[EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

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[EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Att em Sex Dez 12, 2014 8:04 pm

"damon"
well if ya, lookin for me, i'm probably in metropolis i, i do this for the love so this is non-profit shit i'm, i'm boardwalkin', so you can call this monopoly obviously, my approach to music ain't moderate as, my mascoma spins, i am the anomaly i love all my haters, cause my haters
A visão era caótica, era caótica e errada. Principalmente para um Nova Iorquino como Damon acostumado a selva de neon e concreto. Agora a Big Apple tinha se tornado uma verdadeira selva com galhos e raízes selvagens tomando toda paisagem do que um dia o semideus uma vez já tinha chamado de lar.

A terra se abriu, pequenos lagos formados pela água que tomou esgotos e estações de trem subterrâneas que desabaram. Raízes e árvores antigas brotaram da terra engolindo prédios e carros destruindo todo o avanço desse pico do mundo ocidental.

Damon sentia todas essas raízes e árvores. Sentia a terra e a natureza e sentia a vida de todos os seres vivos a sua volta. Dois grandes grupos chamavam atenção. Um obviamente era o seu. Cerca de dez semideuses dos mais capazes do abrigo.

O outro era seu objetivo. Um bando de cervos. Animais que simplesmente começaram a surgir quando perceberam que a era dos seres humanos tinha chegado ao seu fim. Podia até apostar que aqueles nunca sequer foram caçados.

- Eles estão perto. - Falou para o resto do grupo ainda se concentrando no pedaço de árvore pré histórico que segurava entre as mãos. A conexão estava fraca, mas tinha certeza de que os cervos estavam nas proximidades, bem próximos a uma das lagoas.

As vinhas selvagens não o aceitavam como um filho de Deméter. Não ajudavam como as árvores normais provavelmente por serem muito mais antigas do que sua mãe ou qualquer um dos outros olimpianos. Só podia ser isso...

Só isso... Não conseguia pensar na outra possibilidade... A ideia de que talvez... só talvez... talvez as plantas não estivessem reconhecendo mais seus poderes porque talvez ele não os tenha mais.

Os olimpianos tinham perdido. Os deuses tinham perdido. Ele era um semi deus. A magia tinha se tornado tão caótica quanto o próprio mundo então talvez sua parte mágica estivesse falhando.

Ele não podia se permitir a pensar dessa forma. Eles precisavam da magia. Sem ela todos já estariam mortos.

- Algum sinal de monstros? – Alguém do grupo perguntou quebrando o silêncio. Não estava totalmente ligado aos seus próprios sentidos então não conseguiu distinguir o dono da voz. Quando sua mente tentou formar uma resposta a conexão foi cortada de vez e sua mente deixou de entrar em contato com as raízes.

Ficou um tanto irritado com isso, mas já estava cansado de todas as discussões que tiveram antes mesmo de decidirem sair para essa caçada. Era melhor manter todos calmos. Deixar o ódio para a futura comida.

- Não. – Ele se levantou largando a raízes e limpando a terra e concreto de suas roupas. A expressão era preocupada. - Mas as árvores gostam de me confundir ás vezes. Os monstros são tão antigos quanto elas então eles se confundem.

- Nós sabemos que as árvores também são monstros Damon. - Dessa vez sabia quem era o dono da voz. Não que isso ajudasse no seu humor. – Eu ainda tenho as cicatrizes.

- De qualquer forma o melhor é ficarmos em silêncio até encontrarmos os cervos. Faz muito tempo que não vemos um grupo tão grande vindo para esse lado da cidade. – Não esperou a confirmação de ninguém já escalando o ônibus escolar virado que estava em seu caminho.

“Damon, só não olhe para os ossos.”

- Acho que a questão é... – A prole de Atena fez uma pausa antes de continuar a frase seguindo o mesmo caminho que ele. - Porque eles vieram para cá se sabem que estamos aqui? Acho que talvez eles possam estar fugindo de algo.

Damon estava em cima do que deveriam ser a janelas do veiculo. Não dava para ver muito mais coisa dali de cima, mas pelo menos já conseguia ver a lagoa pelo menos de longe.

Era uma grande distância a céu aberto, mas os monstros no geral tinham hábitos noturnos e ainda estavam no auge da manhã. O único perigo era acidentalmente causar a explosão de um dos tanques cheios de milhares de carros abandonados no meio da avenida. Eles já tinham visto isso acontecer.

Nada bonito.

- Vamos tentar não pensar nisso. - Outro respondeu e Damon concordou silenciosamente. Se algum monstro aparecesse eles teriam de lutar. Não podem permitir que nada vá para o abrigo.

 Tentou se apressar andando rápido por entre os carros. Na primeira vez que fizeram isso tiveram de quebrar o alarme de metade daquelas desgraças pois os alarmes não descansavam nem no próprio apocalipse.

Olhando para o interior dos carros dava para ter uma ideia de quanto tempo tinha se passado. Três anos? Por um bom tempo tinha se esquecido da própria passagem dos dias então não tinha muita certeza de que mês ou ano seria aquele.

Sabia que já tinha passado naquela rua antes. Antes de tudo isso acontecer. Provavelmente voltando da escola para casa junto com amigos mortais dos quais os nomes não conseguia mais se lembrar.

Todos mortos e destruídos por Cronos. Inclusive seu pai...

Esses pensamentos estavam distraindo o rapaz de seu objetivo. A missão de hoje era conseguir comida. Ele iria conseguir comida.

As raízes tinham entrado e tomado tudo assimilando aqueles pedaços de ferro como se não fossem nada para elas. Alguns itens pessoais ainda estavam perdidos ali no meio. Um berço no banco de trás. Um tablet quebrado bem no meio da rua. Até uma embalagem de Mclanche feliz cheirando a própria morte.

“Não olhe para os ossos.”

Quando começaram a se aproximar da lagoa tudo tomava uma aparência bem mais estranha devido aos pedaços da rua que desmoronaram. O ar era diferente, vários veículos estavam meio submersos e seus ocupantes...

“Não olhe.”

Ele não pode deixar de olhar. Os ossos. Cada mortal que caiu naquele primeiro dia fatídico consumidos posteriormente por hordas de monstros carniceiros.

Um dos esqueletos ainda tinha roupas e cabelo, mas o crânio tinha sido esmagado por alguma coisa. Os monstros nem respeitavam a morte em si.
Isso fez com que a ânsia de vomito voltasse com força.

Damon daria qualquer coisa para que o mundo voltasse a ser o que era, mas sabia muito bem que isso era impossível. Fosse como fosse o mundo mudou para sempre assim que os titãs venceram e a névoa caiu.

Nenhum sinal dos deuses. Não tinha volta.

Forçou sua visão para frente observando cerca de vinte cervos pastando e bebendo água do lago não natural. Eles estavam em paz, totalmente em paz. O pior era saber que precisavam matar pelo menos metade deles para alimentar a todos.

O que podia fazer? Eles eram a presa.

- Acho que já estamos perto o bastante, vamos nos separar, uma formação para encurralar. Cada um acerte pelo menos um alvo, certo? - Decidiu tomar a posição de líder, pelo menos naquela hora. Podia pedir para um filho de Atena preparar a estratégia ou um de Zeus liderar a situação ou até uma caçadora, mas sinceramente estava cansado de seguir os planos de outros.

Quando todos se espalharam escolheu um dos cervos próximos a lagoa e preparou a flecha. Era uma flecha comum, capaz de ferir animais comuns.   Todos tinham que aprender a usar arco e flecha. Não era muito bom, não nível dos filhos de Apolo, mas tinha que ser o bastante para sobreviver.

Não queria pensar no cervo. Se concentrou onde queria acertar como o velho Quíron tinha...

O cervo soltou um grito estrangulado antes de cair morto no chão. Um tiro certeiro.

“Ele estaria orgulhoso.”

Outros cervos caíram enquanto os sobreviventes começaram a fugir.

Tudo devia estar bem. Era para tudo estar bem.

As raízes mostravam tudo próximo a elas. Só os cervos que desavisados comiam pedaços das plantas pré históricas. Nada vivo estava nas proximidades.

 O calor chegou até seu pescoço antes de perceber o brilho que vinha do colar.

O colar de contas do acampamento. Era um objeto comum até que substituíram o cordão de cada semideus por um pedaço do próprio velocino de ouro.

Aquilo era auxiliava bastante na proteção do abrigo e na proteção dos próprios semideuses quanto a mascarar seu cheiro que segundos os monstros era um tipo apetitoso.

Outra vantagem sobre o velocino era o fato de que todos eram conectados e assim se algo acontecia com o abrigo ou com um deles todos os outros sentiam.

E foi por isso mesmo que começou a se preocupar. Dez colares brilhando mas nenhum deles estava em perigo.

- Damon...

- Eu senti. - Estava segurando o colar sem saber o que pensar. Ninguém mais se encontrava fora do abrigo então isso só podia significar um ataque ao seu porto seguro. Ao único lugar seguro que tinham encontrado naquela cidade inteira.

 Olhou para a única pessoa capaz de fazer alguma coisa ali. Uma das crianças de Hades.

- Viagem das sombras. – Sabia muito bem dos riscos de transportas tantas pessoas e tanta caça pelas sombras ainda mais com tantos filhos de Nix espreitando pela área, mas eles não podiam abandonar a caça e não podiam deixar de responder a esse alerta.

Guardando o arco por cima do ombro Damon se adiantou para cima do cervo puxando a flecha usada sem nenhuma cerimônia. Não tinha como se dar ao luxo de desperdiçar nenhuma arma.

O sangue começou a escorrer para o chão enquanto ele puxava a carcaça do animal. Todos arrastaram os animais para um pequeno monte onde seria muito mais simples viajar pelas sombras.

Pegando a mesma flecha ele já se preparou para atirar assim que fossem transportados para o abrigo.

- Eu não vou querer ser aquela filha de Zeus se isso não for um alarme falso.

As sombras imediatamente envolveram os semideuses e a última coisa que conseguiu sentir foi o cheiro de sangue vindo de suas próprias mãos.

Tinha que torcer para que não fosse preciso derramar mais nesse dia.
episódio 001
genko @ sa!

Att
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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Netuno em Sab Dez 13, 2014 2:26 pm

Agora o negoço ficou FODA kkkk

Irru, Natalie vai ser ferrar... irrru  Twisted Evil

A crítica que tinha feito anteriormente por MP surtiu efeito. Você fez algumas pequenas modificações na história mas que foi até o suficiente para dar uma profundidade maior na história. Há alguns pontos que poderiam contribuir ainda mais, mas não são tão relevantes no momento, então não vou exigir. No todo, o upgrade foi intenso, maninho plantador de soja Wink

O final anterior (esse que tá aí você modificou) com o tal monstro foi interessante sim, e a ideia deve ser reaproveitada (o porque daquilo ter tantas...), só que mais tarde, como uma espécie de descrição de mundo, e não como um clímax em si. Mas é uma boa ideia, não esqueça dela.

Agora o que está acontecendo com nosso porto seguro, coisudo? Bem, já tenho algumas ideias malucas pro meu POV. Vou pensar em alguma coisa, caso você já não tenha o feito.

E sobre os templates, bem, eu tinha esquecido que as letras neles ficam minúsculas. Eu, quando postar o meu, vou botar o template e embaixo o texto grande, daí a pessoa, se quiser ler pelo template, lê, mas caso achar as letras pequenas, tem o texto embaixo. Mas tenho ainda minhas dúvidas sobre isso. Depois nós vemos isso na cúpula dos escritores ^_^

Enfim, parabéns Att pelo cap. Agora tô animado pela continuação.

Inté o próximo Wink

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Pichu em Sab Dez 13, 2014 10:06 pm

Agatha
 As plantas dominavam o ambiente, as grades que antigamente protegiam turistas e prendiam animais agora estavam velhas e enferrujadas como o restante de Nova Iorque. Sentia falta da mistura de néons da Time Square, a sinfonia das buzinas de carros e táxis em todas as avenidas da cidade e das diferentes tribos que andavam pelas calçadas lotadas dessa metrópoles, mas não tinha tempo de sonhar, tinha coisas a fazer, responsabilidades a cumprir.

Agatha só se permitia dormir por quatro horas, não sabia como calculava esse tempo sendo que carecia de um relógio. Ser parte da segurança do refúgio era um trabalho que não agradava ninguém, dormir pouco, correr risco de morrer, pouco reconhecimento.

Mas Agatha não ligava pra essas coisas e esse era o trabalho perfeito pra ela, pelo menos podia ficar na liderança e ter alguma responsabilidade, ganhar um pouco da confiança daquele grupo de sobreviventes, é, a Filha de Zeus não era querida naquele grupo.
 
Todos aqueles semideuses, na sua maioria, tinham vindo do Acampamento Meio-Sangue, vieram junto com Percy Jackson e seu grupo para derrotar Cronos, mas não conseguiram. Não os culpava, não tinha participado daquela guerra, tinha que se manter viva primeiro para depois pensar em arriscá-la. Agatha nunca tinha ido ao Acampamento, a vida dela foi mais trágica do que muitos pensavam, muitas mortes no seu caminho e muitos anos vivendo apenas com o mínimo, não que a vida dos outros ali tenha sido fácil também... A garota duvidava, mas sabia que muitos ali tiveram as mesmas experiências que ela. Nem todos eram semideuses, havia humanos e espíritos da natureza que resolveram se abrigar com eles, mas eram tratados como iguais, é claro.
 
Todos ali tinham uma função a cumprir, fosse cuidar da arrumação do lugar ou caçar comida, todos eram importantes para a sobrevivência do grupo, pelo menos era isso que Agatha se forçou a acreditar. Não podiam pecar com excessos, todos comiam e usavam o necessário, a comida se tornava escassa a cada semana e qualquer coisa comível era aproveitada.
 
O grupo se encontrava no Zoológico do Central Park, todas as jaulas forneciam alguma proteção a mais ou pelo menos, uma ilusão de proteção, parecia um lugar seguro para se refugiar. Tudo ficava organizado, comida de um lado, pessoas do outro, medicamentos em outro canto. Agatha se sentia bem satisfeita com a organização do campo de sobreviventes e isso lhe permitia se sentir um pouco mais feliz.
 
Seu turno da manhã tinha começado a pouco tempo, Agatha andava com seu arco, rodeando um determinado perímetro, todos os seus guardas estavam em seus postos, Agatha cumprimentou eles com um acesso de cabeça e se manteve firme, olhando a cidade destruída, atenta.  Nesse horário, nenhum monstro aparecia, talvez eles gostassem de dormir até mais tarde, mas mesmo assim era necessário que ficasse de vigia. O mundo estava um caos, não podiam se dar o prazer de descansar, principalmente quando os monstros apareciam do nada e se tornavam mais fortes a cada dia. Sim, a magia dos titãs os tornava mais fortes.
 
Um calafrio percorreu sua espinha de forma súbita,a garota saiu de seu transe já em alerta. Olhou em volta enquanto andava um pouco mais adentro da floresta a sua frente. O Central Park não era mais um parque, agora tinha a aparência de uma selva.
 
Preparou seu arco sem pensar duas vezes, a flecha apontava pra baixo enquanto observava qualquer sinal de vida a sua frente...Nada. Olhou para seus companheiros de guarda.
 
― Preparem-se. ―  disse firme enquanto esperava alguma mudança no ambiente.
 
Os outros obedeceram-na, prepararam suas espadas e arcos enquanto esperavam, duvidosos, por algo, nada parecia se alterar no ambiente, mas Agatha se manteve firme e acreditou no seu mau pressentimento.
 
O silêncio deixavam-os numa angustia interminável.
 
Agatha aguçou seus ouvidos, abriu mais os olhos procurando por algum sinal de monstro ou qualquer animal.
 
― Não há nada por aqui Agatha.
 
A garota levantou a mão, fazendo quem falou se calar imediatamente. Um bater forte de asas chamou sua atenção, olhou para os outros .
 
―Ouviram isso? ―   perguntou já com o arco apontado para cima
 
Nenhum deles respondeu, todos abaixaram as armas e ficaram desleixados, desafiando a filha de Zeus.
 
― Não ouvimos nada. ―  disse um outro semideus ― Vamos voltar aos postos.  
 
Agatha fechou os olhos, uma raiva súbita tomou conta da sua cabeça, mas logo voltou a abri-los.
 
― Preparem as armas! Confiem em mim se não morreram, entendidos?  
 
Todos prepararam suas armas, ficando a espera de alguma coisa. O barulho voltou ainda mais forte, fazendo com que os outros agora ficassem ainda mais atentos. Agatha fez um sinal com a cabeça, os que possuíam espadas ou adagas entraram na floresta, os que tinham arco ficaram a postos esperando algum alvo.
 
Para a surpresa e desespero de todos, não era um alvo apenas, eram vários. Pássaros do tamanho de homens adultos vinham na direção dos arqueiros e outros mergulhavam na floresta para despedaçar os que entraram. Agatha não permitiu que se aproximassem mais deles, lançou sua flecha enquanto os outros faziam o mesmo, cada um focando em uma das aves que vinham num voo mortal na direção deles.
 
A garota rolou para o lado quando o pássaro tentou agarrá-la com suas patas,os gritos das demais aves perturbavam sua cabeça. Deixou o arco de lado e ativou sua espada, ficando de frente para o enorme pássaro. Aquele não era um pássaro normal, eram Aves do Lago Estínfalo, terríveis pássaros que se alimentavam de carne humana, possuíam bicos e garras de ferro. Agatha se lembrava do mito, Hércules derrotou todas elas com ajuda de Hefesto,mas agora lá estavam elas, vindas do Tártaro, prontas para matar qualquer coisa com vida a sua frente.
 
Agatha desviou do bico do animal e cravou sua espada em seu pescoço, transformando-o em pó dourado. Olhou para os lados, muitos de seus colegas estavam lutando com outras aves, ainda haviam muitas nos céus, mas elas estranhamente não vinham atacar, elas simplesmente ficavam rodando em círculos no ar, parecendo... parecendo proteger algo, ou seria ilusão da filha de Zeus? Não, não podia ser. O mau pressentimento de Agatha aumentava a cada instante, aqueles pássaros eram apenas uma distração, havia algo maior vindo, algo que não conseguiriam matar sozinhos.
 
Atirou o máximo de flechas que tinha naqueles pássaros, matando todos os que mirava, mas mesmo derrubando muitos, aquilo não impediu do restante continuar girando em círculos.
 
Sacou sua espada mais uma vez, correu para auxiliar os outros que travavam batalhas com mais de três aves ao mesmo tempo, desavisados, os pássaros não esperavam que ela fincasse sua espada em suas costas. Haviam alguns feridos no seu campo de visão e uma das regras dos guardas era não deixar feridos a mercê de monstros.
 
Agatha arrastou alguns para fora do perigo, fazia o máximo que podia para não deixar ninguém se ferir gravemente naquele campo de batalha. Eram poucos, oito guardas no máximo e havia um exército a sua frente, mesmo que ela não gostasse da ideia, tinha que fazer isso, se não essas aves entrariam no refúgio.
 
Tocou o pedaço de pano em seu pescoço, pedindo ajuda. Logo os reforços viriam e as coisas iriam se acalmar, mas não foi isso que aconteceu quando Agatha olhou para cima.
 
Os pássaros que rodavam em círculos agora se encontravam parados, em fileira, olhando para os semideuses que restavam em pé. Os que tinham entrado na floresta, já tinham voltado para a de inicio posição, bem na frente da entrada do refúgio. Três figuras se destacavam nos animais alados. Figuras de mulheres com asas de morcegos, garras afiadas...
 
Eram Fúrias.
 
Os olhos azuis da garota se arregalaram, não tinha mais flechas com ela e os outros não pareciam estar em melhor situação. Precisavam daquele grupo agora, se não estariam perdidos. Seus pensamentos foram atendidos,pois no mesmo instante que pensou nisso, ouviu uma voz conhecida chamar seu nome.


― Agatha! Espero que seja muito importante o seu chamado, porque se não for... ―   a fala foi cortada.
 
― Talvez um exército de aves gigantes de ferro e três fúrias seja o suficiente pra isso não é? ―  respondeu Agatha, ao seu colega, Damon que tinha acabado de chegar com seu grupo.
 
As Fúrias continuavam paradas, apenas batendo suas asas, se mantendo no alto, igual as aves. Pareciam procurar por algo,por alguém,olhavam todos os semideuses, analisando-os. Uma das Fúrias focou seu olhar em Agatha, as outras pareciam ter focado seu olhar em outros semideuses também. Um grito saiu da Fúria do meio, o grupo de monstros alados avançou, dando um mergulho mortal a encontro de determinados semideuses, ignorando os humanos que estavam entre eles.
 
Uma Fúria foi em direção de Damon, com as garras prontas para perfurar seu peito, outra fora atrás de outro semideus que não reconhecia de longe e a terceira vinha em sua direção com uma velocidade impressionante.
 
Preparou sua espada para o choque, agora não estava lutando pelo grupo e sim por sua sobrevivência.
 
― Ninguém sobreviverá, nenhum de vocês. Os deuses nunca mais iram reinar! ―   disse a Fúria que vinha na direção da filha de Zeus.
 
O choque foi forte, levou a garota contra o muro do Zoológico. Faíscas saíram no encontro, Agatha se sentia supercarregada, não sentia isso a anos, mas não ligou para o fato, empurrou a Fúria para longe dela.
 
― Quem morrerá será você, ou o Damon, vou ficar feliz em qualquer uma dessas situações.  
 
Com a espada apontada para a Fúria, Agatha abriu um sorriso sarcástico, a desafiando a avançar e o monstro avançou.
 
Agora era tudo ou nada.  
 
002 episode





---Pra quem não consegue ler em template ---


Spoiler:
 As plantas dominavam o ambiente, as grades que antigamente protegiam turistas e prendiam animais agora estavam velhas e enferrujadas como o restante de Nova Iorque. Sentia falta da mistura de néons da Time Square, a sinfonia das buzinas de carros e táxis em todas as avenidas da cidade e das diferentes tribos que andavam pelas calçadas lotadas dessa metrópoles, mas não tinha tempo de sonhar, tinha coisas a fazer, responsabilidades a cumprir.

Agatha só se permitia dormir por quatro horas, não sabia como calculava esse tempo sendo que carecia de um relógio. Ser parte da segurança do refúgio era um trabalho que não agradava ninguém, dormir pouco, correr risco de morrer, pouco reconhecimento.

Mas Agatha não ligava pra essas coisas e esse era o trabalho perfeito pra ela, pelo menos podia ficar na liderança e ter alguma responsabilidade, ganhar um pouco da confiança daquele grupo de sobreviventes, é, a Filha de Zeus não era querida naquele grupo.
 
Todos aqueles semideuses, na sua maioria, tinham vindo do Acampamento Meio-Sangue, vieram junto com Percy Jackson e seu grupo para derrotar Cronos, mas não conseguiram. Não os culpava, não tinha participado daquela guerra, tinha que se manter viva primeiro para depois pensar em arriscá-la. Agatha nunca tinha ido ao Acampamento, a vida dela foi mais trágica do que muitos pensavam, muitas mortes no seu caminho e muitos anos vivendo apenas com o mínimo, não que a vida dos outros ali tenha sido fácil também... A garota duvidava, mas sabia que muitos ali tiveram as mesmas experiências que ela. Nem todos eram semideuses, havia humanos e espíritos da natureza que resolveram se abrigar com eles, mas eram tratados como iguais, é claro.
 
Todos ali tinham uma função a cumprir, fosse cuidar da arrumação do lugar ou caçar comida, todos eram importantes para a sobrevivência do grupo, pelo menos era isso que Agatha se forçou a acreditar. Não podiam pecar com excessos, todos comiam e usavam o necessário, a comida se tornava escassa a cada semana e qualquer coisa comível era aproveitada.
 
O grupo se encontrava no Zoológico do Central Park, todas as jaulas forneciam alguma proteção a mais ou pelo menos, uma ilusão de proteção, parecia um lugar seguro para se refugiar. Tudo ficava organizado, comida de um lado, pessoas do outro, medicamentos em outro canto. Agatha se sentia bem satisfeita com a organização do campo de sobreviventes e isso lhe permitia se sentir um pouco mais feliz.
 
Seu turno da manhã tinha começado a pouco tempo, Agatha andava com seu arco, rodeando um determinado perímetro, todos os seus guardas estavam em seus postos, Agatha cumprimentou eles com um acesso de cabeça e se manteve firme, olhando a cidade destruída, atenta.  Nesse horário, nenhum monstro aparecia, talvez eles gostassem de dormir até mais tarde, mas mesmo assim era necessário que ficasse de vigia. O mundo estava um caos, não podiam se dar o prazer de descansar, principalmente quando os monstros apareciam do nada e se tornavam mais fortes a cada dia. Sim, a magia dos titãs os tornava mais fortes.
 
Um calafrio percorreu sua espinha de forma súbita,a garota saiu de seu transe já em alerta. Olhou em volta enquanto andava um pouco mais adentro da floresta a sua frente. O Central Park não era mais um parque, agora tinha a aparência de uma selva.
 
Preparou seu arco sem pensar duas vezes, a flecha apontava pra baixo enquanto observava qualquer sinal de vida a sua frente...Nada. Olhou para seus companheiros de guarda.
 
― Preparem-se. ―  disse firme enquanto esperava alguma mudança no ambiente.
 
Os outros obedeceram-na, prepararam suas espadas e arcos enquanto esperavam, duvidosos, por algo, nada parecia se alterar no ambiente, mas Agatha se manteve firme e acreditou no seu mau pressentimento.
 
O silêncio deixavam-os numa angustia interminável.
 
Agatha aguçou seus ouvidos, abriu mais os olhos procurando por algum sinal de monstro ou qualquer animal.
 
― Não há nada por aqui Agatha.
 
A garota levantou a mão, fazendo quem falou se calar imediatamente. Um bater forte de asas chamou sua atenção, olhou para os outros .
 
―Ouviram isso? ―   perguntou já com o arco apontado para cima
 
Nenhum deles respondeu, todos abaixaram as armas e ficaram desleixados, desafiando a filha de Zeus.
 
― Não ouvimos nada. ―  disse um outro semideus ― Vamos voltar aos postos.  
 
Agatha fechou os olhos, uma raiva súbita tomou conta da sua cabeça, mas logo voltou a abri-los.
 
― Preparem as armas! Confiem em mim se não morreram, entendidos?  
 
Todos prepararam suas armas, ficando a espera de alguma coisa. O barulho voltou ainda mais forte, fazendo com que os outros agora ficassem ainda mais atentos. Agatha fez um sinal com a cabeça, os que possuíam espadas ou adagas entraram na floresta, os que tinham arco ficaram a postos esperando algum alvo.
 
Para a surpresa e desespero de todos, não era um alvo apenas, eram vários. Pássaros do tamanho de homens adultos vinham na direção dos arqueiros e outros mergulhavam na floresta para despedaçar os que entraram. Agatha não permitiu que se aproximassem mais deles, lançou sua flecha enquanto os outros faziam o mesmo, cada um focando em uma das aves que vinham num voo mortal na direção deles.
 
A garota rolou para o lado quando o pássaro tentou agarrá-la com suas patas,os gritos das demais aves perturbavam sua cabeça. Deixou o arco de lado e ativou sua espada, ficando de frente para o enorme pássaro. Aquele não era um pássaro normal, eram Aves do Lago Estínfalo, terríveis pássaros que se alimentavam de carne humana, possuíam bicos e garras de ferro. Agatha se lembrava do mito, Hércules derrotou todas elas com ajuda de Hefesto,mas agora lá estavam elas, vindas do Tártaro, prontas para matar qualquer coisa com vida a sua frente.
 
Agatha desviou do bico do animal e cravou sua espada em seu pescoço, transformando-o em pó dourado. Olhou para os lados, muitos de seus colegas estavam lutando com outras aves, ainda haviam muitas nos céus, mas elas estranhamente não vinham atacar, elas simplesmente ficavam rodando em círculos no ar, parecendo... parecendo proteger algo, ou seria ilusão da filha de Zeus? Não, não podia ser. O mau pressentimento de Agatha aumentava a cada instante, aqueles pássaros eram apenas uma distração, havia algo maior vindo, algo que não conseguiriam matar sozinhos.
 
Atirou o máximo de flechas que tinha naqueles pássaros, matando todos os que mirava, mas mesmo derrubando muitos, aquilo não impediu do restante continuar girando em círculos.
 
Sacou sua espada mais uma vez, correu para auxiliar os outros que travavam batalhas com mais de três aves ao mesmo tempo, desavisados, os pássaros não esperavam que ela fincasse sua espada em suas costas. Haviam alguns feridos no seu campo de visão e uma das regras dos guardas era não deixar feridos a mercê de monstros.
 
Agatha arrastou alguns para fora do perigo, fazia o máximo que podia para não deixar ninguém se ferir gravemente naquele campo de batalha. Eram poucos, oito guardas no máximo e havia um exército a sua frente, mesmo que ela não gostasse da ideia, tinha que fazer isso, se não essas aves entrariam no refúgio.
 
Tocou o pedaço de pano em seu pescoço, pedindo ajuda. Logo os reforços viriam e as coisas iriam se acalmar, mas não foi isso que aconteceu quando Agatha olhou para cima.
 
Os pássaros que rodavam em círculos agora se encontravam parados, em fileira, olhando para os semideuses que restavam em pé. Os que tinham entrado na floresta, já tinham voltado para a de inicio posição, bem na frente da entrada do refúgio. Três figuras se destacavam nos animais alados. Figuras de mulheres com asas de morcegos, garras afiadas...
 
Eram Fúrias.
 
Os olhos azuis da garota se arregalaram, não tinha mais flechas com ela e os outros não pareciam estar em melhor situação. Precisavam daquele grupo agora, se não estariam perdidos. Seus pensamentos foram atendidos,pois no mesmo instante que pensou nisso, ouviu uma voz conhecida chamar seu nome.


― Agatha! Espero que seja muito importante o seu chamado, porque se não for... ―   a fala foi cortada.
 
― Talvez um exército de aves gigantes de ferro e três fúrias seja o suficiente pra isso não é? ―  respondeu Agatha, ao seu colega, Damon que tinha acabado de chegar com seu grupo.
 
As Fúrias continuavam paradas, apenas batendo suas asas, se mantendo no alto, igual as aves. Pareciam procurar por algo,por alguém,olhavam todos os semideuses, analisando-os. Uma das Fúrias focou seu olhar em Agatha, as outras pareciam ter focado seu olhar em outros semideuses também. Um grito saiu da Fúria do meio, o grupo de monstros alados avançou, dando um mergulho mortal a encontro de determinados semideuses, ignorando os humanos que estavam entre eles.
 
Uma Fúria foi em direção de Damon, com as garras prontas para perfurar seu peito, outra fora atrás de outro semideus que não reconhecia de longe e a terceira vinha em sua direção com uma velocidade impressionante.
 
Preparou sua espada para o choque, agora não estava lutando pelo grupo e sim por sua sobrevivência.
 
― Ninguém sobreviverá, nenhum de vocês. Os deuses nunca mais iram reinar! ―   disse a Fúria que vinha na direção da filha de Zeus.
 
O choque foi forte, levou a garota contra o muro do Zoológico. Faíscas saíram no encontro, Agatha se sentia supercarregada, não sentia isso a anos, mas não ligou para o fato, empurrou a Fúria para longe dela.
 
― Quem morrerá será você, ou o Damon, vou ficar feliz em qualquer uma dessas situações.  
 
Com a espada apontada para a Fúria, Agatha abriu um sorriso sarcástico, a desafiando a avançar e o monstro avançou.
 
Agora era tudo ou nada.  


Última edição por Pichu em Sab Dez 13, 2014 10:33 pm, editado 1 vez(es)

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Att em Sab Dez 13, 2014 10:14 pm

pra alfinetar o Damon, claro u.u

curti o capitulo sim, e deu para ter uma ideia do que a personagem faz, apesar de obviamente ela ser meio metidinha neh u.u

Quem quiser postar a seguir pode se sentir a vontade o/

Att
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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Netuno em Sab Dez 13, 2014 11:20 pm

Concordo com o Att. Bastante metida kkkk

A história ficou legal, mi amore. A mesma critica que fiz ao Att por MP se encaixaria a você, mas seria uma bela besteira repetir o mesmo. Além do mais, não estamos fazendo necessariamente um livro para ser tão exigente. A sua história cumpriu seu objetivo de entreter, na minha opinião, o que é bom em parte.

Obviamente, tem algumas questões soltas, tipo: o velocino de ouro, querendo ou não, protegeria o local como a árvore de Thalia o fazia, sendo muito difícil monstros penetrarem no local. Porque os monstros vieram atacar, então? Só por diversão? E se a resposta for "a defesa do velocino de ouro não é absoluta, e por isso vieram em grande número para atacar" deixa a pergunta do "por que agora?". Pensando sob o aspecto dos titãs, não haveria interesse algum em nós, já que vivemos num cubículo se comparado ao mundo, e, devido ao nosso comodismo, pensando somente na sobrevivência, não representamos ameaça alguma.

Mas fiquem tranquilos. Pensei nas respostas, por mais bestas que algumas delas sejam kkkk Bem, já que tu não me incluiu ai no meio não preciso mudar o roteiro do meu capítulo. Para alcançar vocês terá o capítulo inicial e o segundo.

Enfim, o capítulo ficou bom. Agatha, é? Legal o nome. Agatha convencida, Damon cara de poucas palavras. Interessante, cada um começou a ter personalidade definida.

Bem, inté o próximo capítulo. Se a Robina, a Esquila ou a Lari quiser fazer o seu POV pode fazer Wink Como disse, vou tentar começar a voltar escrever amanhã, mas não sei se terminarei no mesmo dia. Provavelmente não. Então só peço a vcs pra não me deixarem muito para trás no segmento da história.

Novamente, inté Wink

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por teacup em Dom Dez 14, 2014 11:55 am

Adorei ambos os capítulos.
A ambientação ficou ótima e, pra uma pessoa que gosta de imaginar as cenas ao ler, nada deixou a desejar quanto a isso. Consegui claramente ver o caos selvagem que se tornou NYC e deu pra imaginar muito bem como seria a organização no abrigo.
A escrita dos dois também está muito boa, embora uma virgula ou outra pudesse ser de bom uso em certas partes e no post da Nat eu tenha visto o uso casual de vícios de linguagem. Fora isso, a narrativa, ao meu ver, estava perfeita.

Quanto aos personagens, gostei muito do Damon, ele tem um lado humano bem visível que me permitiu sentir uma certa conexão com ele. A Agatha, bem, vou ter que concordar com todos e dizer que ela me passou a impressão de ser realmente bem metida IUFVOISHFVIUSHVOFSIFVSV Mas de qualquer forma, ambos revelam um bom espaço pra desenvolvimento pessoal, o que eu creio ser bem importante.

Se ninguém se candidatar, posso ser a próxima a escrever, estou animada e já plotei algumas coisas pra minha personagem (que aliás vou ter que mandar para os encarregados da trama da fic pra saber se não vai interferir em nada), embora ache que possa demorar pelo menos uns dois dias para o capítulo sair (escrever qualquer coisa com mais de 1000 palavras e revisar demora mais ou menos isso pra mim).

Parabéns pelos capítulos de ambos e c ya, folks c:

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Annie em Dom Dez 14, 2014 7:31 pm

Gena e Lissa já falaram tudo então né... Realmente em algumas partes faltam umas vírgulas, mas nada tão grave -q
Amei os dois capítulos, e já estou começando a pensar o que posso escrever para ficar tão legal assim kkkk enfim... é isso. Vou demorar um pouco pra escrever por vários motivos, se quiserem saber só pedir que listarei-q dfghjkgdhs
Só tenho umas dúvidas antes de escrever, pergunto aqui ou no outro tópico, ou faremos um tópico específico pra confabularmos...?

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Netuno em Dom Dez 14, 2014 8:41 pm

Annie escreveu:Gena e Lissa já falaram tudo então né... Realmente em algumas partes faltam umas vírgulas, mas nada tão grave -q
Amei os dois capítulos, e já estou começando a pensar o que posso escrever para ficar tão legal assim kkkk enfim... é isso. Vou demorar um pouco pra escrever por vários motivos, se quiserem saber só pedir que listarei-q dfghjkgdhs
Só tenho umas dúvidas antes de escrever, pergunto aqui ou no outro tópico, ou faremos um tópico específico pra confabularmos...?

Bem, porque você não disse logo sua dúvida no post de sua resposta? Rolling Eyes kkk
Seguinte, se geral tiverem dúvida sobre alguma coisa, envia uma MP pro Netuno aqui que eu responderei todas elas. Para "confabularmos" (essa expressão merece o prêmio do ano kkk), bem... bom seria se nos falássemos no chat, já que eu tenho o poder de apagar tudo escrito logo depois que terminar. Mas envia primeiramente uma MP. Caso necessite de discussão, conversamos no chat, blz?

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Pichu em Dom Dez 14, 2014 9:48 pm

Não só pro Netuno viu? Enviem pra mim e pro Att, ou podemos criar um grupo no whats pra ser mais fácil! ;3 
Obrigada pelos elogios, vou tentar tomar cuidado com os vicios de linguagem, vale por avisarem <3
Estou esperando os textos de todos. ;3 bem, vao escrevendo e decidam quem posta primeiro. Quero ver no que vai dar, e qualquer coisa que voce ache duvidoso colocar é só pedir sugestao, pois essa fic é de todos ;3

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Att em Dom Dez 14, 2014 10:55 pm

Sim, dúvidas mandem no face, mp, e ai falemos no chat mesmo pois será mais simples XD
Para ser mais fácil quem for escrever já posta aqui para os outros saberem o´/

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por teacup em Dom Dez 14, 2014 11:53 pm

Já que minhas dúvidas já foram tiradas, que fique avisado que já comecei a escrever meu capitulo. Se Gena não for o próximo, por favor que seja eu UHSOIFDUVHIUFVHSFDH

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Pichu em Seg Dez 15, 2014 1:02 am

Por favor que todos esses personagens novos nao sejam chatos como o Damon, amém!
Hahahahhaha
xD to ansiosa pra ver os personagens de vocês e seus capitulos, podem interagir com a Agatha sem problema viu? Hahaha

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Annie em Seg Dez 15, 2014 12:32 pm

Já me responderam também o que eu queria saber, mas se aparecer mais coisa eu pergunto mesmo dskjfhkjdsf
Eu ainda vou demorar um pouco, meu tempo no computador está difícil essa semana e.e

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Netuno em Seg Dez 15, 2014 3:17 pm

teacup escreveu:Já que minhas dúvidas já foram tiradas, que fique avisado que já comecei a escrever meu capitulo. Se Gena não for o próximo, por favor que seja eu UHSOIFDUVHIUFVHSFDH

Pode ser, Robina. Mas se tiver ideias mirabolantes (tipo eu), antes de postar, me envie uma mp com elas ou com o capítulo já pronto, desta forma posso adaptar meu roteiro mirabolante. Ideias malucas não são problema, e não vai atrapalhar em nada. Vai mais ajudar do que atrapalhar, mas só avise antes pra mim.

O meu capítulo 1 vai pegar um dia antes do ataque e vai finalizar, como os outros, no começo do ataque em si, que no meu estará escrito que irá começar na aurora (amanhecer) do segundo dia. A luta viria no capítulo 2.

Se você tbm irá escrever antes do ataque, me avise, como disse anteriormente, porque minha parte do dia anterior estará diretamente ligada com as razões e motivações do ataque, entre outros questionamentos. Por isso é algo que eu tenho dar uma olhada para adaptar as circunstâncias, se necessário.

por Annie em Seg Dez 15, 2014 9:32 am
Já me responderam também o que eu queria saber, mas se aparecer mais coisa eu pergunto mesmo dskjfhkjdsf
Eu ainda vou demorar um pouco, meu tempo no computador está difícil essa semana e.e

Eu compreendo, esquila. Acho que tbm vou enrolar um pouco Razz

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Annie em Seg Dez 15, 2014 5:10 pm

Esquila teu ** dsklkldf

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por teacup em Seg Dez 15, 2014 6:43 pm

o meu não vai ter nada do que acontece antes (talvez algumas referências ao passado da minha personagem, nada que seja relevante para o ataque), mas vou acrescentar um pouco do decorrer dos fatos, então assim que terminar de escrever eu te mando pra você ver etc :3

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por River em Ter Dez 16, 2014 1:14 am

Gente, estou emocionada adiantadamente porque sinto que esta fic ficará uma coisa tão linda  Uaa

 Aguardando sair o cap do Gena e da Lissa, pelo menos, para poder escrever o meu, e Gena, eu sou maluca e com uma imaginação um pouco muito fértil então já estou tendo ideias mirabolantes aqui, dependendo de como andar os próximos caps eu te mando uma MP com minhas humildes loucuras

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Gabriel em Ter Dez 16, 2014 1:58 am

Pichu escreveu:Por favor que todos esses personagens novos nao sejam chatos como o Damon, amém!
Hahahahhaha
xD to ansiosa pra ver os personagens de vocês e seus capitulos, podem interagir com a Agatha sem problema viu? Hahaha

Caso meu personagem venha a dialogar com você na estória, pedirei sua ajuda. Para não desviar o perfil da Ághata.

E ESSA FIC TÁ COM CARA DE QUE VAI FICAR SODA!

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Netuno em Qua Dez 24, 2014 3:39 pm

Bem gente, depois de tanta enroleira, está aí o Prólogo, o Capítulo um e o dois (que está num post abaixo desse) da minha parte. Sério, eu não achava que iria dar isso tudo. Mas já que já fiz, ta aew. Espero que gostem, e vão fazendo já a parte de vocês, já que minha enroleira deu automaticamente tempo para vocês Razz  Bem, para ler ou vocês ficam com o mouse em cima da imagens, ou leia nos  spoilers abaixo das imagens. Bem, é isso. Inté Wink



 

 

 
Se7en

 
Prólogo

 

    Uma dúvida cabal azucrinou Seven pelo resto do dia. Se eles viviam em um zoológico, onde cada ninho criado no chão - um amontoado de madeiras com pregos em seus entraves, localizadas dentro de jaulas para qualquer espécime de humano aproveitar a vida, das mais exóticas variedades de transtornos e futilidades vindas do inconsciente, agora eram comprovadamente animais selvagens a amostra. Deste argumento irrefutável, a pergunta nascida como um fantasma em plena manhã, era desde quando os homens se transformaram nas galinhas dos monstros mitológicos, criados em cercos e alimentados diariamente para ser devorados depois da engorda? Não, ele conhecia a resposta para esta questão. Aliás, isso acontecia nos arredores do zoológico, em outro mundo de jaulas, das quais só ele e seu grupo de exploração tinham o privilégio de avistá-los em plena atividade. Era mais duro quando presenciavam canibalismos. Porém, o zoológico com humanos e semideuses era diferente, pois encontrava-se fechado por motivos técnicos de busca pela sobrevivência. Uma parte perspicaz das galinhas, desta vez, tinham isolado um local e plantado um estandarte dizendo um severo “é meu”. E Seven era o galo de briga que ajudava a manter os monstros do lado de fora. A real pergunta que o atormentava era a do porquê se sentia tão motivado a devolver o mundo para os humanos. Conseguia ver somente uma inversão desastrada e, pasmem, apocalíptica, de quem estaria no topo do poder. O homem é o lobo do homem. Do mesmo modo que humanos se transformam em galinhas, podem se transformar em monstros. E o equilíbrio se manteria eternamente.  

 Talvez seja por isso, e se não fosse que se danasse, o motivo de estar no meio de uma ode generalizada de caos que diminuía uma taverna a um covil de ratos magricelas, convencidos a espertos. Daquelas em que se descobre, por meio de análise cartesiana, ou dialética de Aristóteles, que palhaços podem chorar de tristeza. Cob iria contar, cheio de si e de bafo, queimante nas narinas de quem inalava, uma piada de pescador. Ririam e brindariam o mar. Malcolm iria reclamar sobre o período de fome que permitia contar a olho nu o número de costelas de cada criança que corriam em círculos naquele cubículo que chamavam de abrigo. Todos chorariam e brindariam por tempo melhores. Viria a vez do Carl de falar sobre seu filho, que ficou abismado quando soube que a carne do churrasco do qual serviria a família seria a do seu cachorrinho Toby, seu melhor amigo. O menino comeu o suficiente para estufar a barriga. E todos ririam para logo em seguida chorarem. Brindariam ter algo ainda para comer.

 Ninguém sabia ao certo o que perseguia. De repente a ideia de sentido da vida é o mesmo que alcançar o horizonte, ou viajar dentro de um balão mágico, movido a um fogo celestial realizador de sonhos, donde consegue voar a distâncias inimagináveis em busca de uma estrela alva e tenra, acolhedora como um lar. E quando alcançada, exibiria um brilho pacífico, sublime, que se guardaria na memória como a mais bela representação da felicidade; ou cantaria uma melodia doce, angelical, banhada em formosura, como num canto das sereias, que arrancaria o mais sincero sorriso do rosto do viajante; ou tocaria a sua alma, nem que por um curto período de tempo, e tudo iria se esclarecer como num lampejo de lembrança. Ou todos juntos. Mas o horizonte é inalcançável. Estrelas, contava os sábios em fábulas e contos de fada, somente na fúnebre morte.

 Um branquelo com sardas espalhadas pelo rosto ligeiramente apagadas pelas sujeiras de graxa, com fedor de haxixe impregnado em sua roupa de tecido equiparada a de mendigos que não teve uma boa colheita de bondade no mês, igualmente manchada com a cor negra, desafiou Seven, não soube quando ou o porquê, para ver quem tinha o pau maior dentre os dois. A aposta não era em dinheiro, pois notas de papel, agora, era tão inúteis quanto deveria ser naquela época. Sobrava somente a antiga barganha - ou se troca uma balinha por meia dúzia de porcos, ou o dono dos porcos seria roubado, de qualquer maneira. Mas a em questão era de que o perdedor abriria a boca e engoliria o mijo do vencedor, estocada a muito tempo graças a divina bebida. Os dois abaixaram as calças e, se você acreditar que tontura é ótima para a visão, mediram meticulosamente cada palmo. Eles estavam bêbados demais para se importar com o público, e o público estava bêbado demais para se lembrar mais tarde.

 O Banho de urina que Seven deu no branquelo despertou um novo alvoroço dentro do alvoroço antigo. A alegria do espetáculo deixou cada homem daquela taverna afetado, renovado, e agora brindariam aos amigos e as folias. Decidiram, logo em seguida, na saideira infinita, que os problemas da vida são insolúveis. O branquelo, agora fedendo urina, haxixe e álcool, do qual faria um sóbrio trazer lentamente um vômito corrosivo que escalaria lentamente pela garganta até chegar a boca, argumentou que talvez no vigésimo primeiro brinde descobririam a solução para os problemas. Caso contrário, brindariam de novo por não descobrirem.

 Para não perder o jeito, no momento do brinde, Seven pegou um copo de cerveja e quebrou na cabeça de qualquer um, desde que tivesse ainda a cabeça acima dos ombros e do pescoço. Essa era a sua segunda ideia predileta de diversão. Um novíssimo alvoroço surgiu, para deixar o antigo novo alvoroço ainda mais insano. E uma briga coletiva começou. Cada um com punhos em posição, ou cadeiras armadas na mão visando o alvo, e mesas redondas os amortecedores das prováveis quedas.

 Foi quando ele percebeu.

 Gritou, para compartilhar sua mais nova descoberta, utilizando todas as forças das partes ainda sóbrias do pulmão preguiçoso. Da primeira vez, as palavras saíram meio embaraçadas. Na segunda tentativa, agora com olhos mais arregalados, se ouviu as palavras acima da música das caixas de som, dos balbucios infindáveis e irracionais, do amor e ira entre amigos forjados pela cerveja, do vento lá fora, que desvencilhava-se entre as frestas do teto mal acabado da taverna e das paredes velhas, dos roídos de ratos, desaparecendo e reaparecendo logo em seguida carregando uma sobra qualquer de pele de esquilo putrefata na boca, antes guardada no estoque dos fundos. Sentado numa das cadeiras do balcão, pois ninguém brigaria por iniciativa própria com ele, segurou, desta vez sozinho – os outros estavam ocupados demais em suas tarefas de não levar socos - seu copo de cerveja, levou-o para o alto, e se ouviu o mais sóbrio dos brindes daquela noite:

         “Um brinde ao nada”.
 

 


 
 


Spoiler:
   Uma dúvida cabal azucrinou Seven pelo resto do dia. Se eles viviam em um zoológico, onde cada ninho criado no chão - um amontoado de madeiras com pregos em seus entraves, localizadas dentro de jaulas para qualquer espécime de humano aproveitar a vida, das mais exóticas variedades de transtornos e futilidades vindas do inconsciente, agora eram comprovadamente animais selvagens a amostra. Deste argumento irrefutável, a pergunta nascida como um fantasma em plena manhã, era desde quando os homens se transformaram nas galinhas dos monstros mitológicos, criados em cercos e alimentados diariamente para ser devorados depois da engorda? Não, ele conhecia a resposta para esta questão. Aliás, isso acontecia nos arredores do zoológico, em outro mundo de jaulas, das quais só ele e seu grupo de exploração tinham o privilégio de avistá-los em plena atividade. Era mais duro quando presenciavam canibalismos. Porém, o zoológico com humanos e semideuses era diferente, pois encontrava-se fechado por motivos técnicos de busca pela sobrevivência. Uma parte perspicaz das galinhas, desta vez, tinham isolado um local e plantado um estandarte dizendo um severo “é meu”. E Seven era o galo de briga que ajudava a manter os monstros do lado de fora. A real pergunta que o atormentava era a do porquê se sentia tão motivado a devolver o mundo para os humanos. Conseguia ver somente uma inversão desastrada e, pasmem, apocalíptica, de quem estaria no topo do poder. O homem é o lobo do homem. Do mesmo modo que humanos se transformam em galinhas, podem se transformar em monstros. E o equilíbrio se manteria eternamente.  

 Talvez seja por isso, e se não fosse que se danasse, o motivo de estar no meio de uma ode generalizada de caos que diminuía uma taverna a um covil de ratos magricelas, convencidos a espertos. Daquelas em que se descobre, por meio de análise cartesiana, ou dialética de Aristóteles, que palhaços podem chorar de tristeza. Cob iria contar, cheio de si e de bafo, queimante nas narinas de quem inalava, uma piada de pescador. Ririam e brindariam o mar. Malcolm iria reclamar sobre o período de fome que permitia contar a olho nu o número de costelas de cada criança que corriam em círculos naquele cubículo que chamavam de abrigo. Todos chorariam e brindariam por tempo melhores. Viria a vez do Carl de falar sobre seu filho, que ficou abismado quando soube que a carne do churrasco do qual serviria a família seria a do seu cachorrinho Toby, seu melhor amigo. O menino comeu o suficiente para estufar a barriga. E todos ririam para logo em seguida chorarem. Brindariam ter algo ainda para comer.

 Ninguém sabia ao certo o que perseguia. De repente a ideia de sentido da vida é o mesmo que alcançar o horizonte, ou viajar dentro de um balão mágico, movido a um fogo celestial realizador de sonhos, donde consegue voar a distâncias inimagináveis em busca de uma estrela alva e tenra, acolhedora como um lar. E quando alcançada, exibiria um brilho pacífico, sublime, que se guardaria na memória como a mais bela representação da felicidade; ou cantaria uma melodia doce, angelical, banhada em formosura, como num canto das sereias, que arrancaria o mais sincero sorriso do rosto do viajante; ou tocaria a sua alma, nem que por um curto período de tempo, e tudo iria se esclarecer como num lampejo de lembrança. Ou todos juntos. Mas o horizonte é inalcançável. Estrelas, contava os sábios em fábulas e contos de fada, somente na fúnebre morte.

 Um branquelo com sardas espalhadas pelo rosto ligeiramente apagadas pelas sujeiras de graxa, com fedor de haxixe impregnado em sua roupa de tecido equiparada a de mendigos que não teve uma boa colheita de bondade no mês, igualmente manchada com a cor negra, desafiou Seven, não soube quando ou o porquê, para ver quem tinha o pau maior dentre os dois. A aposta não era em dinheiro, pois notas de papel, agora, era tão inúteis quanto deveria ser naquela época. Sobrava somente a antiga barganha - ou se troca uma balinha por meia dúzia de porcos, ou o dono dos porcos seria roubado, de qualquer maneira. Mas a em questão era de que o perdedor abriria a boca e engoliria o mijo do vencedor, estocada a muito tempo graças a divina bebida. Os dois abaixaram as calças e, se você acreditar que tontura é ótima para a visão, mediram meticulosamente cada palmo. Eles estavam bêbados demais para se importar com o público, e o público estava bêbado demais para se lembrar mais tarde.

 O Banho de urina que Seven deu no branquelo despertou um novo alvoroço dentro do alvoroço antigo. A alegria do espetáculo deixou cada homem daquela taverna afetado, renovado, e agora brindariam aos amigos e as folias. Decidiram, logo em seguida, na saideira infinita, que os problemas da vida são insolúveis. O branquelo, agora fedendo urina, haxixe e álcool, do qual faria um sóbrio trazer lentamente um vômito corrosivo que escalaria lentamente pela garganta até chegar a boca, argumentou que talvez no vigésimo primeiro brinde descobririam a solução para os problemas. Caso contrário, brindariam de novo por não descobrirem.

 Para não perder o jeito, no momento do brinde, Seven pegou um copo de cerveja e quebrou na cabeça de qualquer um, desde que tivesse ainda a cabeça acima dos ombros e do pescoço. Essa era a sua segunda ideia predileta de diversão. Um novíssimo alvoroço surgiu, para deixar o antigo novo alvoroço ainda mais insano. E uma briga coletiva começou. Cada um com punhos em posição, ou cadeiras armadas na mão visando o alvo, e mesas redondas os amortecedores das prováveis quedas.

 Foi quando ele percebeu.

 Gritou, para compartilhar sua mais nova descoberta, utilizando todas as forças das partes ainda sóbrias do pulmão preguiçoso. Da primeira vez, as palavras saíram meio embaraçadas. Na segunda tentativa, agora com olhos mais arregalados, se ouviu as palavras acima da música das caixas de som, dos balbucios infindáveis e irracionais, do amor e ira entre amigos forjados pela cerveja, do vento lá fora, que desvencilhava-se entre as frestas do teto mal acabado da taverna e das paredes velhas, dos roídos de ratos, desaparecendo e reaparecendo logo em seguida carregando uma sobra qualquer de pele de esquilo putrefata na boca, antes guardada no estoque dos fundos. Sentado numa das cadeiras do balcão, pois ninguém brigaria por iniciativa própria com ele, segurou, desta vez sozinho – os outros estavam ocupados demais em suas tarefas de não levar socos - seu copo de cerveja, levou-o para o alto, e se ouviu o mais sóbrio dos brindes daquela noite:

         “Um brinde ao nada”.



2 DIAS ANTES dos acontecimentos narrados nos POVs anteriores:

 

 

 

 
Se7en

 
O Monstro Favorito

 

 A cabeça. Ele lembrava que tinha uma porque latejava o bastante para um rinoceronte cair de lado e nem sequer lembrar que precisava levantar outra vez. Aliás, precisava?

Infelizmente, a resposta era afirmativa. Principalmente porque tinha uma morena do outro lado da cama, acariciando as suas costas. Tinha duas opções para explicar quem era aquela mulher: a) uma prostituta, provavelmente de luxo, porque tinha curvas o suficiente para fazer um japonês de um anime qualquer espirrar sangue pelo nariz; b) Uma fã forever do Seven, da qual pensava, em suas reflexões levemente direcionadas a loucura, que ele deveria ser um príncipe/herói/foda montado num cavalo branco e que quando sorria um brilho surgia entre seus dentes brancos, e então nesse momento algo começaria a molhar.

Pensando sobre esse ângulo, sua cabeça começou a pulsar ainda mais, semelhante a bomba do bomberman. Olhou para o sabre de Star Wars, na instante de cima, ao lado do ursinho de pelúcia do mestre yoda, dos quais juntavam-se com vários outros espécimes maravilhosos de colecionador que o Adrian Godoy, seu melhor amigo – embora não gostasse de falar isso em voz alta – adorava. Quando criança, no meio do caos que havia se transformado o mundo, se instalou numa mansão e, como gostava de tudo relacionado a animes, hqs, filmes, seriados... acabava por procurar, junto ao seu pai, tudo relacionado que sobrava naquela cidade de Nova York deserta, a não ser por plantas selvagens, hera, e algumas árvores pré-históricas. De vez em quando havia alguns monstros também. O que antes causava orgasmos nerds múltiplos, hoje não importava basicamente em nada. Serviam somente para lhe trazer lembranças das aventuras que viveu para adquirir cada um deles, com seu pai.

Focou no sabre de luz. Seria uma boa ideia espantá-la com ele.

Na verdade é uma péssima ideia. É... vou ter que fazer a parte chata.

Tomou um banho, cantando Singing in the Rain, de Geny Kelly, sua música predileta, vestiu seu melhor terno, e, quando pensou em expulsar a garota, ela estava sentada na cama, vestida com sua blusa rosada apertada o suficiente para deixa-lo desconfortável, e com as pernas cruzadas de modo a mostrar a exuberância do comprimento de suas coxas. Isso contribuiu para deixa-lo mais desconfortável. E tinha aquele sorriso sacana, com aquele olhar malicioso. Não estava ajudando.

- Érr... – engoliu a saliva. Respirou fundo o suficiente para qualquer ser com um pouco de inteligência perceber o quanto estava perdido. 1...2...3... você tem compromisso, e são com criancinhas adoráveis, agora não...6...7 , pensou consigo mesmo -  Você vai ter que sair. Sério, talvez nos encontraremos novamente por aí e con...

Ela segurou no zíper de sua calça e o desceu va-ga-ro-sa-men-te.

- Quem... é você? – soou muito como se ele tivesse falando com um fantasma que acabou de derrubar uma cadeira qualquer na sala ou fez a janela ventar mais que o normal.

Ela não respondeu. As coisas estavam ficando quentes e avançadas. Seven girou os olhos e riu. Annie, mais uma vez fazendo minha vida um pouco mais triste... Afastou a garota.

- Você é minha fã ou uma integrante da profissão mais antiga do mundo?

Primeiramente ela não entendeu. O processamento de informação se deu lentamente, carregando pouco a pouco. Quando compreendeu estava na metade do trabalho que tinha se proposto a fazer. Ela se ofendeu e soltou um grande “O QUE?!” . Missão cumprida. Conseguiu transformar mais uma fã número um em uma hater que desataria num riso maléfico quando visse Seven na pior.

O Abrigo em que os sobreviventes da segunda guerra dos titãs se alojaram era simplesmente o zoológico de Nova York. Antigamente era dividido em aproximadamente dezesseis jaulas, espalhadas nos mais variados tipos de zonas climáticas, desde a temperada até a tropical, cada uma com suas características particulares de flora. Em cada jaula, relativamente ao seu tamanho, se tornara ou um órgão administrativo interno ou onde se situava os dormitórios a céu aberto, a não ser certas exceções de famílias que conseguiram construir minúsculas casas de madeira. Seven tinha certas regalias, como ter um dormitório somente para ele de um dos prédios remanescentes fora das jaulas, porque era o líder das forças de exploração e de extermínio. Nesse momento, tinha que dirigir-se ao prédio da escola do zoológico, que antes ensinava sobre animaizinhos e a preservá-los. Agora ensina crianças a matar os animaizinhos e fritá-los na janta. E ensina a matar monstros também. Literalmente.

Usou um manto para esconder sua face e evitar o seu reconhecimento entre as pessoas que caminhavam nas ruas. Chegou e já deu de cara com Annie na entrada, filha de Athena, esperando com os braços cruzados, e com a boca retorcida. Ela conseguia ser assustadora quando queria, como naquele exato momento em que seus olhos cinzentos como a tempestade iria soltar raios em Seven, o coitado, vítima das cruéis circunstâncias.

- Alguém já te disse que você fica sexy com esse seu cabelo espetacularmente solto? – Seven arriscou
- Vai ser necessário mais que isso para eu te desculpar

Seven deu de costas.

- Deixa eu acabar logo com essa tortura.

Em uma das salas, as crianças estavam sentadas no tatame azulado que cobria o piso da sala, de textura emborrachada. As crianças se dividiam claramente em raças, entre semideuses e humanos, cada grupo em seus lados opostos do cômodo. Annie é gente boa, provavelmente não foi ela que os separou, Seven imaginou. As próprias crianças, seja a atitude de um grupo isolado ou de ambos, tinha arcado com esta segregação. Quando Seven se apresentou diante delas, nada mais importava senão prestar atenção no herói vivo. Menos uma delas, uma que, mal sabia Seven, estava preparando algo na calada da Escola...

- O Chris não veio denovo... – Disse Annie, de um modo introspectivo, procurando o garoto na sala e criando um lembrete em sua cabeça. Depois, falou abertamente - Crianças, aqui está o último dos líderes daqui do nosso abrigo a apresentar a profissão. Seven, líder das forças de exploração e extermínio irá contar um pouco seu trabalho, então, vamos bater palmas.

E todos bateram e alguns inclusive assobiaram. Se eles soubessem o que aconteceu no quarto hoje de manhã eles iriam repensar seus valores, pensou Seven, divertindo-se com a inocência das crianças.

- Conte-nos um pouco sobre a sua profissão e de seu grupo – Annie puxou Seven da cadeira e o empurrou para frente das crianças. Seven foi tropeçando até chegar lá – o palco é seu – Annie voltou e sentou numa cadeira encostada no quadro negro, e relaxou. Tinha se livrado do barulhento comboio de crianças.

Seven tomou a fala em pé, a contragosto.

- Bem, como vocês devem saber, e não vou me delongar muito sobre isso, resumidamente procuramos locais com água e caça, que é indicado por filhos de Deméter e Poseidon, dos quais tem sentidos da natureza e de onde há água. Nós vemos se é seguro. E também temos que manter um certo expediente seguro de monstros ao redor do abrigo, daí vem a parte mais legal do nosso trabalho, que é matar monstros –  Colocou as duas mãos no rosto e fez um “O” com a boca, demonstrando um susto. As crianças se divertiram. Com um sorriso de moleque estampado no rosto, prosseguiu – Fazemos parte dos três grupos principais que lidam diretamente com monstros, sendo os outros dois o de caça, liderado pelo Damon, e o de guarda, dividido em dois grupos que intercalam-se entre si, liderado por Agatha e Kalel.
- O Kalel era bacana, mas a Agatha e o Damon era uns chatos – um gordinho, trajado com um camisa preta estampada com a foto do Ride the lightning, um álbum do Metallica, se manifestou no meio – O Damon só falava de camuflagem, camuflagem... eu só vi a “camuflagem” derrubando um de cada vez no chão em efeito cascata... chóoo – imitou o som da cachoeira quando choca-se contra as pedras. Arrancou uns risos das crianças.
- E a Agatha – agora quem falou foi um garotinho pequeno, sentado no fundo. Seven teve que se esforçar um pouco para identifica-lo – Ela parecia que queria estrangular a gente a cada vez que não entendíamos ou perguntávamos alguma coisa.
- É – uma garotinha de cabelos loiros e clara como algodão tomou a palavra – Eu achei que ela ia pular na minha garganta quando perguntei o que ela achava de você – Falou gangorreando para trás e demonstrando um lindo sorriso. Agora a risada foi na sala toda. Com certeza Seven não queria saber a resposta da pergunta da garotinha.

Olhou para a Annie, e ela sorria desajeitada, coçando a nuca. Se ela pudesse falar algo para se defender, seria um “sabe como é, né?”. Seven voltou seu olhar para a plateia.

- Kalel é um bom soldado e até carismático, mas seu modo de lutar é limitado em um tipo de técnica, e por isso e cheio de vícios e previsível. Damon é meio caladão, não é muito bom com as palavras, sabe... teve uma certa vez que, quando ele foi caçar um gato selvagem, ele acabou perdendo a batalha e a língua. Já a Agatha... bem, ela tem aquela cara assassina, mas a verdade é que ela melhora – na verdade piora, mas não achou bom falar aquilo – com o tempo – Voltou ao raciocínio original – Enfim, acho que já falei tudo.

Annie se apressou em continuar com a entrevista. Ela não iria desapegar-se tão fácil de seu relaxamento.

- Perguntas, meninos?

Um menino humano, com as mãos enfiadas nos bolsos da sua calça, e ombros encolhidos, tentou formular, deslizando na pronúncia, uma pergunta.

- Bem... eu gosto muito... muito do senhor – pausou por um momento. Pirragueou – É...
- Pergunte logo, quatro olhos! – o gordinho, agora com pinta de valentão, tentou apressá-lo
- Cala a boca... seu... rolha de poço – o menino humano tentou se defender, sem nenhuma convicção nas palavras
- Crianças, parem com isso... – Seven, tentou, inutilmente intervir
- Agora a criancinha inferior vai tentar me ofender, seu bosta
- PAREM COM ISSO, AGORA – Annie, utilizando de maneira positiva sua habilidade de assustar as pessoas, conseguiu calar a sala

O gordinho valentão deu uma olhada duradoura para o garoto humano, e riu maliciosamente em seguida. O garoto humano engoliu em seco.

- Continue com sua questão – Seven falou.

O garotinho voltou a prestar atenção em Seven, mas agora ainda mais desconfortável.

- Bem... eu sempre tive curiosidade para saber qual... é a história de sua máscara, a Placebo, eu chega tentei fazer uma – esqueceu das pessoas ao seu redor e permitiu ser entorpecido pela excitação, revelada em suas palavras – com papel machê, e eu queria te mostrar de...
- Só podia ser um dos esquisitões – gordinho contra-ataca

Seven dessa vez não aguentou.

- Garoto, saia da sala. E estou pedindo com educação – mostrou seu sorriso tortuoso mais bonito que mantinha conservado em sua bagagem de ameaças.

Annie só observou.

- Desculpe, Seven. Foi mal, não queria prejudicar ninguém...
- O que ainda está fazendo aí? Quer que eu vá até você?

Annie criou alguma atitude.

- Seven, calma, ele é só uma criança.

O gordinho se levantou e saiu da sala, de cabeça baixa. O menino humano sentou-se novamente. Qualquer um perceberia facilmente o brilho nos olhos do garoto. Mas sua pergunta pegou Seven de surpresa. Teve que responder.

- É complicado. Eu não fazia parte do Acampamento meio-sangue ou do romano. Na verdade, depois do término da segunda guerra dos titãs eu tinha apenas uns nove anos. Minha mãe, que cuidava de mim, estava fora quando tudo aconteceu, daí tive que ficar sozinho em minha casa. E, como eu tinha somente nove anos, e não tinha ideia alguma de como me defender, as coisas logo ficaram difíceis.

“E como vocês sabem, logo logo surgiria um monstro para me abocanhar e me levar para seja lá onde for, já que esse mundo virou terra de ninguém. Mas tive sorte, porque o primeiro monstro que apareceu, não sei exatamente porque, não me digeriu. Na verdade ele ficou me observando atentamente, como se eu fosse um tesouro perdido do pirata barba negra que ele estava procurando a muito. Ele tinha um corpo aracnídeo gigante, mas ao invés de pele e pelos, tinha o corpo recoberto de metal negro, e patas laminadas, a não ser a face, que era bem parecida com uma máscara de hockey, daquelas brancas. Sério, eu morreria facilmente. Eu fiquei com tanto medo que, pela primeira vez na minha vida, entendi que ainda era possível mijar nas calças mesmo grandinho.

O monstro só sabia rosnar. Rosnar em parte. Era como se ele tivesse juntando um cuspe na garganta mas nunca cuspia de verdade. Era quase isso. Do nada, eu virei o xodó dele, e começou a trazer alimentos para mim, a basicamente me criar naquele caos que havia se tornado Nova York. Não sei exatamente falar para vocês quando o medo deu lugar ao amor, inclusive o bastante para chama-lo de pai. Talvez tenha sido depois que enfrentamos juntos nossos primeiros monstros, que buscavam me matar. Aprendi a lutar com ele com a Katana da qual chamei de Muramasa, que na época era composta de alto carbono 1060. Só depois de entrar no abrigo a banhei de cobre celestial. Na época tive que ser habilidoso o suficiente para decapitar cada ser que aparecia na nossa frente. Assim fomos vivendo, nos protegendo de monstros e, as vezes, saíamos para pegar uns objetos de colecionador legais, principalmente nos dias em que eu achava que era meu aniversário e o Natal. Vocês tinham que ver as árvores de natal que construíamos, eram bizarras. Aprendi a admirar meu pai, e, quando encontrei essa máscara, a ‘Placebo’, bem, ela me lembrava o rosto dele. Eu só queria ficar parecido com ele. Por isso da máscara”.

As crianças da sala ficaram pasmas.

- E o que aconteceu com ele? – Uma das crianças, de olhos pregados, absortos em Seven, perguntou

As palavras se esconderam dentro de sua boca. Ele responderia, mas relembrar aquele momento tremulava seu peito, e o deixava ofegante. Seus lábios se abriram lentamente, desgrudando um do outro aos poucos, mas nada saiu. Algo tornara-o mudo, numa operação executada em si por ele mesmo.

Por sorte, alguém chutou a porta da sala e gritou “As ta la vista, baby”. O menino, articulador de artimanhas na calada da escola, estava sem camisa, e com um short cinza que batia nos joelhos. Tinha um topete, estava de óculos escuros e... com uma arma de jato de água. Junto a ele, estava o gordinho, que entrou de mansinho na sala. Atirou a água em Seven.

Seven paralisou o jato de água no ar com seu poder de filho de Poseidon, e retirou toda a água da arma. Formou uma grande bola de água e, ainda no ar, a dividiu em três cavalos cristalinos, de pele azul turquesa, a pele da água, cavalgando em um círculo ascendente, um atrás do outro. As crianças sentiram um misto de ternura e surpresa. O poder dos semideuses antes era como o vinho, quanto mais velho ficasse, mais poderoso, devido a maior experiência. Mas agora enfraqueciam ao compassar dos anos. Por isso, ver aquelas cenas eram cada vez mais raras. Seven era uma das agradáveis exceções à regra.

Rapidamente, Seven transformou o espetáculo de cavalos em uma bola de água e jogou na cara do gordinho valentão que também estava admirando. A sala entrou em frenesi.

Por fim, Seven fez o clássico movimento de agradecimento a plateia, e todos aplaudiram. Annie ria e fazia um “não” com a cabeça. Teve que mandar as crianças ir para o recreio, se divertir no pátio. Algumas crianças pediram autógrafos, mas Seven só deu um autógrafo, assinado na máscara de papel machê do menino humano, que guardou com carinho novamente na mochila, como se fosse um troféu de vidro. Insistiram por um longo tempo para que Seven manipulasse animais de água, mas deu a desculpa de que isso acabaria com a “mágica”. Depois de finalmente ter se livrado de todos, ficou sozinho na sala com a Annie.

- Você leva jeito com crianças, e isso vindo de mim é um baita de um elogio

Desviou o olhar e observou a sala, lembrando da certa separação.

- Essa separação não é nada legal.
- Eu sei. Mas é impossível de impedir. Já fiz alguns grupos mestiços e até duplas em que havia um humano e um semideus, mas a diferença... ela continua lá. Talvez seja culpa daquele cientista louco, o Jerry, que se transformou em crente do nada, e agora influencia os humanos a nos odiarem com ideias revolucionárias.
- Eu disse que fechar a jaula dos elefantes para esses tipos de cultos só iria fazer esquentar o movimento. Faltou somente um voto para o empate, e se empatasse, você sabe, meu voto valeria dois e teríamos deixado as coisas se acalmarem por si mesmo, e você...
- Eu votei a favor porque estava tendo protestos lá no prédio da administração interna. Votar contra me parecia uma ideia maluca que só Seven teria coragem de fazer...

Seven lembrou-se. O prédio da Administração interna foi construído na jaula dos pinguins, que fica no centro do zoológico.

- Admita. Agora estou com panca de visionário

Annie franziu a testa.

- Nunca que terá esse título. Pertence completamente a mim – caçoou Annie

Andou um pouco até chegar lá fora e ver as crianças se divertindo no pátio brincado de ciranda, esconde-esconde, pulando corda e brincando com elástico.

- Meu próximo palpite é que este lugar não será suficiente por muito tempo. Se conquistássemos os outros lugares... as crianças e nós não podemos ficar limitados a esse cubículo...

Annie suspirou. Ela sabia onde aquela conversa iria chegar. Repetia-se a esmo toda vez que os dois se falavam. Talvez Seven estava querendo insistir até ela dizer “Tá legal, você venceu, agora pode fazer a dancinha da vitória”. O problema é que ela era dura na queda.

- Você sabe que os mesmos problemas que temos agora tínhamos naquela época.
- Você é uma semideusa que, querendo ou não, tem certos privilégios. Eu também tenho, mas saio com os humanos e vejo como eles sofrem. É praticamente desumano.

Annie olhou para o céu tentando procurar uma resposta. Disse:

- Logo logo o Damon entrará com várias caças por aquele portão e tudo isso vai voltar a ser tranquilo novamente. Só peço para que “aproveite a noite”, Seven. Carpe Noctem. É minha expressão favorita

Seven mandou um olhar de “estou te lendo...” Se limitou a isso. Seven poderia dizer a Annie que havia votado a favor não porquê sabia que aquilo iria voltar a se esquentar mais tarde. Votara a favor porque sabia, em seu âmago, que, enquanto os humanos acreditarem que os grandes vilões da história são os semideuses, eles terão um objetivo em mente. Quando isso se acabar, coisas ruins acontecerão. Só era necessário fazer a pergunta: Se os semideuses não são mais inimigos, os monstros são. E quem somos nós para lutar contra monstros? E se a possibilidade de lutar fosse perdida, só restava a opção de continuar fugindo, ou fugir de uma maneira derradeira. Não discutia isso com Annie porque gostava de ver sua esperança mesmo quando tudo desmoronava em sua volta. Ela era uma flor que desabrochava na luz da lua, da meia-noite, nascida para ser admirada pelo resto de sua vida, seja por sua raridade, seja por sua beleza. Não queria arranca-la do solo. Annie continuou a falar:

- Sobre o seu pai... desculpe por aquilo, na época estávamos acreditando estar salvando você de ser devorado – havia uma melancolia em sua voz, justificável.
- Você pede desculpas por mata-lo, e eu peço desculpas por ter matado... – pausou. As palavras novamente ficaram presas na garganta e não queria soltá-la de jeito nenhum. Decidiu pular esta parte – creio que estamos quites, certo? Enfim, sobre a discursão de conquistar de volta o mundo... não pense que ganhou desta vez. Tenho que ir para o Limbo, devia estar me preparando, sabia?! E vim aqui só por causa de tú.
- Eu sei. Você me ama – deu um tapa nas costas de Seven, que soltou um “ai”
- Mais delicadeza da próxima vez, sua doida – Abraçou ela e deu um beijo no rosto.

Pegou sua capa e foi andando para sua casa, lembrando de um passado remoto em que tudo era simples e tinha sentido. Só bastava matar para sobreviver, o resto era uma consequência, admitia, divertida. Se fosse escolher o porquê de sua motivação para salvar o mundo, falaria sobre o amor a humanidade. Mas motivações não são exatamente escolhidas. Decidiu ficar seguindo em frente e se preparar para o Limbo.
 

 


 
 


Spoiler:
 A cabeça. Ele lembrava que tinha uma porque latejava o bastante para um rinoceronte cair de lado e nem sequer lembrar que precisava levantar outra vez. Aliás, precisava?

Infelizmente, a resposta era afirmativa. Principalmente porque tinha uma morena do outro lado da cama, acariciando as suas costas. Tinha duas opções para explicar quem era aquela mulher: a) uma prostituta, provavelmente de luxo, porque tinha curvas o suficiente para fazer um japonês de um anime qualquer espirrar sangue pelo nariz; b) Uma fã forever do Seven, da qual pensava, em suas reflexões levemente direcionadas a loucura, que ele deveria ser um príncipe/herói/foda montado num cavalo branco e que quando sorria um brilho surgia entre seus dentes brancos, e então nesse momento algo começaria a molhar.

Pensando sobre esse ângulo, sua cabeça começou a pulsar ainda mais, semelhante a bomba do bomberman. Olhou para o sabre de Star Wars, na instante de cima, ao lado do ursinho de pelúcia do mestre yoda, dos quais juntavam-se com vários outros espécimes maravilhosos de colecionador que o Adrian Godoy, seu melhor amigo – embora não gostasse de falar isso em voz alta – adorava. Quando criança, no meio do caos que havia se transformado o mundo, se instalou numa mansão e, como gostava de tudo relacionado a animes, hqs, filmes, seriados... acabava por procurar, junto ao seu pai, tudo relacionado que sobrava naquela cidade de Nova York deserta, a não ser por plantas selvagens, hera, e algumas árvores pré-históricas. De vez em quando havia alguns monstros também. O que antes causava orgasmos nerds múltiplos, hoje não importava basicamente em nada. Serviam somente para lhe trazer lembranças das aventuras que viveu para adquirir cada um deles, com seu pai.

Focou no sabre de luz. Seria uma boa ideia espantá-la com ele.

Na verdade é uma péssima ideia. É... vou ter que fazer a parte chata.

Tomou um banho, cantando Singing in the Rain, de Geny Kelly, sua música predileta, vestiu seu melhor terno, e, quando pensou em expulsar a garota, ela estava sentada na cama, vestida com sua blusa rosada apertada o suficiente para deixa-lo desconfortável, e com as pernas cruzadas de modo a mostrar a exuberância do comprimento de suas coxas. Isso contribuiu para deixa-lo mais desconfortável. E tinha aquele sorriso sacana, com aquele olhar malicioso. Não estava ajudando.

- Érr... – engoliu a saliva. Respirou fundo o suficiente para qualquer ser com um pouco de inteligência perceber o quanto estava perdido. 1...2...3... você tem compromisso, e são com criancinhas adoráveis, agora não...6...7 , pensou consigo mesmo -  Você vai ter que sair. Sério, talvez nos encontraremos novamente por aí e con...

Ela segurou no zíper de sua calça e o desceu va-ga-ro-sa-men-te.

- Quem... é você? – soou muito como se ele tivesse falando com um fantasma que acabou de derrubar uma cadeira qualquer na sala ou fez a janela ventar mais que o normal.

Ela não respondeu. As coisas estavam ficando quentes e avançadas. Seven girou os olhos e riu. Annie, mais uma vez fazendo minha vida um pouco mais triste... Afastou a garota.

- Você é minha fã ou uma integrante da profissão mais antiga do mundo?

Primeiramente ela não entendeu. O processamento de informação se deu lentamente, carregando pouco a pouco. Quando compreendeu estava na metade do trabalho que tinha se proposto a fazer. Ela se ofendeu e soltou um grande “O QUE?!” . Missão cumprida. Conseguiu transformar mais uma fã número um em uma hater que desataria num riso maléfico quando visse Seven na pior.

O Abrigo em que os sobreviventes da segunda guerra dos titãs se alojaram era simplesmente o zoológico de Nova York. Antigamente era dividido em aproximadamente dezesseis jaulas, espalhadas nos mais variados tipos de zonas climáticas, desde a temperada até a tropical, cada uma com suas características particulares de flora. Em cada jaula, relativamente ao seu tamanho, se tornara ou um órgão administrativo interno ou onde se situava os dormitórios a céu aberto, a não ser certas exceções de famílias que conseguiram construir minúsculas casas de madeira. Seven tinha certas regalias, como ter um dormitório somente para ele de um dos prédios remanescentes fora das jaulas, porque era o líder das forças de exploração e de extermínio. Nesse momento, tinha que dirigir-se ao prédio da escola do zoológico, que antes ensinava sobre animaizinhos e a preservá-los. Agora ensina crianças a matar os animaizinhos e fritá-los na janta. E ensina a matar monstros também. Literalmente.

Usou um manto para esconder sua face e evitar o seu reconhecimento entre as pessoas que caminhavam nas ruas. Chegou e já deu de cara com Annie na entrada, filha de Athena, esperando com os braços cruzados, e com a boca retorcida. Ela conseguia ser assustadora quando queria, como naquele exato momento em que seus olhos cinzentos como a tempestade iria soltar raios em Seven, o coitado, vítima das cruéis circunstâncias.

- Alguém já te disse que você fica sexy com esse seu cabelo espetacularmente solto? – Seven arriscou
- Vai ser necessário mais que isso para eu te desculpar

Seven deu de costas.

- Deixa eu acabar logo com essa tortura.

Em uma das salas, as crianças estavam sentadas no tatame azulado que cobria o piso da sala, de textura emborrachada. As crianças se dividiam claramente em raças, entre semideuses e humanos, cada grupo em seus lados opostos do cômodo. Annie é gente boa, provavelmente não foi ela que os separou, Seven imaginou. As próprias crianças, seja a atitude de um grupo isolado ou de ambos, tinha arcado com esta segregação. Quando Seven se apresentou diante delas, nada mais importava senão prestar atenção no herói vivo. Menos uma delas, uma que, mal sabia Seven, estava preparando algo na calada da Escola...

- O Chris não veio denovo... – Disse Annie, de um modo introspectivo, procurando o garoto na sala e criando um lembrete em sua cabeça. Depois, falou abertamente - Crianças, aqui está o último dos líderes daqui do nosso abrigo a apresentar a profissão. Seven, líder das forças de exploração e extermínio irá contar um pouco seu trabalho, então, vamos bater palmas.

E todos bateram e alguns inclusive assobiaram. Se eles soubessem o que aconteceu no quarto hoje de manhã eles iriam repensar seus valores, pensou Seven, divertindo-se com a inocência das crianças.

- Conte-nos um pouco sobre a sua profissão e de seu grupo – Annie puxou Seven da cadeira e o empurrou para frente das crianças. Seven foi tropeçando até chegar lá – o palco é seu – Annie voltou e sentou numa cadeira encostada no quadro negro, e relaxou. Tinha se livrado do barulhento comboio de crianças.

Seven tomou a fala em pé, a contragosto.

- Bem, como vocês devem saber, e não vou me delongar muito sobre isso, resumidamente procuramos locais com água e caça, que é indicado por filhos de Deméter e Poseidon, dos quais tem sentidos da natureza e de onde há água. Nós vemos se é seguro. E também temos que manter um certo expediente seguro de monstros ao redor do abrigo, daí vem a parte mais legal do nosso trabalho, que é matar monstros –  Colocou as duas mãos no rosto e fez um “O” com a boca, demonstrando um susto. As crianças se divertiram. Com um sorriso de moleque estampado no rosto, prosseguiu – Fazemos parte dos três grupos principais que lidam diretamente com monstros, sendo os outros dois o de caça, liderado pelo Damon, e o de guarda, dividido em dois grupos que intercalam-se entre si, liderado por Agatha e Kalel.
- O Kalel era bacana, mas a Agatha e o Damon era uns chatos – um gordinho, trajado com um camisa preta estampada com a foto do Ride the lightning, um álbum do Metallica, se manifestou no meio – O Damon só falava de camuflagem, camuflagem... eu só vi a “camuflagem” derrubando um de cada vez no chão em efeito cascata... chóoo – imitou o som da cachoeira quando choca-se contra as pedras. Arrancou uns risos das crianças.
- E a Agatha – agora quem falou foi um garotinho pequeno, sentado no fundo. Seven teve que se esforçar um pouco para identifica-lo – Ela parecia que queria estrangular a gente a cada vez que não entendíamos ou perguntávamos alguma coisa.
- É – uma garotinha de cabelos loiros e clara como algodão tomou a palavra – Eu achei que ela ia pular na minha garganta quando perguntei o que ela achava de você – Falou gangorreando para trás e demonstrando um lindo sorriso. Agora a risada foi na sala toda. Com certeza Seven não queria saber a resposta da pergunta da garotinha.

Olhou para a Annie, e ela sorria desajeitada, coçando a nuca. Se ela pudesse falar algo para se defender, seria um “sabe como é, né?”. Seven voltou seu olhar para a plateia.

- Kalel é um bom soldado e até carismático, mas seu modo de lutar é limitado em um tipo de técnica, e por isso e cheio de vícios e previsível. Damon é meio caladão, não é muito bom com as palavras, sabe... teve uma certa vez que, quando ele foi caçar um gato selvagem, ele acabou perdendo a batalha e a língua. Já a Agatha... bem, ela tem aquela cara assassina, mas a verdade é que ela melhora – na verdade piora, mas não achou bom falar aquilo – com o tempo – Voltou ao raciocínio original – Enfim, acho que já falei tudo.

Annie se apressou em continuar com a entrevista. Ela não iria desapegar-se tão fácil de seu relaxamento.

- Perguntas, meninos?

Um menino humano, com as mãos enfiadas nos bolsos da sua calça, e ombros encolhidos, tentou formular, deslizando na pronúncia, uma pergunta.

- Bem... eu gosto muito... muito do senhor – pausou por um momento. Pirragueou – É...
- Pergunte logo, quatro olhos! – o gordinho, agora com pinta de valentão, tentou apressá-lo
- Cala a boca... seu... rolha de poço – o menino humano tentou se defender, sem nenhuma convicção nas palavras
- Crianças, parem com isso... – Seven, tentou, inutilmente intervir
- Agora a criancinha inferior vai tentar me ofender, seu bosta
- PAREM COM ISSO, AGORA – Annie, utilizando de maneira positiva sua habilidade de assustar as pessoas, conseguiu calar a sala

O gordinho valentão deu uma olhada duradoura para o garoto humano, e riu maliciosamente em seguida. O garoto humano engoliu em seco.

- Continue com sua questão – Seven falou.

O garotinho voltou a prestar atenção em Seven, mas agora ainda mais desconfortável.

- Bem... eu sempre tive curiosidade para saber qual... é a história de sua máscara, a Placebo, eu chega tentei fazer uma – esqueceu das pessoas ao seu redor e permitiu ser entorpecido pela excitação, revelada em suas palavras – com papel machê, e eu queria te mostrar de...
- Só podia ser um dos esquisitões – gordinho contra-ataca

Seven dessa vez não aguentou.

- Garoto, saia da sala. E estou pedindo com educação – mostrou seu sorriso tortuoso mais bonito que mantinha conservado em sua bagagem de ameaças.

Annie só observou.

- Desculpe, Seven. Foi mal, não queria prejudicar ninguém...
- O que ainda está fazendo aí? Quer que eu vá até você?

Annie criou alguma atitude.

- Seven, calma, ele é só uma criança.

O gordinho se levantou e saiu da sala, de cabeça baixa. O menino humano sentou-se novamente. Qualquer um perceberia facilmente o brilho nos olhos do garoto. Mas sua pergunta pegou Seven de surpresa. Teve que responder.

- É complicado. Eu não fazia parte do Acampamento meio-sangue ou do romano. Na verdade, depois do término da segunda guerra dos titãs eu tinha apenas uns nove anos. Minha mãe, que cuidava de mim, estava fora quando tudo aconteceu, daí tive que ficar sozinho em minha casa. E, como eu tinha somente nove anos, e não tinha ideia alguma de como me defender, as coisas logo ficaram difíceis.

“E como vocês sabem, logo logo surgiria um monstro para me abocanhar e me levar para seja lá onde for, já que esse mundo virou terra de ninguém. Mas tive sorte, porque o primeiro monstro que apareceu, não sei exatamente porque, não me digeriu. Na verdade ele ficou me observando atentamente, como se eu fosse um tesouro perdido do pirata barba negra que ele estava procurando a muito. Ele tinha um corpo aracnídeo gigante, mas ao invés de pele e pelos, tinha o corpo recoberto de metal negro, e patas laminadas, a não ser a face, que era bem parecida com uma máscara de hockey, daquelas brancas. Sério, eu morreria facilmente. Eu fiquei com tanto medo que, pela primeira vez na minha vida, entendi que ainda era possível mijar nas calças mesmo grandinho.

O monstro só sabia rosnar. Rosnar em parte. Era como se ele tivesse juntando um cuspe na garganta mas nunca cuspia de verdade. Era quase isso. Do nada, eu virei o xodó dele, e começou a trazer alimentos para mim, a basicamente me criar naquele caos que havia se tornado Nova York. Não sei exatamente falar para vocês quando o medo deu lugar ao amor, inclusive o bastante para chama-lo de pai. Talvez tenha sido depois que enfrentamos juntos nossos primeiros monstros, que buscavam me matar. Aprendi a lutar com ele com a Katana da qual chamei de Muramasa, que na época era composta de alto carbono 1060. Só depois de entrar no abrigo a banhei de cobre celestial. Na época tive que ser habilidoso o suficiente para decapitar cada ser que aparecia na nossa frente. Assim fomos vivendo, nos protegendo de monstros e, as vezes, saíamos para pegar uns objetos de colecionador legais, principalmente nos dias em que eu achava que era meu aniversário e o Natal. Vocês tinham que ver as árvores de natal que construíamos, eram bizarras. Aprendi a admirar meu pai, e, quando encontrei essa máscara, a ‘Placebo’, bem, ela me lembrava o rosto dele. Eu só queria ficar parecido com ele. Por isso da máscara”.

As crianças da sala ficaram pasmas.

- E o que aconteceu com ele? – Uma das crianças, de olhos pregados, absortos em Seven, perguntou

As palavras se esconderam dentro de sua boca. Ele responderia, mas relembrar aquele momento tremulava seu peito, e o deixava ofegante. Seus lábios se abriram lentamente, desgrudando um do outro aos poucos, mas nada saiu. Algo tornara-o mudo, numa operação executada em si por ele mesmo.

Por sorte, alguém chutou a porta da sala e gritou “As ta la vista, baby”. O menino, articulador de artimanhas na calada da escola, estava sem camisa, e com um short cinza que batia nos joelhos. Tinha um topete, estava de óculos escuros e... com uma arma de jato de água. Junto a ele, estava o gordinho, que entrou de mansinho na sala. Atirou a água em Seven.

Seven paralisou o jato de água no ar com seu poder de filho de Poseidon, e retirou toda a água da arma. Formou uma grande bola de água e, ainda no ar, a dividiu em três cavalos cristalinos, de pele azul turquesa, a pele da água, cavalgando em um círculo ascendente, um atrás do outro. As crianças sentiram um misto de ternura e surpresa. O poder dos semideuses antes era como o vinho, quanto mais velho ficasse, mais poderoso, devido a maior experiência. Mas agora enfraqueciam ao compassar dos anos. Por isso, ver aquelas cenas eram cada vez mais raras. Seven era uma das agradáveis exceções à regra.

Rapidamente, Seven transformou o espetáculo de cavalos em uma bola de água e jogou na cara do gordinho valentão que também estava admirando. A sala entrou em frenesi.

Por fim, Seven fez o clássico movimento de agradecimento a plateia, e todos aplaudiram. Annie ria e fazia um “não” com a cabeça. Teve que mandar as crianças ir para o recreio, se divertir no pátio. Algumas crianças pediram autógrafos, mas Seven só deu um autógrafo, assinado na máscara de papel machê do menino humano, que guardou com carinho novamente na mochila, como se fosse um troféu de vidro. Insistiram por um longo tempo para que Seven manipulasse animais de água, mas deu a desculpa de que isso acabaria com a “mágica”. Depois de finalmente ter se livrado de todos, ficou sozinho na sala com a Annie.

- Você leva jeito com crianças, e isso vindo de mim é um baita de um elogio

Desviou o olhar e observou a sala, lembrando da certa separação.

- Essa separação não é nada legal.
- Eu sei. Mas é impossível de impedir. Já fiz alguns grupos mestiços e até duplas em que havia um humano e um semideus, mas a diferença... ela continua lá. Talvez seja culpa daquele cientista louco, o Jerry, que se transformou em crente do nada, e agora influencia os humanos a nos odiarem com ideias revolucionárias.
- Eu disse que fechar a jaula dos elefantes para esses tipos de cultos só iria fazer esquentar o movimento. Faltou somente um voto para o empate, e se empatasse, você sabe, meu voto valeria dois e teríamos deixado as coisas se acalmarem por si mesmo, e você...
- Eu votei a favor porque estava tendo protestos lá no prédio da administração interna. Votar contra me parecia uma ideia maluca que só Seven teria coragem de fazer...

Seven lembrou-se. O prédio da Administração interna foi construído na jaula dos pinguins, que fica no centro do zoológico.

- Admita. Agora estou com panca de visionário

Annie franziu a testa.

- Nunca que terá esse título. Pertence completamente a mim – caçoou Annie

Andou um pouco até chegar lá fora e ver as crianças se divertindo no pátio brincado de ciranda, esconde-esconde, pulando corda e brincando com elástico.

- Meu próximo palpite é que este lugar não será suficiente por muito tempo. Se conquistássemos os outros lugares... as crianças e nós não podemos ficar limitados a esse cubículo...

Annie suspirou. Ela sabia onde aquela conversa iria chegar. Repetia-se a esmo toda vez que os dois se falavam. Talvez Seven estava querendo insistir até ela dizer “Tá legal, você venceu, agora pode fazer a dancinha da vitória”. O problema é que ela era dura na queda.

- Você sabe que os mesmos problemas que temos agora tínhamos naquela época.
- Você é uma semideusa que, querendo ou não, tem certos privilégios. Eu também tenho, mas saio com os humanos e vejo como eles sofrem. É praticamente desumano.

Annie olhou para o céu tentando procurar uma resposta. Disse:

- Logo logo o Damon entrará com várias caças por aquele portão e tudo isso vai voltar a ser tranquilo novamente. Só peço para que “aproveite a noite”, Seven. Carpe Noctem. É minha expressão favorita

Seven mandou um olhar de “estou te lendo...” Se limitou a isso. Seven poderia dizer a Annie que havia votado a favor não porquê sabia que aquilo iria voltar a se esquentar mais tarde. Votara a favor porque sabia, em seu âmago, que, enquanto os humanos acreditarem que os grandes vilões da história são os semideuses, eles terão um objetivo em mente. Quando isso se acabar, coisas ruins acontecerão. Só era necessário fazer a pergunta: Se os semideuses não são mais inimigos, os monstros são. E quem somos nós para lutar contra monstros? E se a possibilidade de lutar fosse perdida, só restava a opção de continuar fugindo, ou fugir de uma maneira derradeira. Não discutia isso com Annie porque gostava de ver sua esperança mesmo quando tudo desmoronava em sua volta. Ela era uma flor que desabrochava na luz da lua, da meia-noite, nascida para ser admirada pelo resto de sua vida, seja por sua raridade, seja por sua beleza. Não queria arranca-la do solo. Annie continuou a falar:

- Sobre o seu pai... desculpe por aquilo, na época estávamos acreditando estar salvando você de ser devorado – havia uma melancolia em sua voz, justificável.
- Você pede desculpas por mata-lo, e eu peço desculpas por ter matado... – pausou. As palavras novamente ficaram presas na garganta e não queria soltá-la de jeito nenhum. Decidiu pular esta parte – creio que estamos quites, certo? Enfim, sobre a discursão de conquistar de volta o mundo... não pense que ganhou desta vez. Tenho que ir para o Limbo, devia estar me preparando, sabia?! E vim aqui só por causa de tú.
- Eu sei. Você me ama – deu um tapa nas costas de Seven, que soltou um “ai”
- Mais delicadeza da próxima vez, sua doida – Abraçou ela e deu um beijo no rosto.

Pegou sua capa e foi andando para sua casa, lembrando de um passado remoto em que tudo era simples e tinha sentido. Só bastava matar para sobreviver, o resto era uma consequência, admitia, divertida. Se fosse escolher o porquê de sua motivação para salvar o mundo, falaria sobre o amor a humanidade. Mas motivações não são exatamente escolhidas. Decidiu ficar seguindo em frente e se preparar para o Limbo.


Última edição por Netuno em Sex Dez 26, 2014 11:41 am, editado 1 vez(es)

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Netuno em Qua Dez 24, 2014 4:06 pm

Bem, antes de ler isso daqui tem que ler o do post acima, a não ser que você queria pular,o que é compreensível Razz . Só postei num post separado porque excedeu o tamanho limite que um post pode ter XD Bem, enfim o capítulo dois! Agora eu passo a bola para a LarissaV ou quem quiser postar. Tem a mesma imagem de capa do capítulo um porque é para demonstrar que é o Post do Seven (na capa), mas são capítulos diferentes.
 

 

 

 
Se7en

 
Programa Limbo

 

 A conversa deveria ter parado no momento de seu início. Isso não acalentaria a grande vontade de atenção de Smith, que em seus dedos trêmulos e blusa marrom conservada de forma impecável, pronunciavam algo delicado. Traduzia-se em uma frase: Falta de coisa para fazer. Restava a Seven ouvi-lo da porta de sua casa em caminho ao prédio de ciências aplicadas. Decidiu mexer com um cubo mágico enquanto explanava sua verborragia em sua melhor performance.

- Seven, você disse que ia me tirar do grupo de vigia. Você sabe, a Agatha não reconhece meu valor...
- Você sabe que eu não tenho o poder de incluir você no meu grupo – tem sim, algo óbvio bateu na sua mente, emplacando as chatas verdades não ditas – faça o teste, talvez você passe.
- Pare um momento e faça o teste agora comigo. Vai, vai, agora, qualquer coisa que eu faço. Eu sou bom na cozinha, eu posso cozinhar para vocês! Está aí uma ótima ideia, você tem que ver meu frango assado... e também sou bom com arqui-flechas, você tem que ver um tiro ao alvo. Antes daqui eu era...

É, sempre entendeu porque Agatha só andava estressada.

- Eu estou atrasado, Smith. Você sabe disso.

Anuiu. Smith viu que daquela vez também não daria certo.

- Você sabe que toda a torcida minha é sua, não é, Seven? Porque você tem que ver o tanto que penso vinte quatro horas em você...

Ok, as coisas estavam começando a ficar estranhas.

- Tinha que torcer para a Agatha, e não para mim... e aliás, você não deveria estar fazendo vigia interna?
- Se eu te contar uma informação TOP SECRET – cochichou, colocando a mão do lado da boca e se aproximando dos ouvidos de Seven – você me coloca no seu grupo? E você só vai sair ganhando nessa, além de ganhar um grande guerreiro, cozinheiro, arquiteto, cientista,... vai ganhar informação...
- Eu passo.

Estava perto. Só mais um pouco.

- Tudo bem, se não quer saber sofre as forças revolucionárias, tudo bem...

Muito perto, só alguns metros.

- Sério mesmo que você não quer saber? É muito importante, sabia?

Ele iria falar de qualquer jeito.

- Olha, eu vou lhe dar um desconto porque você é meu brother. Estão dizendo por aí que o cientista louco criou uma equipe para criar armas e tomar o abrigo, isso é muito quente, e só é a ponta do iceberg, para lhe deixar curioso...

Conseguiu chegar. E uma paz transcendente, que nem um guru de yoga saberia como é, o pegou como um milagre.

- Sim, e o resto é que o Cientista domou cães infernais e vai soltar nos abrigos dos semideuses? Que os capangas da religião humana acreditam que Godoy é o lúcifer que se finge de Jesus, o salvador? Que o cientista louco conseguiu uma máquina que suga poderes dos semideuses e de monstros para colocar em todas da religião humana? Quer que eu te conte mais?

Smith estava impressionado. Depois se mostrou orgulhoso.

- Esse é meu futuro chefinho, por dentro de todas as novidades.

Seven se sentiu na necessidade de explicar um pouco as coisas antes de entrar no Limbo.

- Já se perguntou porque as batalhas no Limbo são transmitidas no telão?

Ainda existia energia elétrica, captada por uma hidrelétrica de pequeno porte nas proximidades, alguns moinhos que captavam energia eólica e algumas outras formas de captação geotérmica. De alguma forma, os filhos de Athena, em uma de suas invenções, conseguiram em uma pequena máquina, captar noventa por cento do banco de dados mundiais. Os semideuses das ciências aplicadas tinham acesso à rede mundial, embora não houvesse mais renovação em seu conteúdo, e somente eles tinham acesso a esses computadores. Não havia computadores para cada pessoa. Só havia uma grande tela do zoológico para ser transmitida a batalha. Resumidamente, faltava matéria-prima para todos terem um acesso igual.

Smith chutou.

- Para a diversão das pessoas?

Seven encarou por pouco tempo um aglomerado de pessoas que estavam passando pela rua, indo para o telão mais perto, uma viu Seven parado na porta e perguntaram:

- Então você veio, Seven. Já sei em quem apostar. Qual é o seu palpite para o tempo que vai vencer?

Seven refletiu um pouco. Considerando que Agatha treinou no moinho de vento em todos os crepúsculos, e o Damon treinou junto com o Vincy na floresta todos os finais de semana...
- Seis minutos e vinte e seis segundos. Espalhe lá para o povo.
- Vou confiar desta vez. A última você foi mais rápido – riu o humano – boa sorte  

Voltou sua atenção para Smith.

- Também. Mas o principal é de demonstrar as forças dos grupos militares e pôr medo em quem quiser fazer revoltas. Fala isso para o cientista louco com seus “cães infernais treinados” – zombou Seven – ele vai gostar.

Smith ficou olhando para o vácuo.

- Deletou? – perguntou Seven, já prevendo o esquecimento dessa informação por Smith, que sempre quis manter uma visão romântica dos líderes
- Deletei – completou e pôs de volta um sorriso em seu rosto – Vence lá eles e enquanto isso pense em tudo que conversamos – seguiu o mesmo rumo que os habitantes.

O prédio de ciências eram dois cômodos. O primeiro, de entrada, continha várias bugigangas espalhadas em três mesas, cada uma com ferramentas para fabricação desses objetos. Também tinha duas instantes de livros no outro canto, de assuntos relacionados a mecatrônica, inteligência artificial, engenharia, projeções e sistemas corporais, principalmente o nervoso. No canto inferior esquerdo, após puxar uma combinação exata de livros, tinha uma escadaria que levava para um porão. Se no térreo o local mais parecia uma biblioteca minúscula e bagunçada de uma faculdade, o porão mais parecia um daqueles salões grande dos quais só se via a cor branca iluminada por uma luz relativamente forte. Lá é onde a mágica acontecia. No centro, se encontrava uma grande CPU, o servidor central. O Salão era circular, e nas paredes, por meio de grandes letras vermelhas, dividiam-se oito sessões que eram acessadas por uma pequena porta que se abria automaticamente após o reconhecimento ocular dos componentes do grupo da qual a sessão pertencia, sendo, por exemplo, a sessão sete pertencente ao grupo de exploração e extermínio, liderado por Seven. Em volta do servidor central, havia várias mesas com computadores da mais alta tecnologia, sendo utilizadas por filhos de Athena de vestimenta branca, digitando qualquer coisa no teclado e anotando em uma caderneta, ao lado do computador. Estes faziam parte do grupo de ciências aplicadas, que organizavam aquele evento e outros treinos requeridos pelos líderes de batalha.

O Programa Limbo consistia na imersão cerebral de cada semideus a um mundo artificial, onde os aprendizados de batalha eram assimilados também na vida real. Consistia em três módulos principais não tão rígidos entre si, mas as vezes inclusive complementares. Sobrevivência, batalhas em grupos e batalhas contra monstros padronizados. Em todos eles, havia um sistema de recompensa, que permitia uma dinâmica e interação maior de acordo com a quantidade de pontos feitos. No módulo de sobrevivência, os pontos eram arrecadados de acordo com a quantidade de execuções de oponentes feitas. Se uma, o participante poderia materializar objetos comuns, como lanternas, binóculos e visor térmico. Se duas, poderia identificar os outros concorrentes em uma mapa, em que era mostrado as suas respectivas posições em pontos que piscavam num certo local. Se três, pontuação máxima, seria a de teletransportar a si ou a outro para uma posição em particular.  

Como era o mês em que só havia a luta dos líderes, uma submodalidade da Sobrevivência, a sala estava bastante vazia. No total, havia sete grupos com seus respectivos lideres. Eram eles: Agatha Cortney e Kalel Chadwick, líder dos dois grupos de guarda; Alicia Darkbloom, do grupo de ciências aplicadas; Alexander Xavior, do grupo de engenharia; Sophia Vere Mel, do grupo de educação; Damon Archibald, no grupo de caça; Abigail Robbie, do grupo de saúde; Seven, do grupo de exploração e extermínio.

Descendo as escadas, já podia ouvir-se a discussão acalorada entre Damon e Agatha. Seven acreditou que, independente da premissa que os levaram a brigar, aquilo era corriqueiro. Se não lutavam na vida real, levavam sua rivalidade para o Limbo.

- Só poderia ser filha de Zeus – Damon estava calmo, a seu modo zen, porém provavelmente infernal em sua cabeça – se as suas tropas inúteis estão passando fome, a culpa não é minha, é da droga dos animais que não aparecem.
- Não estou reclamando da quantidade – retrucou Agatha. Trincou seus dentes – Entenda, seu débil. A divisão dos alimentos... você destinou bem mais as tropas do Seven e as suas do que as minhas, de guarda. Como se acreditasse que a sua e a dele são mais importantes.

Damon uniu as duas palmas da mão, como em uma reza, e levou aos lábios. Sentia-se como se estivesse conversando com uma tonta que não queria compreender uma conta de somar.

- É lógico que somos a prioridade, nem preciso...

Seven se juntou a conversa, para tentar espalhar a paz e o amor.

- Damon e Agatha, como estão? E aí, Agatha, quantas vezes você ficou na final contra mim e perdeu? Hum... tipo... todas – um menção ao sorriso se fez no canto esquerdo de seus lábios.

Agatha, que antes fuzilava o Damon, redirecionou seu ódio para Seven. Não foi mais longe que isso. Deu de costas e foi para a sua sessão, mas antes, deixou um desafio.

- Damon, me encontre na última avenida do Oeste, em frente ao prédio com pouso para helicópteros. Se não souber, pode me enviar uma mensagem que detalharei ainda mais.
- Ui, um encontro de casal – Seven não pôde perder a oportunidade. Para complementar, fez um símbolo de coração com as mãos. Se aproximou dos ouvidos de Damon, porém falou alto o suficiente para Agatha ouvir – Ela é gamada em porcos do mato. Não esqueça da vez em que ela quase morreu engasgada de tanta pressa que teve para comer um – fez uma piscadela desconcertada e completamente chamativa para Agatha, ironizando uma parceria entre os dois. Estou ajudando você a conseguir mais alimento, ora bolas .

Agatha não resistiu as provocações.

- Vou cuidar primeiro do Damon, Seven. O próximo será você, e não fique pensando que sua experiência irá salvá-lo desta vez - Disse e andou em direção a sua sessão.

Seven segurou um taco de beisebol imaginário, posicionou-se para rebater a bola do jogo, um Home Run, e enfim deu a tacada.

- Seven joga a megera pra longe, e a galera vibra no estádio.

Agatha girou seu corpo, continuando a andar  de costas em direção a sua sessão, para assim ficar de frentre a Seven. Mostrou seu dedo médio, enquanto continha forçadamente seu riso. Seven jogou um beijo no ar, em retribuição. Damon ficou encarando Seven por um tempo. Queria uma explicação.

- Érr... Consegui fazer ela te deixar em paz.
- Eu sei, cara. Boa sorte. Você vai precisar desta vez.

Todos foram para as suas sessões, menos a Alicia Darkbloom, líder das ciências aplicadas, que estava suando frio, acessando o servidor central por um dos computadores. Seven decidiu se aproximar.

- Alguma coisa de errada?

Alicia, sem tirar os olhos da tela, respondeu.

- Não deve ser muita coisa. Houve uma pequena alteração nos códigos binários, talvez tenha sido eu mesma que fiz e não estou lembrando.

Seven fingiu-se de interessado, para tentar tranquiliza-la, embora, a não ser pelo suor frio, Alicia não demonstrasse isso nem em sua voz robotizada e nem em seu jeito comedido. Disse:

- Talvez seja isso mesmo... mas no que isso realmente importa?

Alicia fechou o programa, desligou a tela do computador e fez uma anotação final em sua prancheta. Levantou-se.

- Só acrescenta um significado no programa. Como disse, talvez eu tenha aprimorado, ou alguma outra pessoa das ciências aplicadas, como o Noah, a Annie, quando estava aqui semana passada, agora dando uma ponta na educação, e também pode ser o Mason, que estava futricando aqui para aprender um pouco mais.
- Aposto na Annie, essa sim é futriqueira. Deve ter bugado o treco todo.

Ambos foram para as suas sessões. Dentro, havia uma mesa de aço extensa, na qual saia um cabo ligado ao computador da sessão. Acima delas algo parecido com tumbas, na qual entrava respectivamente cada membro do grupo apossado. Na sessão sete, portanto, havia dez dessas. Em toda sessão, entrava junto pelo menos um componente do grupo de ciências aplicadas para monitorar os sinais vitais pelo computador da sessão. No caso de Seven, quem o acompanharia seria o Noah.

- E dessa vez, você irá perder? – Noah perguntou

Seven entrou em uma das “tumbas”, que tinha um tampão transparente. Noah havia acabado de virar a sua cadeira rotatória, com uma das mãos ainda segurando o mouse do computador.

- Sei lá. Só quero ver o quanto vou me divertir. Ah, e foca na Avenida do Oeste. Lá vai acontecer uma coisa bacana. Fica a dica, enquanto você estiver assistindo - Seven fechou o tampão.

O Jogo estava prestes a começar.

 


 
 


Spoiler:
A conversa deveria ter parado no momento de seu início. Isso não acalentaria a grande vontade de atenção de Smith, que em seus dedos trêmulos e blusa marrom conservada de forma impecável, pronunciavam algo delicado. Traduzia-se em uma frase: Falta de coisa para fazer. Restava a Seven ouvi-lo da porta de sua casa em caminho ao prédio de ciências aplicadas. Decidiu mexer com um cubo mágico enquanto explanava sua verborragia em sua melhor performance.

- Seven, você disse que ia me tirar do grupo de vigia. Você sabe, a Agatha não reconhece meu valor...
- Você sabe que eu não tenho o poder de incluir você no meu grupo – tem sim, algo óbvio bateu na sua mente, emplacando as chatas verdades não ditas – faça o teste, talvez você passe.
- Pare um momento e faça o teste agora comigo. Vai, vai, agora, qualquer coisa que eu faço. Eu sou bom na cozinha, eu posso cozinhar para vocês! Está aí uma ótima ideia, você tem que ver meu frango assado... e também sou bom com arqui-flechas, você tem que ver um tiro ao alvo. Antes daqui eu era...

É, sempre entendeu porque Agatha só andava estressada.

- Eu estou atrasado, Smith. Você sabe disso.

Anuiu. Smith viu que daquela vez também não daria certo.

- Você sabe que toda a torcida minha é sua, não é, Seven? Porque você tem que ver o tanto que penso vinte quatro horas em você...

Ok, as coisas estavam começando a ficar estranhas.

- Tinha que torcer para a Agatha, e não para mim... e aliás, você não deveria estar fazendo vigia interna?
- Se eu te contar uma informação TOP SECRET – cochichou, colocando a mão do lado da boca e se aproximando dos ouvidos de Seven – você me coloca no seu grupo? E você só vai sair ganhando nessa, além de ganhar um grande guerreiro, cozinheiro, arquiteto, cientista,... vai ganhar informação...
- Eu passo.

Estava perto. Só mais um pouco.

- Tudo bem, se não quer saber sofre as forças revolucionárias, tudo bem...

Muito perto, só alguns metros.

- Sério mesmo que você não quer saber? É muito importante, sabia?

Ele iria falar de qualquer jeito.

- Olha, eu vou lhe dar um desconto porque você é meu brother. Estão dizendo por aí que o cientista louco criou uma equipe para criar armas e tomar o abrigo, isso é muito quente, e só é a ponta do iceberg, para lhe deixar curioso...

Conseguiu chegar. E uma paz transcendente, que nem um guru de yoga saberia como é, o pegou como um milagre.

- Sim, e o resto é que o Cientista domou cães infernais e vai soltar nos abrigos dos semideuses? Que os capangas da religião humana acreditam que Godoy é o lúcifer que se finge de Jesus, o salvador? Que o cientista louco conseguiu uma máquina que suga poderes dos semideuses e de monstros para colocar em todas da religião humana? Quer que eu te conte mais?

Smith estava impressionado. Depois se mostrou orgulhoso.

- Esse é meu futuro chefinho, por dentro de todas as novidades.

Seven se sentiu na necessidade de explicar um pouco as coisas antes de entrar no Limbo.

- Já se perguntou porque as batalhas no Limbo são transmitidas no telão?

Ainda existia energia elétrica, captada por uma hidrelétrica de pequeno porte nas proximidades, alguns moinhos que captavam energia eólica e algumas outras formas de captação geotérmica. De alguma forma, os filhos de Athena, em uma de suas invenções, conseguiram em uma pequena máquina, captar noventa por cento do banco de dados mundiais. Os semideuses das ciências aplicadas tinham acesso à rede mundial, embora não houvesse mais renovação em seu conteúdo, e somente eles tinham acesso a esses computadores. Não havia computadores para cada pessoa. Só havia uma grande tela do zoológico para ser transmitida a batalha. Resumidamente, faltava matéria-prima para todos terem um acesso igual.

Smith chutou.

- Para a diversão das pessoas?

Seven encarou por pouco tempo um aglomerado de pessoas que estavam passando pela rua, indo para o telão mais perto, uma viu Seven parado na porta e perguntaram:

- Então você veio, Seven. Já sei em quem apostar. Qual é o seu palpite para o tempo que vai vencer?

Seven refletiu um pouco. Considerando que Agatha treinou no moinho de vento em todos os crepúsculos, e o Damon treinou junto com o Vincy na floresta todos os finais de semana...
- Seis minutos e vinte e seis segundos. Espalhe lá para o povo.
- Vou confiar desta vez. A última você foi mais rápido – riu o humano – boa sorte

Voltou sua atenção para Smith.

- Também. Mas o principal é de demonstrar as forças dos grupos militares e pôr medo em quem quiser fazer revoltas. Fala isso para o cientista louco com seus “cães infernais treinados” – zombou Seven – ele vai gostar.

Smith ficou olhando para o vácuo.

- Deletou? – perguntou Seven, já prevendo o esquecimento dessa informação por Smith, que sempre quis manter uma visão romântica dos líderes
- Deletei – completou e pôs de volta um sorriso em seu rosto – Vence lá eles e enquanto isso pense em tudo que conversamos – seguiu o mesmo rumo que os habitantes.

O prédio de ciências eram dois cômodos. O primeiro, de entrada, continha várias bugigangas espalhadas em três mesas, cada uma com ferramentas para fabricação desses objetos. Também tinha duas instantes de livros no outro canto, de assuntos relacionados a mecatrônica, inteligência artificial, engenharia, projeções e sistemas corporais, principalmente o nervoso. No canto inferior esquerdo, após puxar uma combinação exata de livros, tinha uma escadaria que levava para um porão. Se no térreo o local mais parecia uma biblioteca minúscula e bagunçada de uma faculdade, o porão mais parecia um daqueles salões grande dos quais só se via a cor branca iluminada por uma luz relativamente forte. Lá é onde a mágica acontecia. No centro, se encontrava uma grande CPU, o servidor central. O Salão era circular, e nas paredes, por meio de grandes letras vermelhas, dividiam-se oito sessões que eram acessadas por uma pequena porta que se abria automaticamente após o reconhecimento ocular dos componentes do grupo da qual a sessão pertencia, sendo, por exemplo, a sessão sete pertencente ao grupo de exploração e extermínio, liderado por Seven. Em volta do servidor central, havia várias mesas com computadores da mais alta tecnologia, sendo utilizadas por filhos de Athena de vestimenta branca, digitando qualquer coisa no teclado e anotando em uma caderneta, ao lado do computador. Estes faziam parte do grupo de ciências aplicadas, que organizavam aquele evento e outros treinos requeridos pelos líderes de batalha.

O Programa Limbo consistia na imersão cerebral de cada semideus a um mundo artificial, onde os aprendizados de batalha eram assimilados também na vida real. Consistia em três módulos principais não tão rígidos entre si, mas as vezes inclusive complementares. Sobrevivência, batalhas em grupos e batalhas contra monstros padronizados. Em todos eles, havia um sistema de recompensa, que permitia uma dinâmica e interação maior de acordo com a quantidade de pontos feitos. No módulo de sobrevivência, os pontos eram arrecadados de acordo com a quantidade de execuções de oponentes feitas. Se uma, o participante poderia materializar objetos comuns, como lanternas, binóculos e visor térmico. Se duas, poderia identificar os outros concorrentes em uma mapa, em que era mostrado as suas respectivas posições em pontos que piscavam num certo local. Se três, pontuação máxima, seria a de teletransportar a si ou a outro para uma posição em particular.

Como era o mês em que só havia a luta dos líderes, uma submodalidade da Sobrevivência, a sala estava bastante vazia. No total, havia sete grupos com seus respectivos lideres. Eram eles: Agatha Cortney e Kalel Chadwick, líder dos dois grupos de guarda; Alicia Darkbloom, do grupo de ciências aplicadas; Alexander Xavior, do grupo de engenharia; Sophia Vere Mel, do grupo de educação; Damon Archibald, no grupo de caça; Abigail Robbie, do grupo de saúde; Seven, do grupo de exploração e extermínio.

Descendo as escadas, já podia ouvir-se a discussão acalorada entre Damon e Agatha. Seven acreditou que, independente da premissa que os levaram a brigar, aquilo era corriqueiro. Se não lutavam na vida real, levavam sua rivalidade para o Limbo.

- Só poderia ser filha de Zeus – Damon estava calmo, a seu modo zen, porém provavelmente infernal em sua cabeça – se as suas tropas inúteis estão passando fome, a culpa não é minha, é da droga dos animais que não aparecem.
- Não estou reclamando da quantidade – retrucou Agatha. Trincou seus dentes – Entenda, seu débil. A divisão dos alimentos... você destinou bem mais as tropas do Seven e as suas do que as minhas, de guarda. Como se acreditasse que a sua e a dele são mais importantes.

Damon uniu as duas palmas da mão, como em uma reza, e levou aos lábios. Sentia-se como se estivesse conversando com uma tonta que não queria compreender uma conta de somar.

- É lógico que somos a prioridade, nem preciso...

Seven se juntou a conversa, para tentar espalhar a paz e o amor.

- Damon e Agatha, como estão? E aí, Agatha, quantas vezes você ficou na final contra mim e perdeu? Hum... tipo... todas – um menção ao sorriso se fez no canto esquerdo de seus lábios.

Agatha, que antes fuzilava o Damon, redirecionou seu ódio para Seven. Não foi mais longe que isso. Deu de costas e foi para a sua sessão, mas antes, deixou um desafio.

- Damon, me encontre na última avenida do Oeste, em frente ao prédio com pouso para helicópteros. Se não souber, pode me enviar uma mensagem que detalharei ainda mais.
- Ui, um encontro de casal – Seven não pôde perder a oportunidade. Para complementar, fez um símbolo de coração com as mãos. Se aproximou dos ouvidos de Damon, porém falou alto o suficiente para Agatha ouvir – Ela é gamada em porcos do mato. Não esqueça da vez em que ela quase morreu engasgada de tanta pressa que teve para comer um – fez uma piscadela desconcertada e completamente chamativa para Agatha, ironizando uma parceria entre os dois. Estou ajudando você a conseguir mais alimento, ora bolas .

Agatha não resistiu as provocações.

- Vou cuidar primeiro do Damon, Seven. O próximo será você, e não fique pensando que sua experiência irá salvá-lo desta vez - Disse e andou em direção a sua sessão.

Seven segurou um taco de beisebol imaginário, posicionou-se para rebater a bola do jogo, um Home Run, e enfim deu a tacada.

- Seven joga a megera pra longe, e a galera vibra no estádio.

Agatha girou seu corpo, continuando a andar de costas em direção a sua sessão, para assim ficar de frentre a Seven. Mostrou seu dedo médio, enquanto continha forçadamente seu riso. Seven jogou um beijo no ar, em retribuição. Damon ficou encarando Seven por um tempo. Queria uma explicação.

- Érr... Consegui fazer ela te deixar em paz.
- Eu sei, cara. Boa sorte. Você vai precisar desta vez.

Todos foram para as suas sessões, menos a Alicia Darkbloom, líder das ciências aplicadas, que estava suando frio, acessando o servidor central por um dos computadores. Seven decidiu se aproximar.

- Alguma coisa de errada?

Alicia, sem tirar os olhos da tela, respondeu.

- Não deve ser muita coisa. Houve uma pequena alteração nos códigos binários, talvez tenha sido eu mesma que fiz e não estou lembrando.

Seven fingiu-se de interessado, para tentar tranquiliza-la, embora, a não ser pelo suor frio, Alicia não demonstrasse isso nem em sua voz robotizada e nem em seu jeito comedido. Disse:

- Talvez seja isso mesmo... mas no que isso realmente importa?

Alicia fechou o programa, desligou a tela do computador e fez uma anotação final em sua prancheta. Levantou-se.

- Só acrescenta um significado no programa. Como disse, talvez eu tenha aprimorado, ou alguma outra pessoa das ciências aplicadas, como o Noah, a Annie, quando estava aqui semana passada, agora dando uma ponta na educação, e também pode ser o Mason, que estava futricando aqui para aprender um pouco mais.
- Aposto na Annie, essa sim é futriqueira. Deve ter bugado o treco todo.

Ambos foram para as suas sessões. Dentro, havia uma mesa de aço extensa, na qual saia um cabo ligado ao computador da sessão. Acima delas algo parecido com tumbas, na qual entrava respectivamente cada membro do grupo apossado. Na sessão sete, portanto, havia dez dessas. Em toda sessão, entrava junto pelo menos um componente do grupo de ciências aplicadas para monitorar os sinais vitais pelo computador da sessão. No caso de Seven, quem o acompanharia seria o Noah.

- E dessa vez, você irá perder? – Noah perguntou

Seven entrou em uma das “tumbas”, que tinha um tampão transparente. Noah havia acabado de virar a sua cadeira rotatória, com uma das mãos ainda segurando o mouse do computador.

- Sei lá. Só quero ver o quanto vou me divertir. Ah, e foca na Avenida do Oeste. Lá vai acontecer uma coisa bacana. Fica a dica, enquanto você estiver assistindo - Seven fechou o tampão.

O Jogo estava prestes a começar.

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por River em Qui Dez 25, 2014 9:44 pm

Acho que passei uma hora lendo tudo isso mentira, como eu havia dito a você antes, ficou muito bom, descritivo, o que ajuda a visualizar o cenário perfeitamente bem, e a história... linda linda não linda no real sentindo, mas sim no sentido Livia que significa muito boacomo prevejo que essa fic inteira ficará *o*
Isso foi antes do ataque narrado anteriormente, não foi?
Aguardando a próxima postagem ansiosamente

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Annie em Qui Dez 25, 2014 11:01 pm

Mas gente, esse Gean é um escritor nato. dsfjhdjsfh Ta ótimo cara, tirando uns erros de português, mas beem poucos mesmo tipo "livros na 'instante'. estante,cof ta perfeita *-*

Uma perguntinha, essa Annie seria eu? Ou só alguma Annie filha de Atena aleatória? q

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Att em Qui Dez 25, 2014 11:56 pm

Então, você quis uma critica má. Vamos a uma critica má Ò.Ó MAUHAMAUHAMAUHAAMHASGUAMA!

*Att poe seu óculos e toma uma dose de lótus incorporando a maldade"

Enfim, acho que primeiro você causou uma pequena confusão com essa voltinha no tempo Gena então acho melhor que expliquemos né? Basicamente voltou para alguns dias. Só para os próximos a postarem entenderem o que aconteceu néh.

Agora sobre os capitulos mesmo como eu tinha dito antes não tive problemas para entender e nem tive vontade de dormir o que é até legal. Mas sua narrativa é bem repleta de metáforas e voltas no texto que dão até uma ideia do personagem egomaniaco (falamos disso mais tarde) mas que não são muito objetivas 

Até que ambientação foi boa, mas como exatamente tudo isso aconteceu? Sério, é um zoológico, de onde eles tiraram o material para construir uma matrix? *cof, só fazendo perguntas criativas como você mesmo diz u.u, of*

E sobre o personagem. Será que tem espaço o bastante nesse mundo apoliptico para os egos da Agatha e do Seven? Tenho minhas duvidas. Esse protagonista só instigou um pouco do meu ódio viu? Perfeitinho demais e poderoso demais, muito Mary Sue -qqq

*tira o óculos acabando com a maldade critica"

enfim, você pediu um critica má. Tá ai kkk. Mas eu gostei mesmo e já mandei a critica de verdade por mp e no chat mesmo então não leve essas coisas a sério ounão   Menos a parte do ego, acho que não cabem mesmo kkk éverdade


Agora não sei se todo mundo entendeu o que aconteceu, mas por favor vamos manter o ritmo para manter a fic em andamento kkk. Quem quer que seja o próximo pergunte pro Gena ou para mim se tiver alguma duvida néh XD

eeeee, antes que me esqueça. Feliz natal o/

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Pichu em Sex Dez 26, 2014 12:07 am

Primeiramente devo dizer que Seven se acha demais, okay? Okay. 
Segundo, ¬¬, essas criancinhas não sabem nada da Agatha e esse garoto Smith, ele não tem valor nenhum na minha guarda, se ele quiser ele pode ficar sem grupo nenhum. 
Mas agora falando sério agora.

____seu texto_____
Devo dizer, o texto está ótimo, prende o leitor, mas devo dizer também que ele é um pouco confuso em certas partes, mas nada muito problemático, só tive que ler mais uma vez para entender tudo. 

Você tem um estilo bem Game of Thrones. Detalha o ambiente muito bem, mas dá voltas inacreditáveis em pontos que não são tão importantes, deixando o texto muito longo e cansativo. Só um toque, pois eu fiquei cansada só de ver o tamanho do texto, mas é só uma dica mesmo, e se for seu estilo apenas estou te acrescentando algo. 
Enfim, alguns errinhos de ortografia, mas nada sério.

____a história____
Bem, gostei de todos os detalhes e ideias que acrescentou no trama em si, a localização, o antes de tudo, gosto da função de cada um, dos grupos, também achei boa esse preconceito humanos x semideuses. 

Gostei da história do seu personagem Seven, mesmo que ele pareça muito com seu criador. Se achando, sendo critico, engraçado e um pouco "filosofo" vamos dizer assim. Enquanto Agatha tenta ganhar confiança dos seus colegas semideuses (dos humanos ela já tem) porque não esteve no Acampamento Meio Sangue, o Seven já possui isso parece que a um tempo, gostaria de saber mais sobre isso, me deixa intrigada e interessada ao mesmo tempo. não venha me dizer que ele é carismático por favor. hahaha não é resposta. E como mesmo o Att disse acima, devo dizer, sinto que falta algo no seu personagem, algo mais elaborado, que pode vir pela frente talvez, quem sabe. Ainda está muito Mary Sue para mim também.

Gosto também da interação com os outros personagens, o que confesso, faltou em minha narrativa, mas está presente na sua. Com Agatha, com Damon, com o maldito Smith e com a Annie. 

Uma coisa que fez coçar a cabeça apenas, esse grupo tem muitos recursos, nem parecem que estão num cenário pós apocalíptico com monstros em cada esquina. Por isso, acho que quando abordou de tanta tecnologia isso me confundiu, onde eles conseguiram tanta tecnologia? Por que não estava destruída como o resto da cidade? Essas perguntas ficam. Então o fato da distribuição de alimentos ser mal feita foi o que mais gostei no cenário, mostrando que nem tudo era perfeito no abrigo né? (que se mantem longe só por causa da Agatha, agradeçam a ela seus ingratos, e meu grupo é importante sim senhor Damon, quero que eles tenham comida).

_____ agora, uma duvidinha______

Mas gostaria de saber, essa luta será postada por nós (eu e At) antes da Lari? Ou deixamos a senhorita Lari postar primeiro? (isso é pra você também Lari)

Dependendo de sua resposta decidimos aqui a ordem. Para mim, tanto faz, já que como disse, seu capitulo mostra mais sobre as Caçadoras nesse tempo do que algo mais que agilize a trama até o ponto atual que é a luta. 

_________

É isso só. Esperando o retorno. 

;*

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

Mensagem por Netuno em Sex Dez 26, 2014 12:51 am

River escreveu:Acho que passei uma hora lendo tudo isso mentira, como eu havia dito a você antes, ficou muito bom, descritivo, o que ajuda a visualizar o cenário perfeitamente bem, e a história... linda linda não linda no real sentindo, mas sim no sentido Livia que significa muito boacomo prevejo que essa fic inteira ficará *o*
Isso foi antes do ataque narrado anteriormente, não foi?
Aguardando a próxima postagem ansiosamente

Sim, foi antes do ataque, porque não consegui escrever tudo. Bem, tomara que a fic toda fica lecal, mas agora vai depender de uns outros escritores...
*Netuno encara River, batendo o pé no chão ashuashuash

Brigado pelo elogio, mas não peguem leve toda vez que criticarem uma história. Pode dizer que ficou maçante em umas partes, legais em outra... porque daí vejo os porquês dos defeitos e o porque dos legais. Enfim, vlw.
E vá lá escrever. Coloquei tua Alicia DarkBlOOOm na história pra ficar só de enfeite não, rum  Razz

Inté Wink


por Annie em Qui Dez 25, 2014 8:01 pm
Mas gente, esse Gean é um escritor nato. dsfjhdjsfh Ta ótimo cara, tirando uns erros de português, mas beem poucos mesmo tipo "livros na 'instante'. estante,cof ta perfeita *-*

Uma perguntinha, essa Annie seria eu? Ou só alguma Annie filha de Atena aleatória? q

Pra que eu colocaria "Annie" se não fosse você, Esquila?!?! Foda-se
Bem, sobre o "instante"... é que por aqui falamos mais instante que estante... trocamos o "e" polo "i" Razz
E brigado pelo elogio  Embarassed , vlw, mas como disse pra Livinha, pode criticar também.

Bem, inté Wink [/quote]

por Att em Qui Dez 25, 2014 8:56 pm
Então, você quis uma critica má. Vamos a uma critica má Ò.Ó MAUHAMAUHAMAUHAAMHASGUAMA!

*Att poe seu óculos e toma uma dose de lótus incorporando a maldade"

Enfim, acho que primeiro você causou uma pequena confusão com essa voltinha no tempo Gena então acho melhor que expliquemos né? Basicamente voltou para alguns dias. Só para os próximos a postarem entenderem o que aconteceu néh.

Agora sobre os capitulos mesmo como eu tinha dito antes não tive problemas para entender e nem tive vontade de dormir o que é até legal. Mas sua narrativa é bem repleta de metáforas e voltas no texto que dão até uma ideia do personagem egomaniaco (falamos disso mais tarde) mas que não são muito objetivas

Até que ambientação foi boa, mas como exatamente tudo isso aconteceu? Sério, é um zoológico, de onde eles tiraram o material para construir uma matrix? *cof, só fazendo perguntas criativas como você mesmo diz u.u, of*

E sobre o personagem. Será que tem espaço o bastante nesse mundo apoliptico para os egos da Agatha e do Seven? Tenho minhas duvidas. Esse protagonista só instigou um pouco do meu ódio viu? Perfeitinho demais e poderoso demais, muito Mary Sue -qqq

*tira o óculos acabando com a maldade critica"

enfim, você pediu um critica má. Tá ai kkk. Mas eu gostei mesmo e já mandei a critica de verdade por mp e no chat mesmo então não leve essas coisas a sério ounão   Menos a parte do ego, acho que não cabem mesmo kkk éverdade


Agora não sei se todo mundo entendeu o que aconteceu, mas por favor vamos manter o ritmo para manter a fic em andamento kkk. Quem quer que seja o próximo pergunte pro Gena ou para mim se tiver alguma duvida néh XD

eeeee, antes que me esqueça. Feliz natal o/

Vlw Athila. Tinha que ter feito essa critica por MP, daí eu tinha ARRUMADO ANTES DE POSTAR Exclamation  kkkk
Bem, sobre o "Programa Limbo", ele é a única tecnologia fods pra garai que tem ai, mas na verdade ela tem uma história, em que a Alicia Darkbloom está diretamente envolvida. Eu tinha pensado nessa "pergunta criativa" antes (dinada), e a resposta está com a River (livinha). Ela é a única tecnologia, além da captação de energia pra seu funcionamento. Tipo, essa máquina não foi criada por um semideus normal. E já a captação de energia, tipo, temos os maiores gênios do mundo no acampamento, porque não? ashuashuash

Sobre o egomaníaco, sim, acho que o Seven é bem isso. E ele é poderoso dentro de um certo limite, mas é bem poderoso porque teve que viver um bom tempo fora do abrigo, por isso é fods pra garai. Com certeza, seria o mais poderoso dentro do acampamento. Se fosse pra colcocar em números de cartinhas, de 0 a 1000 em força para um semideus, ele estaria em um 750, enquanto o Damon, devido também a prática, estaria e uns 620, e a Ághata, uns 590 Razz (ela não vai gostar disso kkkk). Fiz ele parecer um tanto poderoso para logo logo quebrar a cara com seu egocentrismo.

Quanto as partes "muito viajadas", que faz com que eu dê voltas em pontos não tão importantes, bem, eu acho que preciso conversar com vocês pessoalmente pra ver mais especificamente os pontos para mim melhorar nas próximas histórias. Enfim, vlw pela crítica att maléfico Wink

por Pichu em Qui Dez 25, 2014 9:07 pm
Primeiramente devo dizer que Seven se acha demais, okay? Okay.
Segundo, ¬¬, essas criancinhas não sabem nada da Agatha e esse garoto Smith, ele não tem valor nenhum na minha guarda, se ele quiser ele pode ficar sem grupo nenhum.
Mas agora falando sério agora.

____seu texto_____
Devo dizer, o texto está ótimo, prende o leitor, mas devo dizer também que ele é um pouco confuso em certas partes, mas nada muito problemático, só tive que ler mais uma vez para entender tudo.

Você tem um estilo bem Game of Thrones. Detalha o ambiente muito bem, mas dá voltas inacreditáveis em pontos que não são tão importantes, deixando o texto muito longo e cansativo. Só um toque, pois eu fiquei cansada só de ver o tamanho do texto, mas é só uma dica mesmo, e se for seu estilo apenas estou te acrescentando algo.
Enfim, alguns errinhos de ortografia, mas nada sério.

____a história____
Bem, gostei de todos os detalhes e ideias que acrescentou no trama em si, a localização, o antes de tudo, gosto da função de cada um, dos grupos, também achei boa esse preconceito humanos x semideuses.

Gostei da história do seu personagem Seven, mesmo que ele pareça muito com seu criador. Se achando, sendo critico, engraçado e um pouco "filosofo" vamos dizer assim. Enquanto Agatha tenta ganhar confiança dos seus colegas semideuses (dos humanos ela já tem) porque não esteve no Acampamento Meio Sangue, o Seven já possui isso parece que a um tempo, gostaria de saber mais sobre isso, me deixa intrigada e interessada ao mesmo tempo. não venha me dizer que ele é carismático por favor. hahaha não é resposta. E como mesmo o Att disse acima, devo dizer, sinto que falta algo no seu personagem, algo mais elaborado, que pode vir pela frente talvez, quem sabe. Ainda está muito Mary Sue para mim também.

Gosto também da interação com os outros personagens, o que confesso, faltou em minha narrativa, mas está presente na sua. Com Agatha, com Damon, com o maldito Smith e com a Annie.

Uma coisa que fez coçar a cabeça apenas, esse grupo tem muitos recursos, nem parecem que estão num cenário pós apocalíptico com monstros em cada esquina. Por isso, acho que quando abordou de tanta tecnologia isso me confundiu, onde eles conseguiram tanta tecnologia? Por que não estava destruída como o resto da cidade? Essas perguntas ficam. Então o fato da distribuição de alimentos ser mal feita foi o que mais gostei no cenário, mostrando que nem tudo era perfeito no abrigo né? (que se mantem longe só por causa da Agatha, agradeçam a ela seus ingratos, e meu grupo é importante sim senhor Damon, quero que eles tenham comida).

_____ agora, uma duvidinha______

Mas gostaria de saber, essa luta será postada por nós (eu e At) antes da Lari? Ou deixamos a senhorita Lari postar primeiro? (isso é pra você também Lari)

Dependendo de sua resposta decidimos aqui a ordem. Para mim, tanto faz, já que como disse, seu capitulo mostra mais sobre as Caçadoras nesse tempo do que algo mais que agilize a trama até o ponto atual que é a luta.

_________

É isso só. Esperando o retorno.

Bem, o Seven se acha tanto quanto a Ágatha kkkk Ah, e recomendo ler a resposta que dei para o Att.
Sobre a elaboração do personagem, claro, ele está muito perfeito, praticamente com nenhum enigma a não ser o sentido da vida que tanto busca. Nada demais por enquanto, mas o plot está bem no final das alegorias que não deu pra escrever, e está principalmente na sua história passada, antes do abrigo.

Sobre ele conseguir confiança com os humanos, bem, ele é um dos poucos semideuses que se envolvem com eles, portanto, facilmente consegue o carisma. E ele se envolve mais com os humanos do que os semideuses, devido ao seu psicológico. E a confiança, vem de suas vitórias consecutivas no Limbo, dando a impressão de um "herói paranormal", por isso também tantos fãs. Com isso, acarreta também uma certo respeito dos seus colegas semideuses.

Ah, e o Smith, ele vai passar uma noite comigo e vai se sentir bastante mal, mal o suficiente pra voltar pra tú kkk Ele é mais um figurante, fique despreocupada com ele.

Quanto a tecnologia, se você leu a explicação que dei pro Att, já é o suficiente. Resumidamente, ela estava lá antes do fim do mundo e não foi criada por um semideus normal. A River manja dos paranauê das idéa.

Sobre o tamanho da história, bem, eu sei, não era minha intenção escrever tão grande. Foi sem querer, e eu não podia postar um de cada vez. Ainda mais, fica até mais vasta por causa da tela de computador, que até pra mim da preguiça de ler, até mesmo grandes clássicos que eu baixo. Sobre as confusões da história, como disse pro Att, tenho que conversar com vocês pra entender mais especificamente.  Já emendando com a resposta das questões que você mandou, bem, escreva quem terminar primeiro entre vocês. Pode ter uma história regressa também, se quiserem. Dê asas a imaginação. Agora sobre tentar agilizar a narrativa pro ponto final da luta, bem, se necessário terei que fazer uns cortes dolorosos no roteiro, mas, veremos, se tiver necessidade.

Bem, espero ter respondido tudo. Vlw pela crítica, e é assim memo que eu gosto de uma crítica. Vlw memo Wink

Espero o próximo capítulo desse toço. Inté Wink

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Re: [EVENTO] Fanfic Comunitária - Postagem dos Capítulos

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