmo, nas suas testas, a expressão ‘Carpe Noctem’, uma expressão que me fez lembrar algo que a Annie tinha me dito hoje de manhã mesmo. Ela me disse que era sua expressão favorita, e significava ‘aproveite a noite’. Do lado direito, na testa destes, lia-se “Felix Culpa”, e esta eu faço a mínima ideia do que realmente signifique. No cadáver do meio, completamente pelado, lia-se não na testa, mas na barriga um tal de 'Carthago Delenda Est'. Eu não sei porquê, mas eu fiquei encarando os olhos cinzentos do cadáver do centro e a toquei. Do nada, vozes tipo de zumbi entoaram pela sala duas frases distintas”.

Seven pausou, para ver se Adrian estava acompanhando o raciocínio.

- Uma delas dizia “fique e viva até o fim dos tempos. Tudo tem um fim”.
- E a outra? – Adrian perguntou

Seven engoliu em seco. Aquela em especial lhe fez refletir a tarde toda, enquanto tentava descansar.

- Exigia: “Destrua o velocino de ouro. Liberte-se”

Adrian não demonstrou estar impressionado, mas estava apreensivo.

- Carpe Noctem significa aproveite a noite, como a Annie mesmo disse. Felix Culpa significa culpa feliz, e remete ao pecado inicial de Adão e Eva, segunda a mitologia cristã, que, embora o ser humano tenha trazido o pecado ao mundo após comer a fruta proibida, trouxe uma vantagem imprevisível, que era a promessa e consequente vinda do filho primogênito de Deus. A primeira vez que foi citado essa frase foi nos escritos de Agostinho. É tipo como se através de uma péssima atitude, ainda há uma certa bênção por detrás. Carthago delenda est, basicamente, se refere a uma decisão ou ação que deve ser tomada, pois a situação é insustentável – Adrian pertencia ao acampamento romano. As expressões estavam em latim, logo, as traduziria facilmente. E suas respectivas interpretações vinha de bônus por ser filho de Atena – E então, o  que você decidiu?
- Acho que vou seguir o Carpe Noctem, obrigado. Melhor continuar do jeito que está do que ferrar com tudo. Mas fico curioso para saber quem era aquela menina. Após um tempo ouvindo aquelas frases, ela apareceu atrás de mim e mordeu meu pescoço. Sério, foi bizarro. Depois daquilo tive os tais ataques, e não foi nada legal.
- Não sei exatamente o que ela pode ser. A única dica é que ela era ruiva. É uma grande história, Seven, é muita coisa para ser digerida.
- Eu sei. Mas seja lá o que enviou aquele vírus, o que ela ou ele queria com essa mensagem?

Os dois ficaram sem falar por um tempo, refletindo sobre esta questão. Adrian foi o primeiro a cortar o silêncio.

- Acho que teremos que decifrar isso mais tarde. Quanto a máscara e a arma de Cronos, acho que devemos nos livrar de ambas, por motivos óbvios.

Embora a máscara o deixasse estranho, ela tinha um valor sentimental para Seven. Não iria se livrar dela tão fácil.

- Eu entendo seu lado, pinguim. Na próxima Assembléia veremos. Independente do veredito, nunca mais voltarei a usá-la. Nunca.
Introspecção



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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Netuno em Seg Jan 19, 2015 1:49 pm

Enfim, o último dos capítulos e daí a Lari Tortorelli com sua personagem posta, e eu com o POV de Seven vai demorar MUITO tempo até voltar a postar, já que terá Lorena, o personagem com nome japonês do Abestado, Alicia, a personagem da Annie, a Agatha e o Damon, se não estiver esquecendo mais alguém, depois desse POV, e poderei em paz descansar (e vê se postem rápido... ^-^):





Se7en

A Queda

Seus pensamentos organizavam-se serenamente, imbuído de paciência, como se desfiasse aos poucos um novelo. Sua cabeça latejava. Os dedos desciam, encontravam um corpo, sujava-se de um líquido viscoso, subia, e desenhava na parede contornos que se assemelhavam a letras. Quem sabe um poema. O processo se repetira até o ponto final, e foi quando Seven deu conta de si. Afastou-se da parede, tomado de espanto. Apercebeu-se do caos ao redor.

Estava no armazém, antiga loja de presentes, chamado de Dairy, no qual em seu interior guardava-se os mantimentos do abrigo e onde, secretamente, ficava o velocino de ouro, que sumiu. O Dairy ficava no extremo sul do zoológico. Seven reconheceu onde estava pelo fato de ser próximo ao lago. Se antes era um prédio em estilo gótico vitoriano, principalmente suas janelas e torres, bem semelhante a um celeiro da época medieval, agora era somente restos de entulhos, teto destruído junto com sua torre, alimentos e palha do celeiro chamuscados, e duas paredes semidestruídas ainda em pé. E um corpo ao lado de Seven. O espaço aberto por uma espada, alargado por seus dedos o fez ter medo de si mesmo.

Adrian.

Excursão Semanal, um dia antes da queda, 6:46 pm

Era um dia normal. Estávamos esquadrinhando novos monstros que poderiam estar a criar humanos no Belvedere Castle, nos arredores do abrigo. Lorena insistia que éramos para recuar. Não dei ouvidos. Conseguimos chegar ao castelo pela noite. Conseguimos achar algumas crianças, mulheres ainda vivos nas prisões do Castelo. Pedi para Mason, com sua flauta mágica (que acalma os nervos e causa confusão nos inimigos) a leva-los para o abrigo, apesar de tudo. Junto a eles, Vince e Lorena deveriam acompanhá-los. Continuamos a seguir em frente, em busca dos monstros que fizeram aquilo aos homens daquele local...

Wendigos são criaturas deploráveis. Eram humanos canibais que acabaram por virar monstros devido a aura que preenche o mundo. A garota de branco reapareceu na floresta nos arredores do abrigo. Ela estava a desenhar em círculos no chão. Eu deveria ter voltado... como a Lorena havia me avisado...

Todos os Wendigos, e eram muitos, atacaram o meu grupo. A única forma de termos uma chance era se eu usasse a Placebo. William, que não perdia uma chance de demonstrar que me odiava, foi o primeiro a cair e ser devorado vivo pelos Wendigos.

Usei a Máscara, e temo que um pouco antes vi a garota sorrindo. Um sorriso de zombaria. Não me lembro de nada depois daquele momento.


Presente

Sentiu o leve peso da Placebo em sua mão, e a encarou por um momento. De alguma forma, fez algo de ruim. Percebera uma mulher se aproximar. Tinha cabelos longos da cor de uma chama, de poses delicadas, com o seio palpitante nu, pálida na luz doente do céu parcialmente nublado daquela tarde, com asas negras despontando em suas costas, e um lenço semelhante a de uma toga, composto de seda, contornando somente a cintura e prendendo um gládio. Se não fosse pelos caninos avantajados, que lembravam os de vampiro, e unhas aduncas, seria a representação de um anjo.  Era uma das Keres, espíritos femininos de guerra que castigavam os humanos com uma morte violenta. Se fosse para chutar devido a sua situação, seria a Poinê, rainha das fúrias e personificação do castigo. Ou talvez seria Tisífone, mas faltava o chicote e as lágrimas de sangue. De qualquer maneira, tinha decidido, iria morrer ali, ajoelhado, de cabeça baixa, observando algumas formigas correndo no chão empoeirado pelos restos de concreto destruído. E gargalharia, no último instante, xingando Apolo com todas as suas forças, e ferrando com a profecia daquele desgraçado. Seria uma sensação deliciosa, quem sabe de paz.

Poinê se aproximou de Seven, mas somente a sentiu. Pois fixou os olhos nas formigas. Aquilo trazia boas lembranças de sua infância antes do mundo acabar. Lupa + Sol + Ângulo certo = formiga queimada.

- Não vai resistir como os outros, filho de Poseidon? – seu timbre de voz era grave, sem deixar de ser feminina, e penetrante, mas de uma maneira invasiva desagradável

Ainda observava as formigas.

- Um corte seu traria uma infecção curável só com intervenção divina. Só um idiota para lhe desafiar.
- Depois de um pequeno corte com meu gládio, seu corpo será invadido por uma dor indescritível, e carregarei você para o inferno. Não significa nada para você?

Seven estava começando a perder a paciência. Incomodava a sensibilidade de seus ombros contraídos, suficientemente duros para ser equiparados com o aço, e doendo bastante pelo mesmo motivo. Suas mãos sofriam com algum choque elétrico imaginário, e não conseguia acessar suas pernas, paralisadas.  Se aquilo demorasse por mais tempo, iria vomitar, e depois de algum instante a mais, enlouquecer.

- Você quer que eu resista, é?

Ouviu um roçar de leve da espada com a seda, parecendo-lhe que estava a ser retirada da cintura.

- Que seus pecados sejam o seu peso, por toda a eternidade.
- Chupa, Apolo filho duma put* - não deu para ser muito criativo

Escutou um esbarrão e algo sendo cravado. Respingar de sangue dourado invadiu seu campo de visão. Levantou a cabeça, e viu Alicia retirando sua adaga das asas de Poinê, e a empurrou. Porém, foi o suficiente para somente fazê-la cambalear um pouco para trás. Do modo que o braço de Poinê estava estendido, empunhando o gládio, e a distância que Alicia estava dele...

Ninguém pediu para ela me salvar.

Foi mais forte que ele. Desembainhou a Muramasa e defendeu o corte que decapitaria Alicia. Num processo rápido, deu um passo em direção a Poinê, com as lâminas ainda em contato, escorregando a lâmina de Muramasa até o protetor de mão do gládio da oponente, e usou a proximidade para martelar o cabo em seu nariz. No curto momento de atordoamento, deu uma rasteira e a derrubou. Antes que pudesse dizer para a Alicia fugir e deixa-lo ali, ela segurou sua mão e correu para o Arsenal, a uma quadra ao norte. Poinê se levantou lentamente, desconfiava que propositalmente. Talvez gostasse de perseguições.

Quando ainda zoológico, o Arsenal era o prédio de administração e, no seu terceiro andar, uma galeria de arte gratuita para os aficionados em história. O Abrigo o utilizou para ser o dormitório de todos os semideuses do acampamento devido ao seu porte, embora os líderes de grupos tivessem quartos particulares. A única a dispensar esta regalia foi Abigail, por ser humana e não querer aparentar de forma alguma ser melhor que a sua raça. Tinha torres octogonais em cada extremo, a não ser as duas que ficavam ao lado da porta principal. Era muito semelhante a uma fortaleza, construída com pequenos tijolos maciços, e como o Dairy, inspirado na arquitetura gótica. O destaque ficava pela águia de ferro fundido sobre a porta.

Depois de entrarem, subiram as escadas.

- Me solte, Alicia – Seven pediu
- Você sabe que um obrigado não iria doer, né? E nada disso queridinho, não enquanto você não me disser sobre o Adrian – respondeu entre puxadas de ar – E não posso lhe deixar pra trás.

Seven foi pego de surpresa. Pensaria em que diria mais tarde, quando seus pensamentos se clareassem por completo.

Em um corredor estreito, onde ficava duas janelas que dava lá para fora, encontraram uma porta onde guardava-se os materiais de limpeza. Era bastante apertado, até claustrofóbico, e mal iluminado. O calor de seus corpos criou uma mistura sufocante e úmida. Era como se tentassem respirar fuligem. E também tinha o atrito de seus corpos suados e grudentos. Ambos respiravam o mais baixo possível, esperando Poinê desistir.

A porta do corredor se abriu. Seven esperou qualquer provocação vazia vinda da mãe das fúrias, mas não havia nada. Apenas a respiração entrecortada dos dois, e os passos silenciosos. A fresta da porta, de onde vinha luz, ficou escura em um pequeno espaço e logo depois voltou a se iluminar. Provavelmente ela tinha passado pela porta.

Ainda era muito cedo para sair. E mal tinham formado esperanças, uma parte da fresta de luz escureceu novamente, porém, permaneceu parada em um ponto. Seven e Alicia prenderam completamente a respiração. Um leve toque, causado pelo raspar de uma das mãos de Poinê na madeira da porta, espantou um pouco o silêncio. O raspar parou, e o silêncio voltou a reger o local.

Ouviu-se o bater de asas. Será que ela sairá pela janela?

Abruptamente, a porta se partiu em um círculo próximo ao centro, e o braço da Poinê o atravessou, enforcando Seven, com pouco ar restante, por ter prendido a respiração antes para esconder sua presença. Formigamentos já iniciavam-se a espalhar por seu corpo. Alicia, num impulso, tentou perfurar o antebraço. Poinê urrou. Puxou seu braço de volta para fora com o Seven ainda preso em sua mão.  O lado da cabeça de Seven bateu com força contra a porta. Poinê enfiou novamente seu braço para dentro, para repetir o ato. Alicia do mesmo modo, repetiu o golpe com a Adaga, mas desta vez, simultaneamente, abriu a porta de forma a atacar Poinê do lado de fora. Com ambas investidas, Poinê esbravejou com uma voz aguda, semelhante a de um pássaro agonizando a morte.

- Toma essa, anjinha desgraçada - disse Alicia

Com um soco, Poinê rachou a porta e facilitou abrir um caminho do centro da porta até o extremo direito, se libertando do pequeno buraco da porta, e jogou Seven a alguns metros, atingindo o piso laminado e deslizando em seguida. Seven, aninhado em si mesmo, puxou o ar com força, e tossiu um pouco e mais ainda, movendo o corpo constantemente, causados pelos repuxos da tosse. Inalou o ar ainda mais. Ele não queria fazer isto. Mas seu corpo ainda lutava. Debatia-se, as veias pulsavam em sua testa, e seus olhos avermelhados buscavam clarear-se. Seu corpo não somente buscava. Ele estava desesperado. Porque Seven não? Eu não mereço viver, pensava.

Alicia não poderia sofrer nenhum corte. Poinê queria se divertir, não iria facilitar tanto as coisas. Deveria ter se esvaziado de tudo, e enchido somente de ódio. A personificação do castigo assim era, não? Mas a mãe das fúrias estava se divertindo, e pelo jeito o estereótipo que lhe cabia era este. Não era somente um açoite que deveria ser, eram vários. O corte final talvez seria o mais deprimente em sua percepção. Era um golpe de misericórdia.

Alicia, com sua adaga que manipulava a névoa particular ao redor de sua lâmina, que poderia simular qualquer efeito, no momento usava o seu melhor – o da invisibilidade. A semideusa estava acostumada com esta camuflagem, tinha treinado para usar esta, que virou sua principal vantagem. Conseguiu penetrar a adaga e formar um sulco no ventre de Poinê. Desta vez, ao invés de gritar, a mãe das fúrias alegrou-se. Segurou Alicia pelos ombros, e deu uma forte cabeçada em sua testa. A cabeça de Alicia ricocheteou para trás e um ferimento se abriu, ocasionando num pequeno fio de sangue que escorreu pelo nariz, o contornou pelo lado, e uma parte entrou pela boca. Daria num gosto de ferrugem. Seven conhecia o gosto. Um resto escorreu pelo queixo, produziu uma pequena gota e pingou em sua blusa clara.

Jogou Alicia para o ponto que Seven se encontrava deitado, com seu corpo lânguido. Seven interrompeu o deslizar da garota agarrando-a pelas costas. Ela tinha desmaiado. Poinê retirou a Adaga de Alicia e soltou. Sangue dourado jorrou de seu ventre. O pertencente ao pulso já secara.

- Mate somente a mim, ela não tem nada a ver com isso tudo – Seven rogou
- Você acha, filho de Poseidon? – Poniê zombou – lembre-se bem destas suas palavras, logo você saberá o quanto são mentirosas. Irei te contar mais detalhes em nossa viagem para o inferno.

Como de praxe, deslocou-se lentamente no rumo de Seven e de Alicia. Levantou-se a trancos, e agachou-se ao lado da garota e contemplou sua face, roçando seus dedos na fronte, retirando uma madeixa de cabelo grudada no sangue e jogando para atrás das orelhas, carinhosamente. Isto o fazia pensar. Quanto vale uma vida? Faria uma ode da insignificância se pudesse. Era assim que encarava a vida, por isso não importava-se muito em fazer o que bem quisesse. E ser morto ali, pela mãe das fúrias, uma deusa, era somente uma extensão desta visão. E ele merecia, agora que se lembrava de todas as atrocidades que fez, ou foi obrigado a fazer.

The Dairy, na madrugada da queda, 4:12 AM

Adrian estava esperando o meu eu com Máscara. Protegia o velocino de mim.

- Eu sabia que viria.

Adrian se aproximara. E explicou tudo que precisava explicar, com a fé de que me lembraria mais tarde. Disse que Apolo lhe enviara uma mensagem, uma profecia, ainda no começo do abrigo. Em um dos conselhos, disse para todos sobre como seria a profecia, mas ninguém quis ouvi-lo, não porque duvidaram de sua realidade, mas porque tinham medo. Puro e simples medo de realiza-la. O maior orador dentre eles era Liam, antigo líder do grupo de exploração e extermínio. Apolo lhe sussurrou para enviar Liam até Upper East Side, em Manhattan, pois lá a criança que traria a destruição ao abrigo, e uma das crianças que salvaria o mundo, o estaria esperando. Adrian o obedeceu. E desde a morte de Liam por esta criança, e sua chegada no abrigo, soube do que aconteceria. No começo senti asco por Seven, mas após um tempo, acabou por gostar dele, acreditando ser impossível que tal criança poderia vir a destruir o Abrigo um dia. Até descobrir sobre a dupla personalidade. Quando percebera que eu estava perdendo o controle sobre a Placebo, Apolo pediu para Adrian mostrar as escolhas no Limbo. Adrian viu que as coisas estariam a se complicar, e teve que tomar uma das decisões mais difíceis da sua vida. Fez o que Apolo mandou, pois tinha acesso fácil, ainda mais quando ele administrava os dados quando era luta entre grupos, e que o de ciências aplicadas participava. A única diferença, é que fez com que a simulação sobrecarregasse o cérebro de Seven, para então matá-lo. Mas falhou, infelizmente. Percebeu que a queda era inevitável, enfim.

- Adeus, Seven. Foi bom ter conhecido, agora deixa o pinguim ir para o elísios.

Apolo queria ver morte, pela possível traição no Limbo, em que tentou me matar. E o fiz.


Presente

Imaginou-se em queda, caindo, e caindo, e caindo... em um espiral. Não tinha ninguém, a não ser ele, no meio do olho de um furacão que o puxava para baixo. E deixou-se cair. E nessa queda, ele caiu até chegar ao inferno. Será que ele tinha desistido? Não saberia dizer. Mas naquele momento tinha a certeza de ser patético. A auto-crítica não ajudava em nada. No inferno, decidiu acreditar e começar. Ou melhor, recomeçar. Era somente encaixar as mãos nas rochas magmáticas, e escalar, sem pressa. Somente. Talvez fosse isto que Adrian desejasse... não, isso era o que Seven desejava... Não. Era isto que Christopher desejava em seu âmago. Era essa a razão que movia seu corpo. Decidiu subir no inferno, centímetro por centímetro.

Seven ergueu-se.

Sacou sua katana, a Muramasa, e dispôs-se na posição nobre de luta, com as duas mãos seguradas no cabo da espada, o corpo posicionado em perfil, com a perna direita na frente, parcialmente dobrada para dar impulso na corrida, e a lâmina dispunha-se próxima ao chão, ao lado da perna esquerda, apoiando-se atrás, esticada.

- Achei que você não iria resistir, e como você mesmo disse, só um idiota lutaria contra mim.

Seven sorriu largamente.

- Acho que eu sou um idiota.
- No desespero as pessoas resistem, querendo ou não. Você não é o primeiro, e nem será o último. Acham esperanças onde não existia. Mas poupe-me do trabalho de lhe vencer. Eu sou uma deusa.

Os olhos de Seven brilharam. Muramasa emanou uma claridade escarlate. Seu efeito tinha se ativado sem necessidade da máscara Placebo. Seven estava tão cheio de vivacidade, de esperança, de certezas, que não impressionou-se com o evento. Aquilo era a pura realidade, e não poderia ser qualquer outra coisa a não ser a pura realidade. Era porque ele queria que fosse. Simplesmente é. Seven disse:

- Vou lhe mostrar o quanto eu sou bom.

Seven criou uma sequência de impulsos que se converteu numa velocidade absurda para um semideus. Poniê interviu com seu gládio. Após um fluxo de choque de lâminas, faíscas surgidas dos conflitos de metal com metal, tilintando, recuos e pancadas de ambos os lados, Seven executou um corte superficial das costelas da direita até o ombro esquerdo num giro de seu corpo. O golpe a fez vacilar. Imediatamente, um redemoinho de água, assoviando, surgiu entornando seu braço, e passou para a Muramasa. Na mesma posição nobre que se encontrava no início, dobrou ainda mais a perna direita para criar um forte arranque. Enterrou a espada no torso de Poniê, antes de ter qualquer chance de revidar. Pelo furo, o redemoinho de água infiltrou-se e danificou o interior da deusa, visível depois pelas grandes rachaduras de corte eclodidas na pele, arranjado como uma estrela de quatro pontas com linhas tortas, utilizando a abertura criada pela espada como seu centro. Seven retirou Muramasa. Poniê ruiu e foi ao chão.

O corpo de Seven abalou-se e apoiou suas costas na parede, escorregando até sentar-se. Ofegava. O seu braço direito fragilizou-se, largou Muramasa. Sua mão da espada começou a agitar-se. Parou repentinamente. Agora quase não sentia o braço ou a mão direita, e definitivamente não conseguia movê-los. Respirou fundo. Eu vou consertar isso.

Escutou uma risada. Não pode...

- Impressionante, filho de Poseidon – Poniê disse – faz tempo que não me divirto tanto.

É, acho que este é o fim. Ainda tenho o braço esquerdo. Sou horrível com ele mas... pegou novamente a Muramasa e...

Poniê colocou a ponta do gládio na gargante de Seven, para dizer:

- Calma, eu não vou lhe matar ou levar-te para o inferno.

Seven não entendeu.

- Como é que é?!? Você... você...

- Eu sou irmã de Tânato, e como ele, eu servia a Hades. Eu quero a volta da liderança dos olimpianos, e não me aliar a Cronos e sua laia...

Fala a Deusa que é a personificação do Castigo.

- Vim aqui a pedido de Apolo – Poniê continuou - cativo dos titãs. Disse ser necessário destruir o Abrigo, acho que você sabe o porquê...

Seven sabia.

- Para que então toda esta luta?

Ela revirou os olhos.

- O Destino dos Deuses e do seu mundo está nas suas mãos junto a de seus parceiros de viagem. Queria lhe testar. Admito que no começo fiquei bastante decepcionada, mas me enganei sobre você. É evidente, falta muito para se tornar mais forte, tanto você quanto seus amigos lá fora lutando contra as fúrias e as harpias.

Agora Seven deixou-se relaxar por completo.

- Irá permitir nossa fuga?
- Não, o teatro tem que continuar. Só você pode saber do que aconteceu aqui nesse Abrigo. E seja lá o que aconteceu com o velocino de ouro que aqui habitava, também...
- Vocês estão matando os semideuses e humanos?
- Claro, eles irão atrapalhá-los.

Seven levantou-se meio oscilante, com o braço esquerdo utilizando a parede como suporte. As pernas ainda estavam sem forças.

- Use a água do lago. Filhos de Poseidon tem essa propriedade de cura – sugeriu a deusa
- Sim, e um mais um também é dois.

Poniê sorriu.

- Boa sorte em sua caminhada, filho de Poseidon. O Destino do mundo está na mão de vocês, semideuses.

A deusa abriu suas asas, estilhaçou a janela de vidro e saiu voando.

Seven tentou andar, tropeçou em suas próprias pernas e bateu com a cara no chão.

- Sempre em grande estilo – resmungou

Apanhou a adaga e enfiou de volta a bainha de Alicia. Encaixou-a em seu ombro ainda útil, e a passos curtos, com certos intervalos de descanso, encaminhou-se para fora do Arsenal. A parte mais difícil foi descer as escadas. Será que vai dar em alguma coisa se ela ir rolando pelas escadas? Qual é, eu perdi um braço aqui.. Poniê é a personificação do Castigo, e eu sou a personificação do cavalheirismo. Fechou. Seven riu. Com calma, aproveitou o corrimão como base e saiu do prédio.

Encostou Alicia na lateral do chafariz que situava-se próximo ao lago, praticamente junto. Aproximou-se, e tocou o braço pendente na água, que subiu em vários filetes, curando as feridas, aliviando as ardências e penetrando em seu corpo. Não se sentia completamente recuperado, pois diferentemente do líder do grupo de caça, o poder de cura de Seven era menos poderoso, embora também não necessitasse de demasiada concentração e tempo, uma grande desvantagem para Damon.

Abriu e fechou sua mão. Seu membro direito voltara à tona.

Segurou sua máscara Placebo e a apreciou. Lembrou do seu pai monstro, o que inspirou a ideia, e de tudo que passaram. Uma nostalgia risonha preencheu seu ser, inocente como uma pequena fábula infantil. Por muito tempo acreditou que poderia ser feliz somente naquela época de “pai e filho”, e se agarrou nesta ideia. Mas este pensamento e a máscara... Não é o Cristopher que veste Seven. É Seven que veste Christopher, um pensamento que seria tempestivo até um certo tempo atrás, passou por sua cabeça. A ventania açoitava seus cabelos e suas roupas debatiam-se ao ar. Olhou para o vasto lago. Rasgou a liga que prendia a máscara a cabeça de Seven, e a enrolou com uma pedra, encontrada na mata ciliar, suficientemente pesada. Com um sorriso nos lábios, lançou a pedra com a máscara o mais longe que pôde. Afundou, para nunca mais ser achada.  Eu sou eu.

Agora com os dois braços, ergueu Alicia. Antes de desmaiar, ela queria saber o que havia acontecido com o seu meio-irmão Adrian. Seven sussurrou:

- Eu o matei... e foi porque ele pediu.

Dirigiu-se aos portões do Abrigo, no Delacorte Clock.






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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Pichu em Seg Jan 19, 2015 3:05 pm

Devo dizer, muito bom ambos os capitulo, ou devo dizer que é um capitulo só. Não me perdi entre eles, pelo contrário, achei que você conseguiu organizar muito bem suas ideias e o flashback. 
A batalha com a fúria foi boa, mas apenas uma duvida preenche minha cabeça, Apolo tem tanto poder para se comunicar com determinadas pessoas mesmo no Tártaro? 
AH! ESQUECI DE ESCREVER ANTES --x--

Gosto de como o Seven está mostrando sua história, começo a gostar do person, (já gostava antes pois ele também é um especie de Agatha.) A história dele ta se desenvolvendo de uma forma interessante. 

__x___
Quero só ver os persons dos outros, vou começar a escrever uma parte bonus da Agatha aqui, nada muito elaborada, nada que tenha muito a ver com o andamento da história, mas que entrará como flashback em algum dos meus capitulos. ;D
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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Netuno em Ter Jan 20, 2015 6:44 pm

Pichu escreveu:Devo dizer, muito bom ambos os capitulo, ou devo dizer que é um capitulo só. Não me perdi entre eles, pelo contrário, achei que você conseguiu organizar muito bem suas ideias e o flashback. 
A batalha com a fúria foi boa, mas apenas uma duvida preenche minha cabeça, Apolo tem tanto poder para se comunicar com determinadas pessoas mesmo no Tártaro? 
AH! ESQUECI DE ESCREVER ANTES --x--

Gosto de como o Seven está mostrando sua história, começo a gostar do person, (já gostava antes pois ele também é um especie de Agatha.) A história dele ta se desenvolvendo de uma forma interessante. 

__x___
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Diga logo, você AMA o Seven. TODO MUNDO AMA O SEVEN, sabe por que? Porque vocês tem que amar ele... (Voz do Baby, pra enfeitar a frase kkk).

Valeu pelo elogio, Mi Amore. O próximo capítulo fica com a Larissa Tortorelli. Eu já chamei a atenção dela, mas até agora... Me ajude e apresse ela lá no Facebook  Foda-se

Sobre suas partes bônus, tá di boas. Quanto mais complexa Agatha ficar, melhor! (Porque até o momento ela só é uma megera com uma espada de Cronos na mão  TROOLLFACE  )

Sobre a dúvida de Apolo, eu explicarei adiante, quer dizer, o POV do Abestado vai explicar direitinho, não eu. Nós tínhamos conversado pelo chat e, em suma, enquanto a maioria dos Olimpianos foram para o Tártaro, Apolo foi o único que se manteve cativo pelos titãs, ou seja, fora do Tártaro. Por isso o pedido de "ajuda" dele, dando de bônus a profecia, seria mais facilitado. As razões para Apolo não ser jogado no Tártaro, como disse anteriormente, o Abestado vai explicar melhor (ele que teve a ideia...  ^^^^  )

Inté, Mi Amore. Também estou ansioso pelo término da batalha Wink

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Gabriel em Dom Fev 01, 2015 1:13 pm


Muito bom os capítulos! Eu me perdi um pouquinho com o último, mas acho que peguei bem a linearidade da história.
Me avise se a Larissa der respostas. Não sei o que ela vai abordar exatamente no capítulo dela, mas se ele quiser um pouco mais de tempo eu posso ver se posto o meu antes. 
Vou descrever um pouco da batalha do Abrigo, já que meu personagem é do grupo de guarda, mas não sei até onde posso ir. Por isso me mantenha atualizado.

Enfim, espero ansiosamente pelos próximos acontecimentos  .

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Annie em Dom Fev 08, 2015 4:36 pm

Gente,apareci q 
só quero avisar que vou sair da lista de escritores por 4 motivos.
1- to sem teclado
2- to com problema no pulso
3- bem, como as ferias acabaram e esse é meu ultimo ano não terei mais muito tempo e tals.
e 4- estou dando um tempo de coisas virtuais e etc, e socializando mais com minha família e amigos q

então aparecerei pra ler qq

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Gabriel em Qua Jul 29, 2015 6:47 pm

Eu só quero dizer que eu QUERO O RESTO DESSA FIC!  Que dó :/

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

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